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sábado, 17 de abril de 2010

Chique a valer!

Como diria o Dâmaso Salcede ...

Demorei 1 mês e meio mas acabei!
Genial, simplesmente genial. É mesmo uma obra-prima da literatura portuguesa. É preciso coragem para ler Os Maias mas depois de começar, Eça consegue-nos manter agarrados à história e a sua narração descritiva e irónica deixa-nos com um verdadeiro sorriso no rosto em algumas situações.
Já o tinha lido nos tempos distantes do secundário mas é claro que a apreciação da obra e mesmo a atenção com que a lemos é agora completamente diferente.
Para quem não se recorda (ou para quem nunca leu), trata-se da história de uma família (os Maias), ao longo de três gerações, focando-se depois na última e nos amores incestuosos entre Carlos da Maia e Maria Eduarda, sua irmã. Mas acima de tudo, o autor aproveita a história para descrever (e criticar) a sociedade da época nomeadamente a alta burguesia lisboeta de meados e finais do séc. XIX.
Fabuloso e chique a valer!!!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Páscoa transmontana (2)

No regresso ao Porto, optei por seguir pelo Douro e partir a viagem em dois dias.
No primeiro dia, arrancando de Torre de Moncorvo e com a Foz do Tua como destino, como não existem alternativas viárias para lá chegar, tive que subir até Vila Flor, seguir até Carrazeda de Ansiães e só depois descer até ao Tua.

A paisagem é deslumbrante, com as encostas praticamente todas "socalcadas".
Não sou apreciador (nem muito menos bebedor) mas pelo que vi, deve sair dali muito e bom vinho!


Como já tinha referido no post anterior, a Foz do Tua desiludiu-me bastante. Encontrei algo a que nem sequer consigo chamar aldeia. Uma localidade completamente morta e que subsiste, ainda, exclusivamente graças à estação da CP.


Além da estação, existe a Casa do Tua (onde pernoitamos), um café-restaurante, uma pequena e modesta mercearia e uma padaria. Depois, algumas casas em linha na estrada junto ao rio (a maior parte delas completamente abandonadas) e nada mais.

É um crime aquilo que tem vindo a fazer ao Alto Douro e nordeste transmonstano com o abandono total dos caminhos de ferro.
Para quem não sabe, a Linha do Douro que actualmente termina no Pocinho, seguia até Barca D'Alva e entre o Pocinho e Miranda do Douro havia a Linha do Sabor que permitia seguir até Miranda do Douro (localidade de Duas Igrejas) passando por Torre de Moncorvo, Carviçais, Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro, Sendim, etc. Infelizmente, não tive a oportunidade de viajar nessas extintas linhas mas se de carro já dá gosto percorrer aquelas localidades, imagino o que seria uma viagem de comboio por ali ... É uma região extremamente bonita.
Aqui podem encontrar algumas fotografias das estações e apeadeiros abandonados.

Ainda na Foz do Tua, "dei de caras" com outro crime (este bem mais recente), a extinção da Linha do Tua. É o resultado de anos e anos de completo abandono e desmazelo por uma das linhas mais bonitas de Portugal. Além disso, outros interesses de caracter financeiro falam mais alto nestas questões. Refiro-me, obviamente à nova barragem que irá nascer praticamente na Foz do Tua e que irá submergir parte da Linha do Tua, inutilizando-a de uma vez por todas.

Mas o que eu acho mais engraçado neste episódio é ver os nossos governantes e "supostos" responsáveis pela nação informarem-nos de que a Linha do Tua se encontra em fase de análise e possível recuperação e depois, in loco, ver a maquinaria e todo o circo da EDP montado e em plena operação. Das duas uma: ou a construção da barragem já avançou ou então a EDP foi a empresa escolhida para requalificar a Linha do Tua. Infelizmente, não creio que a segunda opção seja a correcta ...

Deixo aqui algumas imagens da Linha do Tua, possíveis enquanto a água não as cobre.




Saindo do Tua, foi sempre a subir até Alijó e depois, sempre a descer até ao Pinhão. Em Alijó ainda registei o verdadeiro monumento ao "homem da terra".


É impressionante a quantidade de vinha naquela região. É caso para dizer que eles aproveitam tudo e não deixam nada!


O almoço foi na vila de Pinhão, com umas vistas magníficas sobre o Douro e a foz do rio ... Pinhão :)


Enfim, uns dias muito bem passados com muita calma e pacatez, como umas verdadeiras mini-férias devem ser.

Provavelmente ainda voltarei a estas bandas este ano ... quiçá de comboio ;)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Páscoa transmontana (1)

Trás-os-Montes, e mais concretamente o Alto Douro Vinhateiro, foi o destino das mini-férias de Páscoa este ano. Torre de Moncorvo, Tua e passagens por Mogadouro, Miranda do Douro, Carrazeda de Ansiães e Pinhão. Foram estas as localidades escolhidas para o passeio.

Apesar de algumas serem já conhecidas (e bem), outras houve que me impressionaram (infelizmente pela negativa) como o caso do Tua (ou Foz do Tua, como alguns lhe chamam).

Comecemos por Torre de Moncorvo. Frio e tempo cinzento ... Pelo menos não choveu.



Este é já um local de peregrinação anual. Apesar de o ano passado ter falhado, todos os anos lá vou, normalmente em Agosto. Este ano calhou na Páscoa, o que não invalida voltar lá em Agosto. Gosto muito da vila e do sossego e pacatez que se sente. Não há centros comerciais (o que é óptimo !!!), o comércio tradicional encolhe de ano para ano e o centro (histórico) dá cada vez mais sinais de abandono. É pena ...

Mas uma das principais razões que me leva a Moncorvo é um pequeno café-restaurante, na foz do rio Sabor, que serve um prato divinal: peixinhos do rio. Mas a este tema voltarei mais tarde.

Deixo aqui uma perspectiva do final do caminho que o Sabor percorre até se juntar ao Douro, lá ao fundo, no canto superior direito ...


Outro local que eu aprecio bastante é a região do planalto mirandês e a sua capital, Miranda do Douro. No sábado acabamos por dar um passeio até lá, com passagem por Mogadouro (e o seu novo posto de turismo) ...


... e por Sendim, onde almoçamos uma bela posta mirandesa na famosa Gabriela.


À tarde, Miranda do Douro, paraíso dos espanhóis ... Faz-me lembrar Tui e Vigo há muitos atrás mas agora com as realidades trocadas.


Quanto ao resto, tudo na mesma ... Os famosos pauliteiros de Miranda em actuações no centro histórico, comércio tradicional casa sim, casa sim e as maravilhosas escarpas do Douro.



Em resumo, dia muito bem passado e bem comido :)

Os dias seguintes foram passados junto ao Douro. Disponível brevemente no sítio do costume :)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Dia do PAI (2)

Voltando ao dia do Pai, faltava postar ainda o resto das obras de arte produzidas pelas minhas filhas e com a ajuda do pai (em algumas).

A L. fez um belo porta-cintos para o "Sol da sua vida".


A F. ofereceu-me a terceira peça para a minha coleção pessoal de escovas (já tinha duas de anos anteriores ...).


O dia ainda permitiu algumas actividades com as duas, das quais deixo aqui as pinturas que fiz em conjunto com a F.. Atentem bem na nossa arte!


terça-feira, 30 de março de 2010

O meu musicol ...

O meu estilo musical preferido é, sem sombra de dúvida, o indie. Mas também alargo o meu espectro a outros estilos, entre eles o folk.

E quando estes dois se misturam, dando origem ao indie folk, podemos encontrar bandas com trabalhos fabulosos como os Mumford & Sons e o seu álbum de estreia Sigh no More.
É um daqueles casos em que a voz do vocalista Marcus Mumford encaixa de forma perfeita no estilo musical, na melodia, em tudo!
Muito bom mesmo ...



Mumford & Sons - Winter winds

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dia do PAI (1)

Celebrou-se na passada sexta-feira o dia do Pai e como não podia deixar de ser, lá tive que me desdobrar para percorrer as duas "capelinhas". Fiz uns trabalhinhos com a L. logo pela manhã e outros com a F. ao início da tarde.

Deixo aqui apenas uma fotografia do que fiz com a F. prometendo voltar a este tema dentro em breve.


O resto foi pinturas !!! E logo eu que tenho cá um jeito ...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Para abrir o apetite ...

Ultimamente, tenho-me dedicado a fazer uns pratinhos de aperitivos para abrir o apetite antes da refeição. Não que o tempo seja muito e às vezes paciência também está no limite, mas como tenho um gostinho especial pela culinária, até mais no sentido de "comer com os olhos", de vez em quando entretenho-me a fazer umas coisas bonitas.

É o delírio do mulherio lá de casa, principalmente da F.. Dá-me um especial gosto quando, antes da refeição, ela me vem perguntar: "Ó pai, vais fazer daqueles pratinhos hoje?"

Este foi o primeiro, o "pratinho inaugural":


Ovos de codorniz, queijo feta, tomatinhos (temperados com sal, pimenta e oregãos), chouriça (espanhola, daquela de porcos de bolota), tortilla chips e uns conezinhos estaladiços que a F. adora.
O pessoal adorou de tal maneira que, passados uns dias, tive que voltar a fazer. Desta vez com uma dose adicional de paciência para conseguir montar os cones e o queijo fresco. Ora vejam lá:


Nesta adicionei uns bocaditos de presunto de Pitões das Júnias (comprado na última Feira da Orelheira e do Fumeiro em Cabeceiras de Basto, em Fevereiro) e ainda umas tostinhas barradas com President.

Devo dizer que o pessoal ficou viciado de tal maneira que sou "obrigado" a fazer destes pratos 2 a 3 vezes por semana ...
Dentro em breve coloco aqui outras versões :)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Leituras ...

Kafka !
Nem mais nem menos :)

"O Processo" de Franz Kafka, oferta do meu irmão no último Natal, foi a segunda leitura do ano. Já o acabei há cerca de um mês mas ainda não tinha tido oportunidade de o postar aqui.

Em primeiro lugar, há que dizer que é um livro completamente "kafkiano" !!!
O livro foi escrito na segunda década do século XX e retrata o decorrer de um processo instaurado a Joseph K.. Basicamente é a história de um homem a quem foi instaurado um processo mas que não sabe por quem, nem porquê, nem como é que poderá resistir e lutar pela absolvição.

Uma leitura que começa por ser esquisita mas que se vai tornando engraçada consoante vamos avançando e vamos percebendo que o processo se trata de um processo e nada mais conseguimos saber !!! Confesso que em certas alturas, quase que revejo o estado da justiça actual na justiça de então ...

É, sem dúvida, um livro diferente mas que vale a pena.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Pai tirano

A F. tem um interruptor que liga automaticamente às 21h30 da noite. É um fenómeno paranormal que a põe num estado de excitação que é um 31 para a por a dormir ...

Diálogo ontem, por volta das 22h:

Eu - F., veste o pijama e vai lavar os dentes!
A F., ignorando-me completamente, continua aos saltos e na brincadeira com a L. ...
Eu - (num tom de voz mais elevado) F., veste o pijama e vai lavar os dentes !!!

F. - Heia ... pôxa !!! Tem calma, que pai mauzão !!!

Conclusão: pai sofre ...

sexta-feira, 5 de março de 2010

O meu musicol ...

Sempre apreciei as chamadas Singer SongWriters e esta aqui desconhecia completamente apesar de já andar por cá há uma década - Laura Veirs. July Flame é o título do seu último álbum e deixo aqui o vídeo da track com o mesmo nome.

Todo o álbum é para ouvir, sentadinho no sofá, a relaxar e a sentir a leveza destes maravilhosos acordes.


Laura Veirs - July Flame