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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Contos Quase Romances da Cabreira e seu Universo

Na passada sexta, completamente por acaso e sem nada que o fizesse prever, assisti pela primeira vez à apresentação de um livro. Sim, porque apesar de ser um leitor regular nunca me tinha dado vontade de o fazer. Quer porque os livros apresentados não me suscitavam qualquer interesse quer porque o facto de conhecer o autor e poder "dar 2 de letra" com ele também não me levantava qualquer tipo de interesse.

Mas, eis que em pleno passeio pela FNAC do Norteshopping, dou conta que se está a iniciar a apresentação do livro "Contos Quase Romances da Cabreira e seu Universo" do autor José da Costa Oliveira, um cabeceirense de gema e cujos contos mais não são do que histórias/contos da região, e onde se incluem algumas personagens da chamada "vida real" de Cabeceiras de Basto, mais concretamente da freguesia de Abadim. E assim sendo, lá nos sentamos, eu e a Carla, enquanto as raparigas ficaram logo ali ao lado a ver os livros infantis. Tudo se conjugou na perfeição.
No final, surpresa das surpresas, o autor até conhecia a Carla e tinha frequentado a escola primária de Abadim com alguns dos tios da Carla. Enfim, uma amena cavaqueira que eu, sinceramente, nunca tinha pensado que fosse tão interessante.
Resultado, claro que compramos o livro e veio com dedicatória do autor. :)

Sinopse
"Contos, quase romances, da Cabreira e seu universo".
Uma antologia em que o Homem e a Natureza (os Bichos) protagonizam lado a lado. Histórias como "a vaca que chorava", de seu nome a Briosa, ou "o coelho da ponte da Urtigueira", o Alfredo, fazem a defesa laudatória do que é a amizade, a criação de laços afectivos entre os seres, que confere sentido à vida e a tudo o que nos rodeia.
Todas se desenrolam nos vales, nas encostas, nos cumes e picos do perímetro florestal da Serra da Cabreira, norte de Portugal, linha de divisão entre as províncias do Minho e de Trás-os-Montes e Alto Douro.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O meu musicol ...

Esta rapaziada traz uma onda indie rock com muita pinta, directamente da Nova Zelândia. O álbum de estreia Passive Me, Agressive You, saído no último trimestre de 2010 só agora me chegou aos ouvidos e fiquei impressionado com a qualidade geral do álbum. Muito bom mesmo.

Deixo aqui os dois singles que mais se destacaram nos charts internacionais.

The Naked And Famous - Young Blood

The Naked And Famous - Punching In A Dream

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Orgulho Asteca - Vol. I

Sinopse
Este é considerado pela crítica mundial, como o melhor romance histórico sobre a desaparecida civilização Asteca e um dos melhores romances históricos do Séc.XX. Gary Jennings, mudou-se para o México e durante 12 anos investigou e viveu apenas para a sua criação: o Asteca, deixando-nos uma obra inesquecível. Gary era famoso por ser um dos escritores mais rigoros e com mais trabalho de pesquisa por trás dos seus romances.
Em 1530, depois de quase extinguir o povo Asteca pelas mãos de Hernán Cortés, o Imperador Carlos, Rei de Espanha, pede ao bispo do México que lhe faculte informação acerca da vida e dos costumes do povo Asteca. O bispo, frei Juan de Zumárraga, decide redigir um documento, baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos do mundo civilizado. O seu nome é Mixtli - Nuvem Obscura.
Mixtli, um dos mais robustos e memoráveis astecas, relata com detalhe toda uma vida: a sua infância, a mentalidade e os costumes do seu povo, o sexo e a religião, a sua formação e os seus amores, sempre tormentosos e trágicos. Esta é a sua empolgante e maravilhosa história, que representa o choque entre civilizações com formas inconciliáveis de ver o Mundo.
A História de Mixtli é, em grande parte, a história do próprio povo Asteca: épica e de uma dignidade heróica. Este é o princípio e o fim de uma colossal civilização.

Opinião
Quando li pela primeira vez a sinopse deste livro, marquei-o definitivamente na minha wish-list com um nível de prioridade máximo. As civilizações sul americanas e a sua história foi algo que sempre me fascinou imenso, desde os tempos de criança em que assistia apaixonadamente à série de desenhos animados Les Mystérieuses Cités d'Or. Astecas, Olmecas, Mayas, Incas, etc foram civilizações que sempre me fascinaram pelo seu elevado grau de desenvolvimento e, acima de tudo, pela sua organização social.
Assim, quando surgiu a oportunidade de adquirir os dois volumes da edição portuguesa de Aztec, na última edição da Feira do Livro do Porto, nem pensei duas vezes.
E, de facto, o primeiro volume suplantou todas as minhas expectativas. Efectivamente é um trabalho notável de investigação e pesquisa por parte do autor. O livro contém um conjunto de relatos sobre as tradições e costumes do povo asteca, feitos por um ancião, de seu nome Mixtli, a um conjunto de padres espanhóis, encabeçados pelo bispo Frei Juan de Zumárraga, a pedido do Rei D. Carlos de Espanha.
Mixtli acaba por retratar a sua vida, desde a infância até à idade adulta e à altura em que se tornou um Pochteca, uma espécie de comerciante. Um dos aspectos mais notáveis do livro é a forma como é feita a descrição dos actos religiosos e dos sacrifícios humanos. Por vezes chega a ser demasiado explícito e um pouco impressionável. Também gostei bastante da forma como o autor nos apresenta o modo como a civilização asteca se impôs perante outras menos influentes, nomeadamente através de guerras de conquista.
Em suma, é um livro histórico excelente, principalmente para quem se interessar pela história da civilização asteca.
Como gosto de variar as minhas leituras, optei por pegar noutros livros antes de avançar para o segundo volume. No entanto, ele está lá, na prateleira, à espera... E, muito provavelmente, ainda vai ser devorado antes do fim do ano.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ghost

O espírito do amor? Nã...
Algum modo de captura especial da máquina? Nã...
Efeitos especiais no Photoshop? Nã...

Apenas uma filha entretida com o telemóvel do pai! E depois dá nisto...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Ameaça

Sinopse
Unanimemente considerado um dos mestres actuais do policial, Ken Follett tem a capacidade única de, a cada novo romance, reinventar o próprio thriller. Em A Ameaça, um poderoso agente antiviral desaparece misteriosamente das instalações da Oxenford Medical, uma empresa farmacêutica que está a desenvolver um antivírus para uma das mais perigosas variedades do Ébola. Quem o poderá ter roubado? E com que obscuras intenções? Toni Gallo, responsável pela segurança da empresa, está profundamente consciente da terrível ameaça que o seu desaparecimento pode significar. Mas o que Toni, Stanley Oxenford, o director da empresa, e a própria polícia vão encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios… Traições, violência, heroísmo e paixão num thriller absolutamente brilhante.

Opinião
Farto de ver Ken Follet nos escaparates das livrarias, com uma série de best-sellers, cuja obra Pilares da Terra tem sido aclamada pelos vários locais literários por onde costumo passear (na net, entenda-se...) e aproveitando uma promoção da FNAC (tem que ser assim senão é mais difícil comprar livros :) ), decidi "pegar" neste autor.
A primeira coisa que me apraz dizer sobre o autor, aproveitando a descrição na sinopse é que se ele é considerado como um dos mestres actuais do policial, então muito obrigado mas não, não volto a ler policiais, muito menos de Ken Follet.
Como thriller ou livro de acção, acabou por não me despertar muito interesse e o que poderia ser um verdadeiro page-turner acabou por se arrastar, de uma forma muito previsível e muitas vezes demasiado forçada, até ao momento em que os bons ganham e os maus perdem. Pelo meio, o autor ainda tenta introduzir uma historieta de amor mas, quanto a mim, sem sucesso, e completamente deslocada.
Se calhar, sou um pouco exigente para este tipo de literatura mas, sinceramente, apesar de achar a trama central muito interessante e com potencialidade até para ser adaptada ao cinema, não me conseguiu fazer descolar e "comer páginas" como um bom policial ou thriller deve fazer.
Talvez os Pilares da Terra me dê uma perspectiva diferente deste autor... Já está na wish-list, à espera de uma oportunidade. :)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fim de semana de labuta...

... na lavoura!!!
Ah pois é... No último fim de semana dediquei-me (literalmente) à destruição de silvas, colheita de figos e plantação de nabiças! Sim, nabiças porque nabos não é necessário plantá-los... É vê-los aos pulos por aí ...
Ora vejam lá a quantidade "colossal" de silvas que eu arrumei a um canto e o resto do espaço bem lavradinho. :)


Dizem-me que aquilo se dá sem grande cuidado... vamos lá a ver se terei alguma coisa lá para o Natal. :)
E ainda houve tempo para arranjar o canteirinho dos cactos... Tenho que ver se ponho lá mais alguns.


No final, o prémio foram figos! :)


Quanto ao resto, nos intervalos, lá deu para levar as miúdas aos carósseis! Comemoram-se esta semana (feriado hoje em Cabeceiras de Basto) as festas de S. Miguel, outrora grandes romarias mas que este ano estava muito fraquinha...
Pouca gente, quiçá sinal da crise...
Aqui ficam algumas imagens do Cortejo Etnográfico no domingo.



terça-feira, 20 de setembro de 2011

O meu musicol ...

Mais uma excelente revelação de 2011, pelo menos para mim, apesar de o álbum já ter saído no início de 2010. :)

Fyfe Dangerfield, nome esquisito sim, mas senhor de uma sonoridade e composições notáveis. Fly Yellow Moon foi o seu álbum de estreia a solo. Foi membro fundador dos Guillemots mas interrompeu em 2010 para "soltar" algumas das suas preciosidades.

Any Direction é uma delas e fez parte de uma sessão de Bandstand Busking. Podem ver aqui a sessão completa.


Fyfe Dangerfield - Any direction

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Procura-se

Não se sabe se está em Boliqueime, na Quinta da Coelha, a proteger os seus e-mails de ataques externos ou até em alguma quinta perdida no facebook.

É só para avisar que já começou o bailinho da Madeira...

A Aventura de Miguel Lítin

Sinopse
A Aventura de Miguel Littín, Clandestino no Chile conta-nos de uma forma magistral, a verdadeira história do realizador chileno que, proibido de entrar no seu país, aí filmou clandestinamente durante seis semanas.
Este livro de Gabriel García Márquez é, pelo método da investigação e pelo carácter do material, uma reportagem. Mas acima de tudo é a reconstituição emocional de uma aventura muito mais íntima e comovedora. Uma obra ímpar, de leitura obrigatória.

Opinião
Apesar de se tratar de um Prémio Nobel e de ser mundialmente conhecido e aclamado, confesso que Gabriel Garcia Márquez não é, nem de perto nem de longe, um dos meus autores de eleição, muito por culpa do último livro que li dele, Cem anos de solidão. Como tal, não tinha intenção de voltar a este autor tão cedo mas, eis que certo dia, "tropeço" nesta aventura. Estava no carro à espera da F. e a única coisa que tinha par fazer era começar a leitura deste livro que tinha comprado nesse mesmo dia, como parte da Colecção Nobel da revista Sábado.
Como é referido na própria sinopse, este livro não é um romance tradicional mas sim uma reconstituição histórica da operação clandestina que Miguel Litín levou a cabo no seu país natal, o Chile, para fazer um filme, durante o período da ditadura de Augusto Pinochet. Para quem, como eu, desconhecia a história recente do Chile, este livro acaba por ser um excelente documentário, que retrata as dificuldades do povo chilena em plena época ditatorial, bem como as perseguições que eram feitas ao próprio povo chileno e em especial aos opositores do regime. Narrado pelo próprio Miguel Litín, percebemos as dificuldades e a nostalgia do chileno clandestino que, exilado, nunca esqueceu a pátria.
Acabou por ser uma leitura muito agradável, fruto de uma escrita simples e contínua, que nos faz acompanhar todo o processo de filmagem, com especial enfoque na (des)caracterização do realizador, quer ao nível físico quer ao nível psicológico.
Excelente livro para ficarmos a conhecer um pouco da história do Chile.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A caminho da Côte!

Finda a semana de "férias familiares" em Grenoble, eis chegado o dia de fazer a descida até ao Sul de França, para a conhecida região da Côte d'Azur. Mas que grande aventura que foi esta descida... já lá vou.

Quano planeei a estadia em Antibes, no Sul, o apartamento que escolhi tinha como condição que as estadias fossem feitas de sábado a sábado. Ok, não há problema. Passamos a primeira semana em Grenoble e depois descemos para Antibes no sábado. Acontece que só no final da semana, após algumas conversas com os tios e primos da Carla e depois de ver algumas notícias nos telejornais franceses, me apercebi que o sábado que tinha planeado a viagem para o Sul era precisamente o dia 30 de Junho, o primeiro fim de semana de Agosto ou, para se perceber melhor, o primeiro dia do primeiro fim de semana em que os gauleses, armados em verdadeiros loucos, rumam todos para o Sul!!!
E só me apercebi desta debandada gaulesa quando os telejornais começaram a avisar com alertas NEGROS para as estradas rumo ao sul! Alertas NEGROS e não vermelhos! Estamos a falar de centenas de quilómetros de fila! E não estou a exagerar porque eu estive numa delas!!!

Segundo o meu plano inicial, iria fazer a viagem para o Sul por estradas nacionais em vez das autoestradas, num total de 360Km, pela chamada Route Napoleón. Coisa pouca, pensei eu. Saímos de manhã, almoçamos pelo caminho e, a meio da tarde, chegaremos a Antibes. Puro engano...

Os 360Km demoraram simplesmente 11h a serem percorridos!!! 11h, f#$&*%!!!!
Meus amigos, aceitem este conselho: em França, NUNCA VIAGEM DE NORTE PARA SUL NOS 2 PRIMEIROS FINS DE SEMANA DE AGOSTO!!!

Para terem uma ideia, o cenário foi o seguinte:

- a cerca de 280km do destino

 -a cerca de 230Km do destino

- a cerca de 200Km do destino

Devo dizer que almoçamos literalmente na berma da estrada. :)
Aproveitando o facto de estar tudo parado ou então em "pára-arranca", encostei na berma, num local com alguma erva e uma sombrinha e pimba, toca a encher os depósitos do pessoal.

Só a cerca de 100Km do destino é que comecei a rolar a um ritmo mais "normal". Isto já no final da tarde e com o pessoal já cansadíssimo de estar dentro do carro... Enfim...

Mas à parte todo o trânsito e "seca" que apanhamos, devo dizer que percorri um dos caminhos mais bonitos que já fiz de carro. E hei-de voltar a fazê-lo, mas com menos trânsito de preferência. A Route Napoleón é basicamente uma rota que parte de Grenoble e que tem como destino Cannes (na realidade, o sentido da rota é o contrário, segundo reza a história), sendo toda ela feita em estrada de montanha com paisagens absolutamente magnifícas e passagem por várias vilas e aldeias de características medievais. Infelizmente, dado o tempo que estavamos a demorar, não deu para parar e conhecer alguns dos locais míticos da route como Gap, Sisteron, Digne-les-Bains ou Castellane mas, quem sabe, talvez numa próxima oportunidade...

Deixo aqui algumas das poucas fotos que fui fazendo ao longo da viagem. Foram feitas durante os dois primeiros terços da viagem. No último terço, a paciência para parar e tirar fotografias já se tinha esvaído há muito... E foi pena porque o último terço é, talvez, a zona mais bonita e com paisagens verdadeiramente deslumbrantes, principalmente a chegada a Castellane...