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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Aventura de Miguel Lítin

Sinopse
A Aventura de Miguel Littín, Clandestino no Chile conta-nos de uma forma magistral, a verdadeira história do realizador chileno que, proibido de entrar no seu país, aí filmou clandestinamente durante seis semanas.
Este livro de Gabriel García Márquez é, pelo método da investigação e pelo carácter do material, uma reportagem. Mas acima de tudo é a reconstituição emocional de uma aventura muito mais íntima e comovedora. Uma obra ímpar, de leitura obrigatória.

Opinião
Apesar de se tratar de um Prémio Nobel e de ser mundialmente conhecido e aclamado, confesso que Gabriel Garcia Márquez não é, nem de perto nem de longe, um dos meus autores de eleição, muito por culpa do último livro que li dele, Cem anos de solidão. Como tal, não tinha intenção de voltar a este autor tão cedo mas, eis que certo dia, "tropeço" nesta aventura. Estava no carro à espera da F. e a única coisa que tinha par fazer era começar a leitura deste livro que tinha comprado nesse mesmo dia, como parte da Colecção Nobel da revista Sábado.
Como é referido na própria sinopse, este livro não é um romance tradicional mas sim uma reconstituição histórica da operação clandestina que Miguel Litín levou a cabo no seu país natal, o Chile, para fazer um filme, durante o período da ditadura de Augusto Pinochet. Para quem, como eu, desconhecia a história recente do Chile, este livro acaba por ser um excelente documentário, que retrata as dificuldades do povo chilena em plena época ditatorial, bem como as perseguições que eram feitas ao próprio povo chileno e em especial aos opositores do regime. Narrado pelo próprio Miguel Litín, percebemos as dificuldades e a nostalgia do chileno clandestino que, exilado, nunca esqueceu a pátria.
Acabou por ser uma leitura muito agradável, fruto de uma escrita simples e contínua, que nos faz acompanhar todo o processo de filmagem, com especial enfoque na (des)caracterização do realizador, quer ao nível físico quer ao nível psicológico.
Excelente livro para ficarmos a conhecer um pouco da história do Chile.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Uff ... quais cem anos qual quê ...

Uff!!

Este custou. Confesso que este custou ...
Estava a ver que não arranjava coragem para o acabar.
Já tinha lido, do mesmo autor, o "O amor em tempos de cólera" e gostei bastante na altura.
Depois deste, tão cedo não voltarei a este autor. Preciso de uma pausa ...

Trata-se de uma história do tipo "Never ending story" que retrata a vida dos Buendia ao longo de várias gerações e em que quase todas as personagens se chamam José Arcadio ou Aureliano. Bem, isto dá cá uma confusão que a dada altura temos um verdadeiro nó cego de personagens na cabeça e já não sabemos quem é filho de quem, quem é o pai, a tia, etc ...

E o enredo é de tal maneira confuso que rapidamente passamos da realidade para a ficção e da ficção para realidade. E depois há mortos que passeiam, a eterna invasão das formigas vermelhas, raparigas que comem terra e cal das paredes, médicos invisíveis, um tipo que vive sentado debaixo da árvore, um outro que faz peixinhos de ouro, uma beldade que é simplesmente levada pelo céu e relações incestuosas. E não é uma, nem duas ... Quase toda a família Buendia, ao longo de várias gerações (4 ou 5) se desenvolve e procria incestuosamente.

Bem, está lido. Aconselho a quem quiser "pegar" neste autor a não começar com esta obra.