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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Parabéns atrasados

Distraído como normalmente sou, claro que deixei passar em claro a comemoração do 1º aniversário do blog :)
Pois é, fez 1 ano no passado dia 3 de Junho.

Então pronto, aqui ficam os parabéns atrasados!

Após 365 dias (e mais alguns ...) de blogger sinto-me satisfeito com a minha performance :).
Não correu mal ... Acabei por não publicitar muito o blog na fase inicial (pois não sabia se o iria aguentar) pelo que o número de visitas acabou por ser um pouco fraco nos primeiros meses. Ultimamente tenho tido mais hits e espero que neste segundo ano aumentem o número de visitas e também os comentários.
A ver vamos ...

Tenho feito, em algumas ocasiões, um esforço por manter o blog actualizado e acho que o tenho conseguido. Tenho procurado diversificar os assuntos que abordo para não ser sempre a mesma coisa.
Em suma, estou gostar pelo que vou continuar a relatar as minhas (des)aventuras ...
Espero que gostem :)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Spinalónga

Spinalónga é o nome da ilha que serve como base à história contada no livro "A Ilha" de Victoria Hislop.

Este livro tinha sido oferta da F. no meu aniversário em 2007 mas, por várias razões (incluindo outros livros), foi ficando na prateleira à espera que lhe pegasse.
O livro relata a história de uma família grega que, ao longo de várias gerações, foi devastada pela Lepra, doença para a qual, até meados do séc. XX, não existia cura pelo que os infectados eram literalmente arrancados das suas famílias e enviados para uma colónia de leprosos precisamente em Spinalónga, uma pequena ilha perto da costa este de Creta, na Grécia.
Sinceramente, custou-me imenso acabar o livro e só o fiz por ter sido um presente da F. caso contrário teria ficado mesmo a meio.
Não sei se tem a ver com o meu estado de espírito actual ou se é a influência de outras leituras que tenho feito mas já não tenho paciência para este tipo de livros.
A leitura até é agradável e a simplicidade da escrita permite uma leitura fácil mas ... faltou-me acção, um enredo que me envolvesse mais na história e essencialmente alguma imprevisibilidade. À medida que ia lendo, tudo acontecia tal como se esperava que acontecesse ...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Ao fim de meio ano, voltei ... (II)

Depois da passagem pela Junta de Freguesia de Riodouro, iniciei então a descida da encosta até à estrada nacional. Pelo menos, esse era o objectivo.

Após algumas voltas, inclusive algumas onde tive que fazer o caminho inverso pois não tinha saída lá consegui chegar ao cemitério de Riodouro que fica sensivelmente a meio da encosta.
Logo a seguir ao cemitério, optei por cortar à direita por um caminho que me levou exactamente para onde eu queria. Ao Rio de Vilela, um afluente do Rio Peio que nasce na Cabreira e vai desaguar no Tâmega.


E tinha ponte para atravessar e tudo!!! Aparentemente, tudo corri bem ...


Só que depois de atravessar o rio e começar a subir é que a "porca torceu o rabo"! E de que maneira ...
A uns escassos 100~200 metros de chegar à localidade de Portelinha (e à estrada nacional) deparo-me com esta subida completamente impossível de se fazer !!!


Apesar de a foto anterior espelhar a inclinação da subida, a foto seguinte ilustra perfeitamente qual era a verdadeira dificuldade da subida. Aquilo não eram pedras, eram rochas que tinham nascido ali !!! E era cada uma !!


Lá tive que voltar para trás, refazendo o trajecto até ao cemitério de Riodouro e depois, toca a abrir até casa pois já estava na hora do tacho ...
Pelo caminho, ainda parei para registar um importante marco tecnológico na actividade de pastoreio.

Quem anda por estas bandas, mais cedo ou mais tarde acaba por encontrar coisas como por exemplo uma cancela fechada ou cordas utilizadas para guiar o gado que nos barram o caminho. Pois bem, foi exactamente aquilo que encontrei. Uma corda que me fechava o caminho. Ora, está-se mesmo a ver que não há dificuldade nenhuma. O artista saiu da mota e toca a pegar na corda e colocá-la no chão. Eis quando, sem prever, pimba !!! Um choque! E pensei eu, mas o que é isto? Electricidade estática? Voltei a pegar na corda e ... pimba outra vez!


Pus-me à procura e encontrei-o. Estava mesmo ali à frente dos meus olhos.


Um PASTOR ELÉCTRICO !!! Irra que só me faltava mesmo isto ...
Os nossos pastores estão a ficar espertos ... e avançados tecnologicamente ...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ao fim de meio ano, voltei ... (I)

Pois é, a última vez que tinha pegado na mota foi no dia 1 Novembro do ano passado!!!

Mais de 6 meses depois, finalmente, eu e ela, ela e eu ... lá fomos nós, para mais umas voltinhas na zona de Cabeceiras. No fim de semana de 15 e 16 de Maio (aproveitando claro o "feriado papal") lá fui eu para cima ...

Desta vez, e seguinda umas dicas do meu cunhado, resolvi ir para o "outro lado" do monte ou seja, Riodouro. Não, não foi ali para os lados da ribeira nem para os lados de gondomar. Riodouro é uma freguesia do concelho de Cabeceiras de Basto que fica na encosta mesmo em frente à encosta onde fica Abadim (normalmente o meu ponto de partida).

Por acaso, em voltas anteriores, já tinha pensado em percorrer os trilhos daquele lado. É muito mais verde, com bastante vegetação e sempre me permitiria "mudar de ares" sem me afastar muito do centro de Cabeceiras. É que como vou sozinho (já sei que não devia mas ...) convém sempre andar por perto ...

Eis o trilho que percorri ou melhor, quase percorri. Houve ali uma subida de uns miseros 20 metros totalmente impossível de a fazer sozinho. Mas já lá vamos ...


Logo no início, em Chacim, uma trialeira fantástica com muita pedra e sempre a subir !!! Espectáculo, vale bem a pena fazê-la outra vez ... Não tenho fotografias desta zona porque era literalmente impossível para a meio. Caso o fizesse duvido que conseguisse continuar a subir sem ter que retornar uns bons metros atrás.
Logo depois uma zona de bastante lama que desci e que não resisti a tentar subi-la. Pois bem, foi mesmo só tentativa porque ao fim de 3 desisti e segui caminho. A lama era muita, a inclinação também e os sulcos, bem, era cada um ...

O aspecto do início da subida era este.



E a parte final, onde já não dava mesmo ...


E para que conste, cá fica o registo da Junta de Freguesia.


Mesmo aqui ao lado da junta ainda deu para analisar a encosta do outro lado e ver os caminhos que costumo percorrer entre Abadim e o aeródromo.


A partir daqui foi tentar descer a encosta até à nacional para depois subir para Abadim ... E isso fica para a segunda parte :)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Café Lameirinho

Há já algum tempo que ando a matutar nesta ideia para mais um tema para o blog: um roteiro gastronómico. E conteúdos não me faltam ... falta é o tempo :)

Quem me conhece sabe que sou um "bom garfo" e que uma das coisas que me dá prazer na vida é apreciar uma bela refeição e sempre que posso (essencialmente quando saio em passeio) faço os possíveis por conhecer novos locais de "repasto" :)

Um dos meus locais de peregrinação anual é o Café Lameirinho em Cabanas de Baixo (junto à foz do Rio Sabor), Torre de Moncorvo.


Há pelo menos 10 anos que tenho por hábito, pelo menos uma vez por ano, fazer um passeio até Torre de Moncorvo e, consequentemente, ao Café Lameirinho. Essencialmente, só há dois pratos: migas de peixe e peixe frito. O que não quer dizer que se preparem outros "pequenos" pratos para quem não gosta ou para quem levar crianças, como é o meu caso.

Recomendo vivamente o peixe frito ou como vulgarmente é conhecido, peixinhos do rio. É de comer até cair para o lado. E só vem para a mesa o peixe, pão e salada. Da última vez que lá fui (páscoa de 2010), o Sr. João ainda nos deu a provar as migas. Muito bom também, mas ... peixinhos do rio é que é !!!

E depois há o Sr. João! Sim, porque o Sr. João é uma personagem única em toda a restauração em Portugal. Frases do tipo "então não sabia ter pedido a cerveja há bocado quando eu fui lá dentro?" ou então "beba desta pinga (bagaço) que é muito melhor que esses whiskys que por aí andam ..." (e de facto até é ...) são algo que lhe sai tão naturalmente que nem dá para levar mal. Mas é impecável e uma coisa é garantida, não se sai de lá com fome!

Não tenho muitas fotos de lá mas estas duas dão uma boa perspectiva do espaço exterior (que é onde realmente vale a pena comer porque o interior é o café) e de vários instrumentos (essencialmente agrícolas) típicos da zona.



Em termos de preços, não se pode dizer que seja caro mas também não é muito barato pois se ao custo da refeição juntarmos os cerca de 270Km da viagem Porto-Moncorvo e outros 270Km para o regresso bem como outros gastos que se possam fazer durante o dia, já dá para perceber ... Creio que só a refeição ronda os 15 a 20€ por pessoa (contas feitas de cabeça pelo Sr. João).

O único pré-requisito é telefonar e fazer a marcação. É que se não o fizerem arriscam-se a nem sequer ter direito a mesa quanto mais a peixinhos ...

Café Lameirinho
Rua Lameirão
Cabanas de Baixo
5160-031 Cabeça Boa

Tlf: 279 979 411

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O meu musicol ...

Continuando na onda do "musicol" e porque o Porto vai ter o privilégio de os receber hoje na Casa da Música, fica aqui mais uma grande revelação de 2009, os The XX.

O album (homónimo) de estreia, saído na segunda metade de 2009, traz-nos um pop electrónico capaz de cativar à primeira mesmo o ouvido mais distante. A conjugação das vozes de Romy Croft (ela) e Oliver Sim (ele) é simplesmente perfeita.



The XX - Islands

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O meu musicol ...

Os The Bravery são mesmo uma das minhas bandas favoritas.
Já vão no 3º álbum e todos eles são absolutamente fenomenais. Um rock ao estilo "puro e duro" mas de uma sonoridade excepcional.

Este último trabalho deles, Stir the blood, cá fora desde o final de 2009, Dezembro para ser mais preciso, conseguiu manter, sem qualquer dúvida, a mesma qualidade e a mesma sonoridade que já nos tinham habituado com o primeiro "The Bavery" (de 2005) e o segundo "The Sun and the Moon" (de 2009).

Slow Poison foi o primeiro single deste álbum mas, concerteza, mais se irão seguir.


The Bravery - Slow Poison

Acredito que não seja para qualquer ouvido mas há certas alturas do dia (e do trabalho) em que dá mesmo vontade de os ouvir "e partir tudo" !!! Ou se calhar não ...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pare, escute, olhe e não esqueça!

Já há uns tempos atrás, tinho falado aqui sobre o Tua e o desaparecimento da Linha do Tua.

Entretanto, após umas pesquisas, fiquei a conhecer muita gente que, como eu, se revolta contra este crime e contra mais uma machadada infligida sobre uma das regiões mais bonitas de Portugal, Trás-os-Montes.

Estreado há pouco tempo, e ainda em exibição em algumas (muito poucas) salas de cinema do país, está o documentário "Pare, Escute, Olhe", da autoria de Jorge Pelicano e que venceu o festival DocLisboa deste ano. Aqui fica o trailer.





No site do filme podem encontrar ainda um acervo fantástico de fotografias do Tua e mais alguns vídeos sobre o desaparecimento desta pérola transmontana.

No site do Movimento Cívico pela Linha do Tua podem encontrar um secção de fotografias e vídeos sobre o assunto.





A galeria de imagens é soberba mas a secção de vídeos está muito completa e permite-nos conhecer a história deste crime desde o encerramento de parte da linha entre Macedo de Cavaleiros e Bragança em Dezembro de 1991. Aconselho vivamente a visualização dos dois últimos vídeos na página: o Grande Roubo (1) e o Grande Roubo (2). Facilmente ficamos a perceber os interesses que estão por detrás do fecho da linha e de como a CP foi um interveniente (mais do que) activo no meio deste filme todo ...

A incúria, o desleixo, o esquecimento propositado não podem ficar em claro. A CP é, sem qualquer dúvida, um dos principais culpados de toda esta farsa.

Tenho plena consciência que a maior parte das petições online não passam disso mesmo e por isso nunca assinei nenhuma ... até agora. Acho que depois de ter presenciado a imponência daquelas maravilhosas paisagens e sentir uma enorme pena de nunca ter tido oportunidade de percorrer um trajecto único em Portugal, não pude deixar de assinar esta petição pela preservação do património do vale do Tua.
Quem sabe se um dia não poderei experimentar este passeio ...

Não deixemos o Tua cair no esquecimento.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sai mais um pratinho ...

Já tinha descrito aqui a última moda lá de casa ou melhor dizendo, aquilo que elas estão sempre à espera que eu faça...

Então aqui vão mais alguns exemplos.


Neste primeiro, além das tradicionais tostas com President e dos "pinheiros de natal" (designação da F. para os cones estaladiços), juntei umas tâmaras embrulhadas com bacon (15 a 20 minutos no Grill do microondas), queijo mozzarela (temperado com sal, pimenta, azeite e oregãos) e ainda aquelas coxinhas de camarão (raios que não me lembra do nome daquilo ...).

E o segundo ...


Este último, serviu para degustação de fim de semana. A Carla até me perguntou quem fazia anos para eu comprar daquele camarão! Como se costuma dizer, uma vez não é vez ...
Ah, e também decidi experimentar "fabricar" o meu próprio molho tártaro. Maionese, mostarda, ketchup, molho inglês e algum picante foi o suficiente. A isto ainda juntei un queijo fresco (com sal e pimenta), tomatinhos com azeite e oregãos e, mais uma vez, os tradicionais pinheiros de natal da F..

E assim se faz boa figura perante o mulherio lá de casa :)