Antibes é, na minha modesta opinião, o melhor local para "poisar" no caso de estarem de férias no sul de França ou, para sermos mais chiques, no caso de estarem de vacances na Côte d'Azur. Fica perto de tudo ou, pelo menos, perto dos melhores locais de interesse. Cannes, Nice, Villefranche-sur-mer, Mónaco e até Itália.
Mas vamos por partes e este post será dedicado apenas à "vila velha" de Antibes ou centro histórico (como nós, por cá, costumamos chamar).
Uma das principais marcas de Antibes é, sem qualquer dúvida, a sua imponente marina. Posso mesmo dizer, em liguagem futebolística, que dá 15 a zero à marina do Mónaco (irei lá depois, em posts futuros). Aquilo é gigante e está repleta de iates. Não são barcos nem barquinhos, são iates magníficos e alguns palácios flutuantes! Absolutamente soberbo. A imagem seguinte (proveniente de um postal) demonstra bem a magnitude da marina, bem maior que a "pequena" Vieille Ville, à direita. são mais de 2 Km de perímetro (isto sem entrar nas "línguas" de estacionamento...).
Várias foram as vezes em que fomos dar um giro pela marina.
Em alguns, a quantidade de "brinquedos" a bordo era de pasmar, desde lanchas a motas de água, havia de tudo.Então à noite era impressionante ver os barcos iluminados com o pessoal a jantar a bordo, ao ar livre. :)
E havia ainda uma secção reservado aos grandes iates, que pareciam verdadeiros cruzeiros.
Só para se ter uma ideia, era em Antibes que o grande magnata Roman Abramovich tinha o seu "barquinho" estacionado. E também foi em Antibes que lhe recusaram o estacionamento do seu novo iate (o maior iate privado do mundo). Não tinham espaço, diziam eles...
Quanto à vieille ville, é, sem sombra de dúvida, um centro muito bonito, marcado acima de tudo pelo luxo e opulência dos veraneantes. Desde os bares e cafés com as suas explanadas aos restaurantes de luxo (cuja aparência das mesas e decoração metia cobiça a qualquer um...), passando pelas tradicionais lojas de souvenirs, o luxo e os preços elevados eram uma constante em qualquer lugar. Pudera!!! Quem anda nos barquinhos que mostrei atrás não deverá estar muito preocupado com a conta do restaurante...
Um dos muitos aspectos interessantes na vila era o seu mercado tradicional, le marché d'Antibes. Trata-se de um pequeno espaço onde durante a manhã decorre uma feira tradicional (cujos preços não tinham nada de tradicional)...
...e à tarde, no mesmo espaço, os feirantes tradicionais eram substituídos por feirantes de arte e pela extensão das explanadas dos vários bares/restaurantes que existem junto à praça.
Mas dado que estamos no sul, banhados pelo Mediterrânea, obviamente que não podia faltar a "praiinha"!
Junto à marina, a pequenina praia de Antibes era suficiente para refrescar quem, como nós por vezes, queria ir tomar uma banhoca sem ter que pegar no carro.
Um pouco mais adiante da vila velha, em direcção ao Cap d'Antibes a Juan-les-pins ficava a praia de La Salis, essa sim bem maior e com uma vista magnífica sobre a Vieille Ville d'Antibes.
Antibes é de facto uma vila lindíssima e representativa da Riviera Francesa. Único (e grande, enorme) defeito: é tudo absurdamente caro!!! É um mundo completamente à parte quando comparado com a nossa realidade. Mas com um bocadinho de ginástica financeira, um apartamento baratinho, menos cafés, menos gelados, a proibição completa de se comer fora :( , dá perfeitamente para se passar uma bela semaninha de férias. Nem que seja a apreciar o luxo dos outros. :)
Adorei e hei-de lá voltar. Não sei daqui a quanto tempo (com a crise que vai...), mas hei-de voltar ao sul de França. :)
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Contos Quase Romances da Cabreira e seu Universo
Na passada sexta, completamente por acaso e sem nada que o fizesse prever, assisti pela primeira vez à apresentação de um livro. Sim, porque apesar de ser um leitor regular nunca me tinha dado vontade de o fazer. Quer porque os livros apresentados não me suscitavam qualquer interesse quer porque o facto de conhecer o autor e poder "dar 2 de letra" com ele também não me levantava qualquer tipo de interesse.
Mas, eis que em pleno passeio pela FNAC do Norteshopping, dou conta que se está a iniciar a apresentação do livro "Contos Quase Romances da Cabreira e seu Universo" do autor José da Costa Oliveira, um cabeceirense de gema e cujos contos mais não são do que histórias/contos da região, e onde se incluem algumas personagens da chamada "vida real" de Cabeceiras de Basto, mais concretamente da freguesia de Abadim. E assim sendo, lá nos sentamos, eu e a Carla, enquanto as raparigas ficaram logo ali ao lado a ver os livros infantis. Tudo se conjugou na perfeição.
No final, surpresa das surpresas, o autor até conhecia a Carla e tinha frequentado a escola primária de Abadim com alguns dos tios da Carla. Enfim, uma amena cavaqueira que eu, sinceramente, nunca tinha pensado que fosse tão interessante.
Resultado, claro que compramos o livro e veio com dedicatória do autor. :)
Sinopse
"Contos, quase romances, da Cabreira e seu universo".
Uma antologia em que o Homem e a Natureza (os Bichos) protagonizam lado a lado. Histórias como "a vaca que chorava", de seu nome a Briosa, ou "o coelho da ponte da Urtigueira", o Alfredo, fazem a defesa laudatória do que é a amizade, a criação de laços afectivos entre os seres, que confere sentido à vida e a tudo o que nos rodeia.
Todas se desenrolam nos vales, nas encostas, nos cumes e picos do perímetro florestal da Serra da Cabreira, norte de Portugal, linha de divisão entre as províncias do Minho e de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Mas, eis que em pleno passeio pela FNAC do Norteshopping, dou conta que se está a iniciar a apresentação do livro "Contos Quase Romances da Cabreira e seu Universo" do autor José da Costa Oliveira, um cabeceirense de gema e cujos contos mais não são do que histórias/contos da região, e onde se incluem algumas personagens da chamada "vida real" de Cabeceiras de Basto, mais concretamente da freguesia de Abadim. E assim sendo, lá nos sentamos, eu e a Carla, enquanto as raparigas ficaram logo ali ao lado a ver os livros infantis. Tudo se conjugou na perfeição.
No final, surpresa das surpresas, o autor até conhecia a Carla e tinha frequentado a escola primária de Abadim com alguns dos tios da Carla. Enfim, uma amena cavaqueira que eu, sinceramente, nunca tinha pensado que fosse tão interessante.
Resultado, claro que compramos o livro e veio com dedicatória do autor. :)
Sinopse
"Contos, quase romances, da Cabreira e seu universo".
Uma antologia em que o Homem e a Natureza (os Bichos) protagonizam lado a lado. Histórias como "a vaca que chorava", de seu nome a Briosa, ou "o coelho da ponte da Urtigueira", o Alfredo, fazem a defesa laudatória do que é a amizade, a criação de laços afectivos entre os seres, que confere sentido à vida e a tudo o que nos rodeia.
Todas se desenrolam nos vales, nas encostas, nos cumes e picos do perímetro florestal da Serra da Cabreira, norte de Portugal, linha de divisão entre as províncias do Minho e de Trás-os-Montes e Alto Douro.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
O meu musicol ...
Esta rapaziada traz uma onda indie rock com muita pinta, directamente da Nova Zelândia. O álbum de estreia Passive Me, Agressive You, saído no último trimestre de 2010 só agora me chegou aos ouvidos e fiquei impressionado com a qualidade geral do álbum. Muito bom mesmo.
Deixo aqui os dois singles que mais se destacaram nos charts internacionais.
Deixo aqui os dois singles que mais se destacaram nos charts internacionais.
The Naked And Famous - Young Blood
The Naked And Famous - Punching In A Dream
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Orgulho Asteca - Vol. I
Sinopse
Este é considerado pela crítica mundial, como o melhor romance histórico sobre a desaparecida civilização Asteca e um dos melhores romances históricos do Séc.XX. Gary Jennings, mudou-se para o México e durante 12 anos investigou e viveu apenas para a sua criação: o Asteca, deixando-nos uma obra inesquecível. Gary era famoso por ser um dos escritores mais rigoros e com mais trabalho de pesquisa por trás dos seus romances.
Em 1530, depois de quase extinguir o povo Asteca pelas mãos de Hernán Cortés, o Imperador Carlos, Rei de Espanha, pede ao bispo do México que lhe faculte informação acerca da vida e dos costumes do povo Asteca. O bispo, frei Juan de Zumárraga, decide redigir um documento, baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos do mundo civilizado. O seu nome é Mixtli - Nuvem Obscura.
Mixtli, um dos mais robustos e memoráveis astecas, relata com detalhe toda uma vida: a sua infância, a mentalidade e os costumes do seu povo, o sexo e a religião, a sua formação e os seus amores, sempre tormentosos e trágicos. Esta é a sua empolgante e maravilhosa história, que representa o choque entre civilizações com formas inconciliáveis de ver o Mundo.
A História de Mixtli é, em grande parte, a história do próprio povo Asteca: épica e de uma dignidade heróica. Este é o princípio e o fim de uma colossal civilização.
Opinião
Quando li pela primeira vez a sinopse deste livro, marquei-o definitivamente na minha wish-list com um nível de prioridade máximo. As civilizações sul americanas e a sua história foi algo que sempre me fascinou imenso, desde os tempos de criança em que assistia apaixonadamente à série de desenhos animados Les Mystérieuses Cités d'Or. Astecas, Olmecas, Mayas, Incas, etc foram civilizações que sempre me fascinaram pelo seu elevado grau de desenvolvimento e, acima de tudo, pela sua organização social.
Assim, quando surgiu a oportunidade de adquirir os dois volumes da edição portuguesa de Aztec, na última edição da Feira do Livro do Porto, nem pensei duas vezes.
E, de facto, o primeiro volume suplantou todas as minhas expectativas. Efectivamente é um trabalho notável de investigação e pesquisa por parte do autor. O livro contém um conjunto de relatos sobre as tradições e costumes do povo asteca, feitos por um ancião, de seu nome Mixtli, a um conjunto de padres espanhóis, encabeçados pelo bispo Frei Juan de Zumárraga, a pedido do Rei D. Carlos de Espanha.
Mixtli acaba por retratar a sua vida, desde a infância até à idade adulta e à altura em que se tornou um Pochteca, uma espécie de comerciante. Um dos aspectos mais notáveis do livro é a forma como é feita a descrição dos actos religiosos e dos sacrifícios humanos. Por vezes chega a ser demasiado explícito e um pouco impressionável. Também gostei bastante da forma como o autor nos apresenta o modo como a civilização asteca se impôs perante outras menos influentes, nomeadamente através de guerras de conquista.
Em suma, é um livro histórico excelente, principalmente para quem se interessar pela história da civilização asteca.
Como gosto de variar as minhas leituras, optei por pegar noutros livros antes de avançar para o segundo volume. No entanto, ele está lá, na prateleira, à espera... E, muito provavelmente, ainda vai ser devorado antes do fim do ano.
Este é considerado pela crítica mundial, como o melhor romance histórico sobre a desaparecida civilização Asteca e um dos melhores romances históricos do Séc.XX. Gary Jennings, mudou-se para o México e durante 12 anos investigou e viveu apenas para a sua criação: o Asteca, deixando-nos uma obra inesquecível. Gary era famoso por ser um dos escritores mais rigoros e com mais trabalho de pesquisa por trás dos seus romances.
Em 1530, depois de quase extinguir o povo Asteca pelas mãos de Hernán Cortés, o Imperador Carlos, Rei de Espanha, pede ao bispo do México que lhe faculte informação acerca da vida e dos costumes do povo Asteca. O bispo, frei Juan de Zumárraga, decide redigir um documento, baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos do mundo civilizado. O seu nome é Mixtli - Nuvem Obscura.
Mixtli, um dos mais robustos e memoráveis astecas, relata com detalhe toda uma vida: a sua infância, a mentalidade e os costumes do seu povo, o sexo e a religião, a sua formação e os seus amores, sempre tormentosos e trágicos. Esta é a sua empolgante e maravilhosa história, que representa o choque entre civilizações com formas inconciliáveis de ver o Mundo.
A História de Mixtli é, em grande parte, a história do próprio povo Asteca: épica e de uma dignidade heróica. Este é o princípio e o fim de uma colossal civilização.
Opinião
Quando li pela primeira vez a sinopse deste livro, marquei-o definitivamente na minha wish-list com um nível de prioridade máximo. As civilizações sul americanas e a sua história foi algo que sempre me fascinou imenso, desde os tempos de criança em que assistia apaixonadamente à série de desenhos animados Les Mystérieuses Cités d'Or. Astecas, Olmecas, Mayas, Incas, etc foram civilizações que sempre me fascinaram pelo seu elevado grau de desenvolvimento e, acima de tudo, pela sua organização social.
Assim, quando surgiu a oportunidade de adquirir os dois volumes da edição portuguesa de Aztec, na última edição da Feira do Livro do Porto, nem pensei duas vezes.
E, de facto, o primeiro volume suplantou todas as minhas expectativas. Efectivamente é um trabalho notável de investigação e pesquisa por parte do autor. O livro contém um conjunto de relatos sobre as tradições e costumes do povo asteca, feitos por um ancião, de seu nome Mixtli, a um conjunto de padres espanhóis, encabeçados pelo bispo Frei Juan de Zumárraga, a pedido do Rei D. Carlos de Espanha.
Mixtli acaba por retratar a sua vida, desde a infância até à idade adulta e à altura em que se tornou um Pochteca, uma espécie de comerciante. Um dos aspectos mais notáveis do livro é a forma como é feita a descrição dos actos religiosos e dos sacrifícios humanos. Por vezes chega a ser demasiado explícito e um pouco impressionável. Também gostei bastante da forma como o autor nos apresenta o modo como a civilização asteca se impôs perante outras menos influentes, nomeadamente através de guerras de conquista.
Em suma, é um livro histórico excelente, principalmente para quem se interessar pela história da civilização asteca.
Como gosto de variar as minhas leituras, optei por pegar noutros livros antes de avançar para o segundo volume. No entanto, ele está lá, na prateleira, à espera... E, muito provavelmente, ainda vai ser devorado antes do fim do ano.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Ghost
O espírito do amor? Nã...
Algum modo de captura especial da máquina? Nã...
Efeitos especiais no Photoshop? Nã...
Apenas uma filha entretida com o telemóvel do pai! E depois dá nisto...
Algum modo de captura especial da máquina? Nã...
Efeitos especiais no Photoshop? Nã...
Apenas uma filha entretida com o telemóvel do pai! E depois dá nisto...
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
A Ameaça
Sinopse
Unanimemente considerado um dos mestres actuais do policial, Ken Follett tem a capacidade única de, a cada novo romance, reinventar o próprio thriller. Em A Ameaça, um poderoso agente antiviral desaparece misteriosamente das instalações da Oxenford Medical, uma empresa farmacêutica que está a desenvolver um antivírus para uma das mais perigosas variedades do Ébola. Quem o poderá ter roubado? E com que obscuras intenções? Toni Gallo, responsável pela segurança da empresa, está profundamente consciente da terrível ameaça que o seu desaparecimento pode significar. Mas o que Toni, Stanley Oxenford, o director da empresa, e a própria polícia vão encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios… Traições, violência, heroísmo e paixão num thriller absolutamente brilhante.
Opinião
Farto de ver Ken Follet nos escaparates das livrarias, com uma série de best-sellers, cuja obra Pilares da Terra tem sido aclamada pelos vários locais literários por onde costumo passear (na net, entenda-se...) e aproveitando uma promoção da FNAC (tem que ser assim senão é mais difícil comprar livros :) ), decidi "pegar" neste autor.
A primeira coisa que me apraz dizer sobre o autor, aproveitando a descrição na sinopse é que se ele é considerado como um dos mestres actuais do policial, então muito obrigado mas não, não volto a ler policiais, muito menos de Ken Follet.
Como thriller ou livro de acção, acabou por não me despertar muito interesse e o que poderia ser um verdadeiro page-turner acabou por se arrastar, de uma forma muito previsível e muitas vezes demasiado forçada, até ao momento em que os bons ganham e os maus perdem. Pelo meio, o autor ainda tenta introduzir uma historieta de amor mas, quanto a mim, sem sucesso, e completamente deslocada.
Se calhar, sou um pouco exigente para este tipo de literatura mas, sinceramente, apesar de achar a trama central muito interessante e com potencialidade até para ser adaptada ao cinema, não me conseguiu fazer descolar e "comer páginas" como um bom policial ou thriller deve fazer.
Talvez os Pilares da Terra me dê uma perspectiva diferente deste autor... Já está na wish-list, à espera de uma oportunidade. :)
Unanimemente considerado um dos mestres actuais do policial, Ken Follett tem a capacidade única de, a cada novo romance, reinventar o próprio thriller. Em A Ameaça, um poderoso agente antiviral desaparece misteriosamente das instalações da Oxenford Medical, uma empresa farmacêutica que está a desenvolver um antivírus para uma das mais perigosas variedades do Ébola. Quem o poderá ter roubado? E com que obscuras intenções? Toni Gallo, responsável pela segurança da empresa, está profundamente consciente da terrível ameaça que o seu desaparecimento pode significar. Mas o que Toni, Stanley Oxenford, o director da empresa, e a própria polícia vão encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios… Traições, violência, heroísmo e paixão num thriller absolutamente brilhante.
Opinião
Farto de ver Ken Follet nos escaparates das livrarias, com uma série de best-sellers, cuja obra Pilares da Terra tem sido aclamada pelos vários locais literários por onde costumo passear (na net, entenda-se...) e aproveitando uma promoção da FNAC (tem que ser assim senão é mais difícil comprar livros :) ), decidi "pegar" neste autor.
A primeira coisa que me apraz dizer sobre o autor, aproveitando a descrição na sinopse é que se ele é considerado como um dos mestres actuais do policial, então muito obrigado mas não, não volto a ler policiais, muito menos de Ken Follet.
Como thriller ou livro de acção, acabou por não me despertar muito interesse e o que poderia ser um verdadeiro page-turner acabou por se arrastar, de uma forma muito previsível e muitas vezes demasiado forçada, até ao momento em que os bons ganham e os maus perdem. Pelo meio, o autor ainda tenta introduzir uma historieta de amor mas, quanto a mim, sem sucesso, e completamente deslocada.
Se calhar, sou um pouco exigente para este tipo de literatura mas, sinceramente, apesar de achar a trama central muito interessante e com potencialidade até para ser adaptada ao cinema, não me conseguiu fazer descolar e "comer páginas" como um bom policial ou thriller deve fazer.
Talvez os Pilares da Terra me dê uma perspectiva diferente deste autor... Já está na wish-list, à espera de uma oportunidade. :)
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Fim de semana de labuta...
... na lavoura!!!
Ah pois é... No último fim de semana dediquei-me (literalmente) à destruição de silvas, colheita de figos e plantação de nabiças! Sim, nabiças porque nabos não é necessário plantá-los... É vê-los aos pulos por aí ...
Ora vejam lá a quantidade "colossal" de silvas que eu arrumei a um canto e o resto do espaço bem lavradinho. :)
Dizem-me que aquilo se dá sem grande cuidado... vamos lá a ver se terei alguma coisa lá para o Natal. :)
E ainda houve tempo para arranjar o canteirinho dos cactos... Tenho que ver se ponho lá mais alguns.
No final, o prémio foram figos! :)
Quanto ao resto, nos intervalos, lá deu para levar as miúdas aos carósseis! Comemoram-se esta semana (feriado hoje em Cabeceiras de Basto) as festas de S. Miguel, outrora grandes romarias mas que este ano estava muito fraquinha...
Pouca gente, quiçá sinal da crise...
Aqui ficam algumas imagens do Cortejo Etnográfico no domingo.
Ah pois é... No último fim de semana dediquei-me (literalmente) à destruição de silvas, colheita de figos e plantação de nabiças! Sim, nabiças porque nabos não é necessário plantá-los... É vê-los aos pulos por aí ...
Ora vejam lá a quantidade "colossal" de silvas que eu arrumei a um canto e o resto do espaço bem lavradinho. :)
Dizem-me que aquilo se dá sem grande cuidado... vamos lá a ver se terei alguma coisa lá para o Natal. :)
E ainda houve tempo para arranjar o canteirinho dos cactos... Tenho que ver se ponho lá mais alguns.
No final, o prémio foram figos! :)
Quanto ao resto, nos intervalos, lá deu para levar as miúdas aos carósseis! Comemoram-se esta semana (feriado hoje em Cabeceiras de Basto) as festas de S. Miguel, outrora grandes romarias mas que este ano estava muito fraquinha...
Pouca gente, quiçá sinal da crise...
Aqui ficam algumas imagens do Cortejo Etnográfico no domingo.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O meu musicol ...
Mais uma excelente revelação de 2011, pelo menos para mim, apesar de o álbum já ter saído no início de 2010. :)
Fyfe Dangerfield, nome esquisito sim, mas senhor de uma sonoridade e composições notáveis. Fly Yellow Moon foi o seu álbum de estreia a solo. Foi membro fundador dos Guillemots mas interrompeu em 2010 para "soltar" algumas das suas preciosidades.
Any Direction é uma delas e fez parte de uma sessão de Bandstand Busking. Podem ver aqui a sessão completa.
Fyfe Dangerfield - Any direction
Fyfe Dangerfield, nome esquisito sim, mas senhor de uma sonoridade e composições notáveis. Fly Yellow Moon foi o seu álbum de estreia a solo. Foi membro fundador dos Guillemots mas interrompeu em 2010 para "soltar" algumas das suas preciosidades.
Any Direction é uma delas e fez parte de uma sessão de Bandstand Busking. Podem ver aqui a sessão completa.
Fyfe Dangerfield - Any direction
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Procura-se
Não se sabe se está em Boliqueime, na Quinta da Coelha, a proteger os seus e-mails de ataques externos ou até em alguma quinta perdida no facebook.
É só para avisar que já começou o bailinho da Madeira...
É só para avisar que já começou o bailinho da Madeira...
A Aventura de Miguel Lítin
Sinopse
A Aventura de Miguel Littín, Clandestino no Chile conta-nos de uma forma magistral, a verdadeira história do realizador chileno que, proibido de entrar no seu país, aí filmou clandestinamente durante seis semanas.
Este livro de Gabriel García Márquez é, pelo método da investigação e pelo carácter do material, uma reportagem. Mas acima de tudo é a reconstituição emocional de uma aventura muito mais íntima e comovedora. Uma obra ímpar, de leitura obrigatória.
Opinião
Apesar de se tratar de um Prémio Nobel e de ser mundialmente conhecido e aclamado, confesso que Gabriel Garcia Márquez não é, nem de perto nem de longe, um dos meus autores de eleição, muito por culpa do último livro que li dele, Cem anos de solidão. Como tal, não tinha intenção de voltar a este autor tão cedo mas, eis que certo dia, "tropeço" nesta aventura. Estava no carro à espera da F. e a única coisa que tinha par fazer era começar a leitura deste livro que tinha comprado nesse mesmo dia, como parte da Colecção Nobel da revista Sábado.
Como é referido na própria sinopse, este livro não é um romance tradicional mas sim uma reconstituição histórica da operação clandestina que Miguel Litín levou a cabo no seu país natal, o Chile, para fazer um filme, durante o período da ditadura de Augusto Pinochet. Para quem, como eu, desconhecia a história recente do Chile, este livro acaba por ser um excelente documentário, que retrata as dificuldades do povo chilena em plena época ditatorial, bem como as perseguições que eram feitas ao próprio povo chileno e em especial aos opositores do regime. Narrado pelo próprio Miguel Litín, percebemos as dificuldades e a nostalgia do chileno clandestino que, exilado, nunca esqueceu a pátria.
Acabou por ser uma leitura muito agradável, fruto de uma escrita simples e contínua, que nos faz acompanhar todo o processo de filmagem, com especial enfoque na (des)caracterização do realizador, quer ao nível físico quer ao nível psicológico.
Excelente livro para ficarmos a conhecer um pouco da história do Chile.
A Aventura de Miguel Littín, Clandestino no Chile conta-nos de uma forma magistral, a verdadeira história do realizador chileno que, proibido de entrar no seu país, aí filmou clandestinamente durante seis semanas.
Este livro de Gabriel García Márquez é, pelo método da investigação e pelo carácter do material, uma reportagem. Mas acima de tudo é a reconstituição emocional de uma aventura muito mais íntima e comovedora. Uma obra ímpar, de leitura obrigatória.
Opinião
Apesar de se tratar de um Prémio Nobel e de ser mundialmente conhecido e aclamado, confesso que Gabriel Garcia Márquez não é, nem de perto nem de longe, um dos meus autores de eleição, muito por culpa do último livro que li dele, Cem anos de solidão. Como tal, não tinha intenção de voltar a este autor tão cedo mas, eis que certo dia, "tropeço" nesta aventura. Estava no carro à espera da F. e a única coisa que tinha par fazer era começar a leitura deste livro que tinha comprado nesse mesmo dia, como parte da Colecção Nobel da revista Sábado.
Como é referido na própria sinopse, este livro não é um romance tradicional mas sim uma reconstituição histórica da operação clandestina que Miguel Litín levou a cabo no seu país natal, o Chile, para fazer um filme, durante o período da ditadura de Augusto Pinochet. Para quem, como eu, desconhecia a história recente do Chile, este livro acaba por ser um excelente documentário, que retrata as dificuldades do povo chilena em plena época ditatorial, bem como as perseguições que eram feitas ao próprio povo chileno e em especial aos opositores do regime. Narrado pelo próprio Miguel Litín, percebemos as dificuldades e a nostalgia do chileno clandestino que, exilado, nunca esqueceu a pátria.
Acabou por ser uma leitura muito agradável, fruto de uma escrita simples e contínua, que nos faz acompanhar todo o processo de filmagem, com especial enfoque na (des)caracterização do realizador, quer ao nível físico quer ao nível psicológico.
Excelente livro para ficarmos a conhecer um pouco da história do Chile.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




















