Sinopse
As Pupilas do Senhor Reitor, um romance de Júlio Dinis publicado em 1866, conta a história do regresso de um jovem inconsciente à vila onde nascera. Uma vez aí chegado, apaixona-se pela noiva do irmão, o que desencadeia uma série de peripécias. As aventuras amorosas de Daniel chocam com a vida de duas órfãs, Clara e Margarida, entregues aos cuidados do reitor da aldeia. Em suma, As Pupilas do Senhor Reitor traduz a vida rural portuguesa da época.
Um livro escrito com a simplicidade de estilo e o realismo de representação, que caracterizam a obra de Júlio Dinis, e recheado de situações imprevistas e de grande intensidade dramática.
Opinião
Depois de já ter lido Os Maias de Eça de Queirós e Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, continua a minha saga de clássicos da literatura portuguesa. Desta vez, e para não repetir autores, escolhi Júlio Dinis, e as suas pupilas.
Engraçado. Acho que é a palavra que melhor define o livro.
Não achei uma obra "por aí além" mas graças à escrita simples salpicada por alguns momentos divertidos, acabou por se tornar uma leitura agradável.
A história centra-se em Daniel e nas suas paixões "fáceis" que vão colocar em risco a sua carreira e o bem-estar familiar, principalmente quando este se apaixona pela noiva do irmão, uma das pupilas do Reitor da aldeia. Acabou por ser a personagem do reitor que mais me fascinou. Desde a infância de Daniel até ao imbróglio deste com a noiva do irmão, o Reitor tudo faz para tentar afastar Daniel de sarilhos, o que faz com que por vezes surjam situações verdadeiramente cómicas.
Não deixa de ser engraçado, também, o retrato da sociedade da altura que o autor transmite. Muito conservadorismo, muita aparência, muito "diz que disse" e muita fofoquice. :)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Back to the Shire...
Já tinha conhecimento que Peter Jackson iria ser o realizador da sequela do Senhor dos Anéis (na realidade, é mais um prelúdio do que uma sequela, mas como só aparece agora, 10 anos depois, chamo-lhe sequela...), "The Hobbit" e que as filmagens já tinham começado.
O que eu não sabia, e que me deixou completamente a espumar, é que o Peter Jackson está a fazer um conjunto de Production Logs para os fãs (mais fanáticos, assim como eu...) acompanharem o processo das gravações.
De facto, para quem é, como eu, flashado no mundo de Tolkien e na sua Middle Earth, isto é um must see!!!
Mais uma vez, as filmagens decorrem na Nova-Zelândia e estão a ser utilizados cenários do Senhor dos Anéis, o que permite reviver todo o universo que Jackson adaptou dos livros de Tolkien.
Aqui ficam os 4 primeiros...
Está previsto estrear no final de 2012 portanto, ainda vai haver muita gente a "salivar" e sempre há espera que saiam mais diários...
O que eu não sabia, e que me deixou completamente a espumar, é que o Peter Jackson está a fazer um conjunto de Production Logs para os fãs (mais fanáticos, assim como eu...) acompanharem o processo das gravações.
De facto, para quem é, como eu, flashado no mundo de Tolkien e na sua Middle Earth, isto é um must see!!!
Mais uma vez, as filmagens decorrem na Nova-Zelândia e estão a ser utilizados cenários do Senhor dos Anéis, o que permite reviver todo o universo que Jackson adaptou dos livros de Tolkien.
Aqui ficam os 4 primeiros...
Está previsto estrear no final de 2012 portanto, ainda vai haver muita gente a "salivar" e sempre há espera que saiam mais diários...
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
A Glória dos Traidores
Sinopse
O bafo cruel e impiedoso do Inverno já se sente. Quando Jon Snow consegue regressar à Muralha, perseguido pelos antigos companheiros do Povo Livre, não sabe o que irá encontrar nem como será recebido pelos seus irmãos da Patrulha da Noite. Só tem uma certeza: há coisas bem piores do que a hoste de selvagens a aproximarem-se pela floresta assombrada.
Opinião
Nesta fase de leituras de George R.R. Martin e da sua saga "As Crónicas de Gelo e Fogo" estou mais do que rendido à pena deste autor. Cada vez mais me rendo à evidência da quote que por aí circula: "a guerra dos tronos é a obra de fantasia mais importante desde que Bilbo encontrou o anel!".
É impressionante chegar ao 6º livro e ainda haver tanto por ler e por descobrir e o apetite ainda aguçado como se estivessemos no início da saga. É certo que cada livro original é dividido em duas releases portuguesas mas também aqui há que dar crédito à tradução portuguesa que é fantástica. Para sermos mais exactos, digamos que acabei de ler o 3º livro (original). :)
Já tinha lido por aí muitas opiniões sobre A Glória dos Traidores e todas elas eram unânimes em considerar este livro como o melhor de todos os que já saíram. E, de facto, assim é.
E o título, ufff. Mas que bem escolhido, glória seja feita aos traidores, quer no bom quer no mau sentido. Mais uma vez (a 6ª ...) Martin consegue surpreender de uma forma absolutamente extraordinária. Quando pensamos que tudo se está a compor para determinados personagens, eis que Martin, qual louco brandindo o seu machado de guerra, nos desfaz por completo! E quando ainda não estamos refeitos da última machadada, eis que Martin volta novamente e, pimba, toma lá outra...
Este livro é de tirar o fôlego... São tantas as voltas e as reviravoltas que se torna quase impossível pararmos de ler e dar uma folga à nossa super aguçada curiosidade sobre o que virá a seguir.
É impossível dizer mais sem que surjam spoilers mas resumo este livro (e o anterior que é a primeira metade do original) numa única palavra:
Soberbo!
O bafo cruel e impiedoso do Inverno já se sente. Quando Jon Snow consegue regressar à Muralha, perseguido pelos antigos companheiros do Povo Livre, não sabe o que irá encontrar nem como será recebido pelos seus irmãos da Patrulha da Noite. Só tem uma certeza: há coisas bem piores do que a hoste de selvagens a aproximarem-se pela floresta assombrada.
Opinião
Nesta fase de leituras de George R.R. Martin e da sua saga "As Crónicas de Gelo e Fogo" estou mais do que rendido à pena deste autor. Cada vez mais me rendo à evidência da quote que por aí circula: "a guerra dos tronos é a obra de fantasia mais importante desde que Bilbo encontrou o anel!".
É impressionante chegar ao 6º livro e ainda haver tanto por ler e por descobrir e o apetite ainda aguçado como se estivessemos no início da saga. É certo que cada livro original é dividido em duas releases portuguesas mas também aqui há que dar crédito à tradução portuguesa que é fantástica. Para sermos mais exactos, digamos que acabei de ler o 3º livro (original). :)
Já tinha lido por aí muitas opiniões sobre A Glória dos Traidores e todas elas eram unânimes em considerar este livro como o melhor de todos os que já saíram. E, de facto, assim é.
E o título, ufff. Mas que bem escolhido, glória seja feita aos traidores, quer no bom quer no mau sentido. Mais uma vez (a 6ª ...) Martin consegue surpreender de uma forma absolutamente extraordinária. Quando pensamos que tudo se está a compor para determinados personagens, eis que Martin, qual louco brandindo o seu machado de guerra, nos desfaz por completo! E quando ainda não estamos refeitos da última machadada, eis que Martin volta novamente e, pimba, toma lá outra...
Este livro é de tirar o fôlego... São tantas as voltas e as reviravoltas que se torna quase impossível pararmos de ler e dar uma folga à nossa super aguçada curiosidade sobre o que virá a seguir.
É impossível dizer mais sem que surjam spoilers mas resumo este livro (e o anterior que é a primeira metade do original) numa única palavra:
Soberbo!
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O meu musicol ...
Bombay Bicycle Club poderia ser o vencedor de um concurso para o nome mais invulgar a atribuir a uma banda... mas não. Afinal, este clube de bicicletas é inglês e já vai no seu terceiro álbum, A different Kind of Fix.
O álbum é excelente e entra no meu top ten de 2011. O destaque vai, sem sombra de dúvida, para Shuffle. Há por aí muitos vídeos desta bela canção mas a minha opção foi esta versão "acústica".
O álbum é excelente e entra no meu top ten de 2011. O destaque vai, sem sombra de dúvida, para Shuffle. Há por aí muitos vídeos desta bela canção mas a minha opção foi esta versão "acústica".
Bombay Bicycle Club - Shuffle
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Moendo um domingo...
No último domingo, aproveitando estes últimos dias de bom tempo, nada comuns nesta altura do ano, e para desanuviar a cabeça quer do trabalho, quer da "crise" que enfrentamos, lá fomos dar um passeio, mas desta vez fui para Sul (do Porto).
Local escolhido: Oliveira de Azeméis - Parque Temático Molinológico.
A uns escassos 30 minutos do Porto, ainda há locais que supreendem.
O Parque Temático Molinológico é um projecto de recuperação arquitectónica e paisagística de um conjunto de moinhos de água, no concelho de Oliveira de Azeméis e que conta, neste momento, com 3 núcleos ao longo do rio Ul que se interligam através de um percurso pedestre.
No núcleo principal, Núcleo de Ponte de Igreja, constituído por vários edifícios podemos encontrar os moinhos em funcionamento, um pequeno espaço para exposição de materiais e utensílios relacionados com a actividade de moagem, e um forno tradicional para a confecção e cozedura do pão.
É aconselhável (e até mesmo obrigatório) fazer uma marcação da visita. Apesar de não o ter feito antecipadamente (porque a viagem/visita estava condicionada pelo tempo que iria fazer no domingo), felizmente contamos com a simpatia e colaboração da D. Ana (a quem endereço desde já os meus agradecimentos) que teve a bondade de fechar temporariamente o bar para mostrar às pikenas (e a nós graúdos também) o moinho a funcionar (com as mós a rodar e tudo) e de as deixar mexer na farinha que ia sendo moída.
As explicações da D. Ana foram tão detalhadas que até as fez distinguir os grãos de centeio dos grãos de trigo. :)
Além disso, com a colocação em funcionamento das mós ainda nos permitiu ver a "base" do moinho a funcionar, o chamado rodízio. Inicialmente com as mós paradas, a água é redireccionada para cima das pás do rodízio o que a faz ter este aspecto.
Quando a D. Ana puxava o mecanismo que activava as mós, na realidade o que fazia era redireccionar a água para as pás do rodízio, fazendo-o girar e, consequentemente, moer os cereais em cima.
No espaço de exposição foi possível visualizar com mais detalhe e de uma forma mais "seca", toda a engrenagem pás+rodízio+caleira/guia de água.
Após o almoço, ainda em terras de azeméis, voltamos novamente ao Parque mas desta vez para a padaria. Em jeito de complemento ao projecto e no sentido de potenciar a divulgação dos produtos típicos locais, nomeadamente o tradicional pão de Ul, todos os dias é fabricado pão de forma artesanal em forno de lenha.
Em resumo, uma actividade lúdica/didáctica muito, muito interessante para levar a miudagem.
Além disso, o núcleo principal do parque dispõem ainda de um parque de merendas para que os visitantes possam pic-nicar junto ao rio e aos moinhos. Apesar de nesta altura do ano o tempo não o permitir, registei o local na minha lista de picnic spots para voltar mais tarde, quando estiver mais quentinho. :)
Local escolhido: Oliveira de Azeméis - Parque Temático Molinológico.
A uns escassos 30 minutos do Porto, ainda há locais que supreendem.
O Parque Temático Molinológico é um projecto de recuperação arquitectónica e paisagística de um conjunto de moinhos de água, no concelho de Oliveira de Azeméis e que conta, neste momento, com 3 núcleos ao longo do rio Ul que se interligam através de um percurso pedestre.
No núcleo principal, Núcleo de Ponte de Igreja, constituído por vários edifícios podemos encontrar os moinhos em funcionamento, um pequeno espaço para exposição de materiais e utensílios relacionados com a actividade de moagem, e um forno tradicional para a confecção e cozedura do pão.
É aconselhável (e até mesmo obrigatório) fazer uma marcação da visita. Apesar de não o ter feito antecipadamente (porque a viagem/visita estava condicionada pelo tempo que iria fazer no domingo), felizmente contamos com a simpatia e colaboração da D. Ana (a quem endereço desde já os meus agradecimentos) que teve a bondade de fechar temporariamente o bar para mostrar às pikenas (e a nós graúdos também) o moinho a funcionar (com as mós a rodar e tudo) e de as deixar mexer na farinha que ia sendo moída.
As explicações da D. Ana foram tão detalhadas que até as fez distinguir os grãos de centeio dos grãos de trigo. :)
Além disso, com a colocação em funcionamento das mós ainda nos permitiu ver a "base" do moinho a funcionar, o chamado rodízio. Inicialmente com as mós paradas, a água é redireccionada para cima das pás do rodízio o que a faz ter este aspecto.
Quando a D. Ana puxava o mecanismo que activava as mós, na realidade o que fazia era redireccionar a água para as pás do rodízio, fazendo-o girar e, consequentemente, moer os cereais em cima.
No espaço de exposição foi possível visualizar com mais detalhe e de uma forma mais "seca", toda a engrenagem pás+rodízio+caleira/guia de água.
Após o almoço, ainda em terras de azeméis, voltamos novamente ao Parque mas desta vez para a padaria. Em jeito de complemento ao projecto e no sentido de potenciar a divulgação dos produtos típicos locais, nomeadamente o tradicional pão de Ul, todos os dias é fabricado pão de forma artesanal em forno de lenha.
Em resumo, uma actividade lúdica/didáctica muito, muito interessante para levar a miudagem.
Além disso, o núcleo principal do parque dispõem ainda de um parque de merendas para que os visitantes possam pic-nicar junto ao rio e aos moinhos. Apesar de nesta altura do ano o tempo não o permitir, registei o local na minha lista de picnic spots para voltar mais tarde, quando estiver mais quentinho. :)
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Chef pasteleiro
Qual concurso de culinária, qual quê?
Aí está ele, no seu melhor, o chef Oliveira e o seu maravilhoso bolo de mármore. :)
Sim, foi para a menina que fez 18 anos! (mais alguns de experiência mas isso não vem ao caso...)
Aí está ele, no seu melhor, o chef Oliveira e o seu maravilhoso bolo de mármore. :)
Sim, foi para a menina que fez 18 anos! (mais alguns de experiência mas isso não vem ao caso...)
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
O meu musicol ...
Annie Clark, aka St. Vincent. Descobria-a há poucos dias.
É daqueles casos em que não bate a careta com as musiqueta!?! Quem diria que a partir de uma "coisa" com aspecto tão frágil poderia surgir esta coisa tão "cruelmente" agradável. :)
E já vai no terceiro álbum, Strange Mercy (Set/2011). Mais uma para acompanhar...
É daqueles casos em que não bate a careta com as musiqueta!?! Quem diria que a partir de uma "coisa" com aspecto tão frágil poderia surgir esta coisa tão "cruelmente" agradável. :)
E já vai no terceiro álbum, Strange Mercy (Set/2011). Mais uma para acompanhar...
St. Vincent - Cruel
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Príncipe de Fogo
Sinopse
Gabriel está de regresso a Veneza, quando uma terrivel explosão em Roma o conduz a uma perturbadora revelação: a existência de um dossier em mãos terroristas que revela os seus segredos e expõe a sua verdadeira história. Apressadamente chamado a Israel, regressa mais uma vez ao seio da organização que tinha escolhido esquecer. Allon vê-se em perseguição de um cabecilha terrorista através de uma paisagem embebida no sangue derramado por várias gerações.
E quando por fim se dá o confronto, não é só Gabriel que corre o risco de ser eliminado - pois não é apenas a sua história que é posta a nu.
Opinião
Já tinha lido "O confessor" de Daniel Silva há uns anos atrás e na altura gostei bastante do estilo do autor e do tipo de história/policial que nos era apresentado. A velha história de um agente secreto que vive na obscuridade e que de vez em quando é chamado para executar "determinadas tarefas".
Neste "Príncipe de Fogo", mesmo continuando com a história do agente secreto que é chamado para levar a cabo uma missão após um atentado ocorrido em Roma, o autor acaba por nos envolver na problemática Israelo-Árabe e na velha guerra pela independência da Palestina.
Por um lado, gostei bastante do modo como o autor aborda esta problemática, chegando ao ponto de fazer uma breve resenha histórica acerca de "quem atirou a primeira pedra". Por outro lado, acho que em alguns pontos a escrita (e as opiniões do autor) se torna demasiado parcial em favor de Israel. É certo que o herói do livro é Gabriel, o agente secreto israelita mas quando envolvemos a história ou a misturamos com a realidade e uma das questões mais problemáticas na cena política internacional, é normal que os pontos de vista e/ou as opiniões dos leitores nem sempre sejam coincidentes com a do autor.
Fora este pequeno (grande) pormenor, gostei bastante do livro. É uma verdadeira caça ao homem que nos leva a percorrer vários locais de Israel, dos enclaves palestinianos e até ao sul de França onde se desenrola uma parte importante da acção.
Um verdadeiro thriller, daquele tipo que nos faz "comer" página atrás de página! Li-o numa semana!!!
Gabriel está de regresso a Veneza, quando uma terrivel explosão em Roma o conduz a uma perturbadora revelação: a existência de um dossier em mãos terroristas que revela os seus segredos e expõe a sua verdadeira história. Apressadamente chamado a Israel, regressa mais uma vez ao seio da organização que tinha escolhido esquecer. Allon vê-se em perseguição de um cabecilha terrorista através de uma paisagem embebida no sangue derramado por várias gerações.
E quando por fim se dá o confronto, não é só Gabriel que corre o risco de ser eliminado - pois não é apenas a sua história que é posta a nu.
Opinião
Já tinha lido "O confessor" de Daniel Silva há uns anos atrás e na altura gostei bastante do estilo do autor e do tipo de história/policial que nos era apresentado. A velha história de um agente secreto que vive na obscuridade e que de vez em quando é chamado para executar "determinadas tarefas".
Neste "Príncipe de Fogo", mesmo continuando com a história do agente secreto que é chamado para levar a cabo uma missão após um atentado ocorrido em Roma, o autor acaba por nos envolver na problemática Israelo-Árabe e na velha guerra pela independência da Palestina.
Por um lado, gostei bastante do modo como o autor aborda esta problemática, chegando ao ponto de fazer uma breve resenha histórica acerca de "quem atirou a primeira pedra". Por outro lado, acho que em alguns pontos a escrita (e as opiniões do autor) se torna demasiado parcial em favor de Israel. É certo que o herói do livro é Gabriel, o agente secreto israelita mas quando envolvemos a história ou a misturamos com a realidade e uma das questões mais problemáticas na cena política internacional, é normal que os pontos de vista e/ou as opiniões dos leitores nem sempre sejam coincidentes com a do autor.
Fora este pequeno (grande) pormenor, gostei bastante do livro. É uma verdadeira caça ao homem que nos leva a percorrer vários locais de Israel, dos enclaves palestinianos e até ao sul de França onde se desenrola uma parte importante da acção.
Um verdadeiro thriller, daquele tipo que nos faz "comer" página atrás de página! Li-o numa semana!!!
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Maldita(s) lagarta(s)
E é assim. Um tipo põe-se a inventar e a armar-se em produtor biológico caseiro e dá nisto.
A(s) lagarta(s) comeu-me os tomates, deu-me cabo do cebolinho,quase matou os oregãos, limpou-me a hortelã e rapou-me a salsa!!!
Irra, mas que infestação de lagartas!
Apanhei pelo menos 3.
Tudo começou na hortelã... comecei a detectar as folhas comidas e eis que a apanhei em flagrante!
Mais tarde, os tomateiros... foram murchando, murchando até que tive mesmo que os tirar.
Os oregãos, idem, já que estavam juntos aos tomateiros. De um vaso "farfalhudo" inicial, sobrou isto:
E só ao arrancar os tomateiros é que dei com uma (das eventuais várias) maldita lagarta, que não cheguei a registar fotograficamente. Os oregãos "podei-os" a ainda estou a ver se os salvo. Para já, mantem-se em "estado de coma".
E para terminar, esta semana, voltei a apanhar outra, desta vez na salsa! E logo agora que eu estava a conseguir recuperar a salsa que esteve quase a ir-se...
Enfim, é no que dá... armado em agricultor de trazer por casa...
Mas é engraçado! E é um hobby excelente. :)
Mas nem tudo correu mal! Consegui ter pimentos vermelhos, pimentos padron e já utilizei o manjericão em cozinhados. :)
Depois deixo aqui os registos fotográficos do resto da "quinta". :)
A(s) lagarta(s) comeu-me os tomates, deu-me cabo do cebolinho,quase matou os oregãos, limpou-me a hortelã e rapou-me a salsa!!!
Irra, mas que infestação de lagartas!
Apanhei pelo menos 3.
Tudo começou na hortelã... comecei a detectar as folhas comidas e eis que a apanhei em flagrante!
Mais tarde, os tomateiros... foram murchando, murchando até que tive mesmo que os tirar.
Os oregãos, idem, já que estavam juntos aos tomateiros. De um vaso "farfalhudo" inicial, sobrou isto:
E só ao arrancar os tomateiros é que dei com uma (das eventuais várias) maldita lagarta, que não cheguei a registar fotograficamente. Os oregãos "podei-os" a ainda estou a ver se os salvo. Para já, mantem-se em "estado de coma".
E para terminar, esta semana, voltei a apanhar outra, desta vez na salsa! E logo agora que eu estava a conseguir recuperar a salsa que esteve quase a ir-se...
Enfim, é no que dá... armado em agricultor de trazer por casa...
Mas é engraçado! E é um hobby excelente. :)
Mas nem tudo correu mal! Consegui ter pimentos vermelhos, pimentos padron e já utilizei o manjericão em cozinhados. :)
Depois deixo aqui os registos fotográficos do resto da "quinta". :)
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Le Vieille Ville d'Antibes
Antibes é, na minha modesta opinião, o melhor local para "poisar" no caso de estarem de férias no sul de França ou, para sermos mais chiques, no caso de estarem de vacances na Côte d'Azur. Fica perto de tudo ou, pelo menos, perto dos melhores locais de interesse. Cannes, Nice, Villefranche-sur-mer, Mónaco e até Itália.
Mas vamos por partes e este post será dedicado apenas à "vila velha" de Antibes ou centro histórico (como nós, por cá, costumamos chamar).
Uma das principais marcas de Antibes é, sem qualquer dúvida, a sua imponente marina. Posso mesmo dizer, em liguagem futebolística, que dá 15 a zero à marina do Mónaco (irei lá depois, em posts futuros). Aquilo é gigante e está repleta de iates. Não são barcos nem barquinhos, são iates magníficos e alguns palácios flutuantes! Absolutamente soberbo. A imagem seguinte (proveniente de um postal) demonstra bem a magnitude da marina, bem maior que a "pequena" Vieille Ville, à direita. são mais de 2 Km de perímetro (isto sem entrar nas "línguas" de estacionamento...).
Várias foram as vezes em que fomos dar um giro pela marina.
Em alguns, a quantidade de "brinquedos" a bordo era de pasmar, desde lanchas a motas de água, havia de tudo.Então à noite era impressionante ver os barcos iluminados com o pessoal a jantar a bordo, ao ar livre. :)
E havia ainda uma secção reservado aos grandes iates, que pareciam verdadeiros cruzeiros.
Só para se ter uma ideia, era em Antibes que o grande magnata Roman Abramovich tinha o seu "barquinho" estacionado. E também foi em Antibes que lhe recusaram o estacionamento do seu novo iate (o maior iate privado do mundo). Não tinham espaço, diziam eles...
Quanto à vieille ville, é, sem sombra de dúvida, um centro muito bonito, marcado acima de tudo pelo luxo e opulência dos veraneantes. Desde os bares e cafés com as suas explanadas aos restaurantes de luxo (cuja aparência das mesas e decoração metia cobiça a qualquer um...), passando pelas tradicionais lojas de souvenirs, o luxo e os preços elevados eram uma constante em qualquer lugar. Pudera!!! Quem anda nos barquinhos que mostrei atrás não deverá estar muito preocupado com a conta do restaurante...
Um dos muitos aspectos interessantes na vila era o seu mercado tradicional, le marché d'Antibes. Trata-se de um pequeno espaço onde durante a manhã decorre uma feira tradicional (cujos preços não tinham nada de tradicional)...
...e à tarde, no mesmo espaço, os feirantes tradicionais eram substituídos por feirantes de arte e pela extensão das explanadas dos vários bares/restaurantes que existem junto à praça.
Mas dado que estamos no sul, banhados pelo Mediterrânea, obviamente que não podia faltar a "praiinha"!
Junto à marina, a pequenina praia de Antibes era suficiente para refrescar quem, como nós por vezes, queria ir tomar uma banhoca sem ter que pegar no carro.
Um pouco mais adiante da vila velha, em direcção ao Cap d'Antibes a Juan-les-pins ficava a praia de La Salis, essa sim bem maior e com uma vista magnífica sobre a Vieille Ville d'Antibes.
Antibes é de facto uma vila lindíssima e representativa da Riviera Francesa. Único (e grande, enorme) defeito: é tudo absurdamente caro!!! É um mundo completamente à parte quando comparado com a nossa realidade. Mas com um bocadinho de ginástica financeira, um apartamento baratinho, menos cafés, menos gelados, a proibição completa de se comer fora :( , dá perfeitamente para se passar uma bela semaninha de férias. Nem que seja a apreciar o luxo dos outros. :)
Adorei e hei-de lá voltar. Não sei daqui a quanto tempo (com a crise que vai...), mas hei-de voltar ao sul de França. :)
Mas vamos por partes e este post será dedicado apenas à "vila velha" de Antibes ou centro histórico (como nós, por cá, costumamos chamar).
Uma das principais marcas de Antibes é, sem qualquer dúvida, a sua imponente marina. Posso mesmo dizer, em liguagem futebolística, que dá 15 a zero à marina do Mónaco (irei lá depois, em posts futuros). Aquilo é gigante e está repleta de iates. Não são barcos nem barquinhos, são iates magníficos e alguns palácios flutuantes! Absolutamente soberbo. A imagem seguinte (proveniente de um postal) demonstra bem a magnitude da marina, bem maior que a "pequena" Vieille Ville, à direita. são mais de 2 Km de perímetro (isto sem entrar nas "línguas" de estacionamento...).
Várias foram as vezes em que fomos dar um giro pela marina.
Em alguns, a quantidade de "brinquedos" a bordo era de pasmar, desde lanchas a motas de água, havia de tudo.Então à noite era impressionante ver os barcos iluminados com o pessoal a jantar a bordo, ao ar livre. :)
E havia ainda uma secção reservado aos grandes iates, que pareciam verdadeiros cruzeiros.
Só para se ter uma ideia, era em Antibes que o grande magnata Roman Abramovich tinha o seu "barquinho" estacionado. E também foi em Antibes que lhe recusaram o estacionamento do seu novo iate (o maior iate privado do mundo). Não tinham espaço, diziam eles...
Quanto à vieille ville, é, sem sombra de dúvida, um centro muito bonito, marcado acima de tudo pelo luxo e opulência dos veraneantes. Desde os bares e cafés com as suas explanadas aos restaurantes de luxo (cuja aparência das mesas e decoração metia cobiça a qualquer um...), passando pelas tradicionais lojas de souvenirs, o luxo e os preços elevados eram uma constante em qualquer lugar. Pudera!!! Quem anda nos barquinhos que mostrei atrás não deverá estar muito preocupado com a conta do restaurante...
Um dos muitos aspectos interessantes na vila era o seu mercado tradicional, le marché d'Antibes. Trata-se de um pequeno espaço onde durante a manhã decorre uma feira tradicional (cujos preços não tinham nada de tradicional)...
...e à tarde, no mesmo espaço, os feirantes tradicionais eram substituídos por feirantes de arte e pela extensão das explanadas dos vários bares/restaurantes que existem junto à praça.
Mas dado que estamos no sul, banhados pelo Mediterrânea, obviamente que não podia faltar a "praiinha"!
Junto à marina, a pequenina praia de Antibes era suficiente para refrescar quem, como nós por vezes, queria ir tomar uma banhoca sem ter que pegar no carro.
Um pouco mais adiante da vila velha, em direcção ao Cap d'Antibes a Juan-les-pins ficava a praia de La Salis, essa sim bem maior e com uma vista magnífica sobre a Vieille Ville d'Antibes.
Antibes é de facto uma vila lindíssima e representativa da Riviera Francesa. Único (e grande, enorme) defeito: é tudo absurdamente caro!!! É um mundo completamente à parte quando comparado com a nossa realidade. Mas com um bocadinho de ginástica financeira, um apartamento baratinho, menos cafés, menos gelados, a proibição completa de se comer fora :( , dá perfeitamente para se passar uma bela semaninha de férias. Nem que seja a apreciar o luxo dos outros. :)
Adorei e hei-de lá voltar. Não sei daqui a quanto tempo (com a crise que vai...), mas hei-de voltar ao sul de França. :)
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