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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A caminho da Côte!

Finda a semana de "férias familiares" em Grenoble, eis chegado o dia de fazer a descida até ao Sul de França, para a conhecida região da Côte d'Azur. Mas que grande aventura que foi esta descida... já lá vou.

Quano planeei a estadia em Antibes, no Sul, o apartamento que escolhi tinha como condição que as estadias fossem feitas de sábado a sábado. Ok, não há problema. Passamos a primeira semana em Grenoble e depois descemos para Antibes no sábado. Acontece que só no final da semana, após algumas conversas com os tios e primos da Carla e depois de ver algumas notícias nos telejornais franceses, me apercebi que o sábado que tinha planeado a viagem para o Sul era precisamente o dia 30 de Junho, o primeiro fim de semana de Agosto ou, para se perceber melhor, o primeiro dia do primeiro fim de semana em que os gauleses, armados em verdadeiros loucos, rumam todos para o Sul!!!
E só me apercebi desta debandada gaulesa quando os telejornais começaram a avisar com alertas NEGROS para as estradas rumo ao sul! Alertas NEGROS e não vermelhos! Estamos a falar de centenas de quilómetros de fila! E não estou a exagerar porque eu estive numa delas!!!

Segundo o meu plano inicial, iria fazer a viagem para o Sul por estradas nacionais em vez das autoestradas, num total de 360Km, pela chamada Route Napoleón. Coisa pouca, pensei eu. Saímos de manhã, almoçamos pelo caminho e, a meio da tarde, chegaremos a Antibes. Puro engano...

Os 360Km demoraram simplesmente 11h a serem percorridos!!! 11h, f#$&*%!!!!
Meus amigos, aceitem este conselho: em França, NUNCA VIAGEM DE NORTE PARA SUL NOS 2 PRIMEIROS FINS DE SEMANA DE AGOSTO!!!

Para terem uma ideia, o cenário foi o seguinte:

- a cerca de 280km do destino

 -a cerca de 230Km do destino

- a cerca de 200Km do destino

Devo dizer que almoçamos literalmente na berma da estrada. :)
Aproveitando o facto de estar tudo parado ou então em "pára-arranca", encostei na berma, num local com alguma erva e uma sombrinha e pimba, toca a encher os depósitos do pessoal.

Só a cerca de 100Km do destino é que comecei a rolar a um ritmo mais "normal". Isto já no final da tarde e com o pessoal já cansadíssimo de estar dentro do carro... Enfim...

Mas à parte todo o trânsito e "seca" que apanhamos, devo dizer que percorri um dos caminhos mais bonitos que já fiz de carro. E hei-de voltar a fazê-lo, mas com menos trânsito de preferência. A Route Napoleón é basicamente uma rota que parte de Grenoble e que tem como destino Cannes (na realidade, o sentido da rota é o contrário, segundo reza a história), sendo toda ela feita em estrada de montanha com paisagens absolutamente magnifícas e passagem por várias vilas e aldeias de características medievais. Infelizmente, dado o tempo que estavamos a demorar, não deu para parar e conhecer alguns dos locais míticos da route como Gap, Sisteron, Digne-les-Bains ou Castellane mas, quem sabe, talvez numa próxima oportunidade...

Deixo aqui algumas das poucas fotos que fui fazendo ao longo da viagem. Foram feitas durante os dois primeiros terços da viagem. No último terço, a paciência para parar e tirar fotografias já se tinha esvaído há muito... E foi pena porque o último terço é, talvez, a zona mais bonita e com paisagens verdadeiramente deslumbrantes, principalmente a chegada a Castellane...



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Un petit tour na zona de Grenoble (II)

Para terminar o périplo pela zona de Grenoble, resta a incursão que fizemos ao maciço de Vercors, nomeadamente à vila de Villard de Lans e à Gorge de la Bourne.
Villard de Lans é uma pequena e simpática vila a 1050m de altitude, que se transforma num verdadeiro centro de ski durante o Inverno.



A saída de Villard de Lans foi feita em direcção ao Pont en Royans através da Gorge de la Bourne, uma das mais belas estradas que tive a sorte e o prazer de fazer. Como o próprio nome indica, a Gorge de la Bourne  significa a "garganta" ou o desfiladeiro de la Bourne, e é, literalmente, uma estrada aberta numa das paredes do referido desfiladeiro. As paisagens são soberbas e é absolutamente impressionante imaginarmos que a estrada foi inicialmente aberta em 1872!


A imagem anterior dá-nos uma ideia do que é a estrada "cavada" numa das faces do desfiladeiros mas os três vídeos que se seguem, feitos a bordo de uma mota, dão a perspectiva total sobre a Gorge.





É de facto uma estrada lindíssima, quer faça chuva ou sol. E realmente deve ser qualquer coisa de fascinante fazê-la em duas rodas...

E assim termino a estadia em Grenoble. O passeio pela Gorge foi feito a uma sexta e, no sábado seguinte, lá fomos nós a caminho do sul. Mas essa aventura fica para o próximo post.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O meu musicol ...

Descobri estes rapazinhos antes de ir de férias e em boa hora o fiz!
Que grande companhia que eu arranjei. :)
São os Foster the People e estes são os dois singles do seu álbum de estreia, Torches (Maio/2011): Helena Beat e Pumped Up Kicks.



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Risco muito elevado

Ainda a propósito do recente aumento descarado de impostos, a quem alguém chamou "corte radical na despesa do estado", li hoje uma notícia sobre a reacção do Angelo Correia, coitadinho...
Este senhor ainda tem o descaramento de dizer que "é aborrecido para todos nós..." mas concerteza não tem que apresentar o IRS para comprar o passe social nem tampouco lhe deve incomodar a subida do IVA no gás e electricidade ou o saque (para não dizer roubo) ao subsídio de Natal para poder tapar os buracos de BPN's e das Madeiras!!!
E não me venham com merdas acerca de os ricos pagarem a crise pois toda a gente sabe que a grande fonte de rendimentos dos ricos não provém destes ditos "rendimentos declarados" mas sim dos rendimentos de capital, rendimentos prediais, dividendos e muitos outros tipos de transações financeiras que incluem, por exemplo, o offshore da Madeira, no qual vamos ter que enfiar agora os nossos subsídios de Natal para tapar o tal "desvio colossal", referido pelo gasparzinho... A singela quantia de 500 milhões para que o alberto continue com as alarvidades no seu jardim!
Bah!! Chega de hipocrisia e chega desta corja a que alguns chamam comunicação social que mais não fazem do que andar a mando e desmando de quem continua a delapidar o país e a hipotecar o futuro das gerações mais novas...
Dizem que somos um país de brandos costumes. Qualquer dia ainda vamos enfiar os brandos costumes em alguns deles... Às vezes basta uma pequena faúlha para incendiar uma floresta e nos últimos meses temos assistido, por essa Europa fora, ao aparecimento de pequenas faúlhas que causaram grandes motins. Aguardemos... O ponteiro está quase a chegar ao máximo!


Paciência tem limites e o que é demais, é moléstia!

Un petit tour na zona de Grenoble (I)

Como referi no post anterior, durante a estadia em Rives, o tempo para voltinhas e passeios não foi muito mas ainda assim deu para conhecer alguns locais interessantes.
Um deles foi as Caves de Chartreuse, em Voiron, onde fizemos uma visita guiada às caves do belo Liqueur de Chartreuse.
Cubas, pipos e pipas quase a perder de vista e no final, uma bela degustação do famoso licor. Bem bom ...



Ainda em Voiron, uma pequena volta a pé no centro (só para dizer que lá estive :) ) deu para ver apenas o exterior da igreja de Voiron. Não tive tempo para visitar o seu interior.


Graças à Cristina e ao Michelle, tivemos também oportunidade de visitar a Bastilha (e o seu Forte/Museu) e fazer o percurso de teleférico em Grenoble. Le Bastille é a principal atracção turística de Grenoble. Situada no extremo sul do Maciço de Chartreuse, a 476 m de altitude, permite aos visitantes uma vista panorâmica sobre todo o vale de Grenoble. Infelizmente, no dia em que lá fomos, acabou por chover o que nos obrigou a "acelerar o passo" lá em cima...
No fotografia seguinte é possível ver os cabos do teleférico e, lá em cima, a Bastilha.


E a perspectiva da cidade de Grenoble, a partir da Bastilha.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Frase do dia

Esta foi ouvida hoje, no programa da manhã da Antena 3. Grande tirada do Diogo Beja...

"... é mais difícil encontrar um dia de Verão neste mês de Agosto do que o Kadafi na Líbia!"

Mai'nada!!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Bienvenue à Fraunça!

Este ano, dei uso ao conceito de "aproveitar as férias do primeiro ao último dia". Acabei de trabalhar numa sexta e parti para férias logo no sábado seguinte e regressei na madrugada de segunda para terça, tendo iniciado o trabalho nessa mesma terça.
A isto eu chamo "aproveitar até à última gota"!

E pela primeira vez para mim e para as miúdas (a Carla já lá tinha estado), o destino era França.
Mais concretamente Grenoble.
Para ser mais preciso, a pequena vila de Rives nos arredores.
Ou, para ser mais exacto, a localidade de Sillans, a cerca de 10Km de Rives.
Não, não me lembro qual era o número da porta ...

O objectivo era visitar alguma família da Carla que, já há muitos anos, emigrou para lá e, claro, aproveitar para dar algumas voltas pelas redondezas. A primeira parte foi plenamente concretizada. A segunda, nem por isso. Digamos que passamos uma semana a visitar tios, tias, primos e primas. Voltas pelas redondezas, foram poucas: o teleférico e a subida ao Forte da Bastilha em Grenoble; visita ao centro de Voiron; visita às caves da Chartreuse em Voiron; passeio pela região montanhosa de Vercors com visita a algumas vilas. Faltou uma ida aos Alpes, ali tão perto...

Em primeiro lugar, tenho que deixar os meus agradecimentos aos familiares da Carla que nos acolheram e tão bem trataram. Aí vai a lista:
- Tios Adolfo e Maria (obrigado pela estadia)
- Tios Herculano e Maria (não, não é a mesma Maria ...)
- Paula, Zé Manel e as meninas
- Rosa, Paulino e os meninos
- Lúcia
- Cristina, Michelle e os meninos (obrigado pelos queijos)
- Fátima e Nuno
- Nicolá (obrigado pelos maravilhosos cafés)
- Bemvindo (é o nome do primo, não foi engano...)

À custa da extensão desta lista e de ter que almoçar num lado e jantar no outro quase todos os dias, só deu tempo para as duas voltinhas que referi. Azar, vamos ter que lá voltar mas da próxima terá que ser mais do que uma semana. :)

Rives acaba por ser uma localidade engraçada. Apesar de não ter "nada de especial" para ver, é uma vila simpática e na qual não tivemos grandes dificuldades de linguagem porque grande parte da população é portuguesa ou luso-descendente. Existe inclusivamente uma loja que vende "Delícias de Portugal".


Engraçado também foi tentar comprar no supermercado local aquilo que nós conhecemos como alho francês.  Supostamente, teríamos que pedir votre ail ou então ail français, certo? Mas não. Lá, eles chamam-lhe poirrot, como o famoso inspector...

Apesar de ter corrido tudo muito bem durante a nossa estadia, algo em que tivemos azar (para não dizer um galo enorme) foi o tempo. Não houve um único dia em que não chovesse e não raras vezes tivemos que andar com camisolas de manga comprida! Isto para quem estava a contar com temperaturas acima dos 30ºC foi um bocado decepcionante. Mas, enfim, não se pode ter tudo. :)
A fotografia seguinte espelha o céu que se nos apresentou durante toda a semana.


E como este post já vai longo, a conversa segue dentro de momentos.

sábado, 20 de agosto de 2011

O meu musicol ...

E ao segundo álbum, Justin Vernon, volta a surpreender.
Mais um excelente conjunto de músicas bem encabeçadas por Calgary, uma espécie de tema de apresentação do álbum.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Amor de Perdição

Sinopse
Simão Botelho e Teresa de Albuquerque pertencem a famílias distintas, que se odeiam. Moradores de casas vizinhas, em Viseu, acabam por se apaixonar e manter um namoro silencioso através das janelas próximas. Ambas as famílias, desconfiadas, fazem de tudo para combater a união amorosa.

Opinião
Após ter lido "Os Maias" de Eça de Queirós, no ano passado, tinha traçado como objectivo de leitura para este ano ler, pelo menos, mais dois clássicos da literatura portuguesa. Amor de Perdição foi o escolhido.
Antes de o ler, passei os olhos por algumas criticas e opiniões e, no geral, quase todos o consideravam como um livro triste. Confesso que não percebia muito bem o que era um livro triste e porque o classificavam assim. Percebi-o depois ...
Bom, após a leitura, devo dizer que não é um livro triste, é uma tragédia! A história centra-se num amor impossível entre Simão e Teresa, ambos oriundos de famílias que se detestam mutuamente e que tudo fazem para impedir a relação entre ambos.
A leitura é bastante fluente e, sendo o livro relativamente curto (192 páginas), bastante rápida. Gostei da escrita de Camilo e do modo crítico como o livro acaba por descrever a super conservadora sociedade portuguesa dos finais do século XIV.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Para o ano há mais ...

Finito!
Foram muito boas mas acabaram. Resta o consolo de ter feito umas excelentes 3 semanas de férias (algo que nunca tinha conseguido) e de ter conhecido lugares absolutamente espantosos.
Deixo aqui uma pequena amostra.

Villefranche-Sur-Mer

Antibes (La Vieille Ville)

Voltarei mais tarde, com mais detalhes. :)