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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sangue Asteca - Vol. II

Sinopse
Em 1530, depois de Hernán Cortés quase extinguir o povo Asteca, o Rei de Espanha, ordena ao bispo do México que lhe faculte informação acerca dos costumes do povo Asteca. O bispo, frei Juan de Zumárraga, redige um documento baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos do mundo civilizado. O nome dele é Mixtli - Nuvem obscura. Após Orgulho Asteca, Mixtli, o mais robusto e memorável de todos os Astecas, continua o relato da sua vida em Sangue Asteca. Mixtli já não é um jovem inocente. A sua infância, as suas viagens e batalhas, a perversidade da corte e os amores perdidos fizeram de Mixtli um homem marcado pelas cicatrizes de uma vida atribulada e muitas vezes trágica. O realismo e o desfecho desta maravilhoso livro, contam uma história que o leitor jamais irá esquecer. A História de Mixtli é em grande parte a história do próprio povo Asteca: épica e de uma dignidade heróica. Este é o princípio e o fim de uma colossal civilização.

Opinião
Este Sangue Asteca é a continuação de Orgulho Asteca, dois volumes que representam a tradução do original Aztec de Gary Jennings.

Em primeiro lugar, realço pela negativa a qualidade da tradução/revisão feita nesta edição (1ª se não estou em erro). São tantas, mas tantas as gralhas que se encontram no livro que irritam até o mais calmo leitor. É inadmissível, numa obra desta natureza e de elevada qualidade, deixarem passar tantas gralhas, tantos erros e tantas "más construções" de frases. Simplesmente inadmissível!

Quanto à obra, excelente. Depois de no primeiro volume nos ter sido apresentado Mixtli e ter sido feita a descrição das suas vivências desde os tempos de criança e adolescência até à sua ascensão a Pochteca, uma espécie de "caixeiro viajante/comerciante" da altura, em Sangue Asteca temos oportunidade de acompanhar a vida altura de Mixtli, as suas aventuras como comerciante, a sua ascensão a Mixtlin (o sufixo "lin" era sinal de nobreza), a sua busca pelas raízes do povo asteca e, por fim, a trágica chegada do povo branco (espanhóis) e a queda daquela que foi uma das mais gloriosas civilizações sul americanas.
Como já tinha referido para o Vol. I, o trabalho de pesquisa do autor é notável e neste segundo volume, continua a levar-nos a percorrer as várias regiões em torno da grande Nação Méxica, acompanhando as incursões de Mixtli como Pochteca, na procura de novos produtos e novidades bem como, numa fase posterior, em busca das raízes do povo asteca, antes de se fixar naquela que terá sido uma das maiores e mais explendorosas cidades dos "índios", Tenochtitlán.
O último terço do livro ficou reservado para a chegada dos espanhóis e para uma versão do que terá sido o declínio e o quase extermínio dos Mexicatl, às mãos dos espanhóis e das suas super avançadas armas de guerra. Enquanto que os guerreiros méxica lutavam com as chamadas maquahuitl, os espanhóis dispunham de bestas, arcabuzes e canhões o que se traduzia numa imensa vantagem e num poder de destruição avassalador. E aqui refiro "versão" porque me parece que houve muito "autor" na descrição da tomada d' O Mundo Único (baptizado como Nova Espanha depois da conquista).
Engraçado foi também a perspectiva do autor sobre Malintzin ou a Malinche. Malintzin era uma escrava méxica que acabou por ser entregue/adquirida por Cortés (o grande conquistador do Novo Mundo) e que desempenhou as funções de tradutora e que ficou conhecida na história como a grande traidora das civilizações locais. Ao contrário da perspectiva de Laura Esquivel em A Malinche, Gary Jennings não se retrai nas acusações e na forma como retrata Malintzin colocando-a ao mesmo nível de Cortés na responsabilidade pelos vários massacres e quase extermínio dos indígenas.

Em resumo, trata-se de um excelente trabalho de investigação por parte do autor que nos transporta até um mundo diferente onde nos é apresentada uma civilização que conseguiu atingir patamares altíssimos quer em termos de riqueza, quer em termos de desenvolvimento e organização social e que tinha, tal como outras civilizações, os seus aspectos menos bons. Podemos eventualmente ficar estupefactos e criticar veementemente os sacrificios e execuções que eram realizadas na altura por questões religiosas mas convém não esquecer que na mesma época, aqueles que na escola aprendemos a chamar conquistadores, acabaram por exterminar outras civilizações na sua busca pelo ouro e na imposição da sua religião.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Principauté de Monaco

Ou, em bom português, o Principado do Mónaco. De volta às férias...
Tive a felicidade de passar pelo Mónaco no último Agosto, durante as férias que gozamos em Antibes e, realmente, foi mesmo uma felicidade poder visitar aquilo que considero como um "mundo à parte".
Luxo, luxo e... ainda mais luxo! É tudo aquilo que encontramos por lá. Desde o parque automóvel até aos bares/esplanadas, restaurantes, passando pelos magníficos jardins, é tudo fabuloso!

O Principado do Mónaco, que se reduz praticamente à cidade de Montecarlo, é um impressionante emaranhado de estradas e tuneis, parques de estacionamento subterrâneos e vários prédios quase colados porque não há, literalmente, uma nesga de terreno livre para se fazer o que quer que seja. É impressão minha ou aquilo está sobrelotado?!?


Já lá vão uns aninhos largos quando conheci (virtualmente) pela primeira vez o Mónaco e mais concretamente, o circuito de Fórmula 1. Dado que era um grande aficionado (ok, viciado mesmo...) do Grande Prémio do Mónaco, passei horas e horas a percorrê-lo naquilo que foi o primeiro grande jogo de fórmula 1 para PC. Falo do Formula 1 Grand Prix da Microprose. Grande jogo, velhos tempos... conhecia a pista de trás para a frente pelo que ia convencido que, assim que me encontrasse numa das ruas do circuito, iria conseguir "posicionar-me" e encontrar rumo. Mas no meio de tantos túneis, viadutos e cruzamentos, andei por lá perdido até dar com o posto de turismo e o parque subterrâneo do casino. E é que nem pensei duas vez, apesar do preço do parque.
Lá pousamos a "biatura" e fomos explorar as riquezas daquele novo mundo! Como estava no parque do casino, por baixo dos jardins do casino, a primeira maravilha com que nos deparámos foi, obviamente, o Casino. :)


E o Hotel de Paris, do outro lado.


Encontrei-me, então, num ponto conhecido do circuito, pelo que a partir dali já sabia onde estava "o resto da pista". :)
Depois de um almoço em plenos "Jardins do Casino" (claro que levava marmita, impensável ir a um restaurante!!!) e de umas voltas pela zona, terminadas pela já habitual aquisição de postais, lá pegamos no carro e fomos fazer o circuito!
Foi absolutamente fantástico. Dei duas voltas e na terceira a Carla já estava a olhar para mim ao que eu lhe respondi: que foi, o grande prémio são 78 voltas!!! ainda estou na 3ª!!!
Lá estacionamos novamente e fomos conhecer a zona das boxes, a recta da meta e a zona das piscinas.


E como "uma vez não é vez" decidimos ir a uma esplanada "nas boxes". Não é muito perceptível na fotografia anterior mas depois do insuflável e até ao final da "recta da meta", a zona das boxes estava preenchida com várias esplanadas. Por uma Coronna, um drink sem alcool e um gelado pagamos cerca de 20€!!! Assim não me sobra dinheiro para o aparcamento do iate!!!

E foi assim, um belo dia passado no Mónaco. Antes de virmos embora ainda tentei passar pela zona da Vieille Ville, local onde está situado o Palácio do Principe Alberto e o Museu Oceanográfico mas como o acesso era pedonal e os parques novamente a pagar (e bem) optamos por regressar.
É certo que ficou muito por ver mas acho que o "cheirinho" a que tivemos direito já foi muito bom. Tão cedo não voltarei lá...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O meu musicol ...

Para este fim de tarde, a escolha recai sobre uma banda que descobri no lançamento do seu segundo álbum.
Falo dos islandeses FM Belfast que editaram em Junho/2011 o álbum Don't Want to Sleep.
Apesar de ter achado o álbum pouco mais que razoável, há no entanto uma música que sobressai: New Year.
Ainda não tem teledisco oficial pelo que fica aqui esta versão...



A vantagem de ter percebido que este era o segundo álbum foi o facto de ter ido à procura do primeiro e ter descoberto uma verdadeira preciosidade que classifico como um dos melhores álbuns que ouvi nos últimos anos. Aliás, classifico-o mesmo como soberbo!!! How to Make Friends, de 2008, é muito, mas muito melhor do que este segundo saído este ano.
Tem vários temas muito bons mas há um que me marcou e que não me canso de ouvir: Underwear.
A simplicidade levada ao extremo. Uma verdadeira lição de como transformar pouco mais de meia dúzia de palavras numa música fabulosa.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mais uma investida...

... mais uma "catrefada" de lagartas. :)
Desta vez, a rusga foi na cidreira.
Parecem cogumelos num bosque... aparecem por todo o lado!!!

Olhem o tamanho que a "general" já levava...

A continuar assim, aplico-lhe a "poda total"!!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Assim é difícil...

As lagartas não me dão descanso!!!
Depois de ter remodelado a minha horta, fruto do ataque "brutal" que sofri por parte de um exército de lagartas, eis que descobri que, afinal, só tinha eliminado os grandes generais! O pelotão de pequenas lagartas continuou o seu efeito nefasto sobre as minhas aromáticas... Malditas!!!

Já há cerca de 15 dias, tinha decidido fazer uma inspeção surpresa, com especial enfoque na Cidreira, na Salsa, no Manjericão e na Hortelã. Comecei a notar algumas folhas roídas, indicação clara que estava novamente sob fogo inimigo. E eis que as apanhei... sem exagerar, eram dezenas!!! A maior parte ainda mini-lagartas, e outras mesmo em tamanho micro já começavam a fazer das suas... As primeiras comecei a retirá-las "à mão", depois desisti e passei ao corte das folhas. :)




Estas são algumas fotos que eu fiz da inspeção à Cidreira, a maior vítima. Depois de a ter limpo, em conjunto com as restantes aromáticas, optei por afastá-las (fisicamente sem se tocarem) de modo a evitar qualquer tipo de contágio ou transferência de lagartas entre elas...

Mas hoje, eis que decido ir espreitar o Manjericão e deparo-me com isto:




Mas que praga, o raio das lagartas!!!
Solução: eliminação total!


Quero ver onde é que elas vão aparecer agora... e o que vão comer! :)
Também acho que não matei o desgraçado... espero que volte a rebentar na próxima primavera...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

The Hobbit: there and back again

Sinopse
O mundo de Tolkien ganha vida neste livro cheio de surpresas a serem descobertas em cada página. As aventuras de Bilbo Baggins, um hobbit apreciador do conforto, e de um grupo de anões têm encantado os leitores ao longo de 60 anos contadas através das mágicas imagens a cores de John Howe.
Didáctica, divertida é um grande incentivo à leitura para os mais pequenos e uma homenagem única e inesquecível à clássica história de Tolkien.
Prelúdio para a trilogia O Senhor dos Anéis.

Opinião
Uohhhh!!!
Mas que saudades que eu tinha do mundo de Tolkien...
Tive este livro na minha wishlist durante vários anos. Por esta ou por aquela razão (ou por qualquer outra coisa que não adianta escalpelizar agora) adiei por bastante tempo a compra do livro até que surgiu a oportunidade de o comprar na última Feira do Livro do Porto (bendita hora H). Aliás, a principal razão que me levou a comprar o livro (além, claro, de ser um fanático da Middle Earth) foi o facto de terem decidido, finalmente, avançar com a adaptação do Hobbit ao cinema pelas mãos do mestre Peter Jackson. Sim, esse mesmo que nos fez vibrar com a trilogia do Senhor dos Anéis entre 2001 e 2003 (uff, já lá vão 10 anos desde o primeiro filme!!!).
Ainda esperou cerca de 5 meses até pegar nele mas, como em tudo na vida, quanto maior é o tempo de espera e a ânsia de fazer, maior é o gosto que se consegue tirar depois de concluída a tarefa.
E assim foi com este Hobbit. :)
É um pouco difícil, para fanáticos como eu, tentar descrever e fazer sobressair os pontos fortes desta obra de Tolkien porque ela é absolutamente fantástica. É uma história incrivel sobre um pequeno hobbit, Bilbo Baggins, que um dia, por arrastamento e até por uma certa imposição, acaba por se juntar a um bando de 13 anões (a ver se não me engano: Thorin, Balin, Dwalin, Oin, Gloin, Kili, Fili, Ori, Nori, Dori, Bifur, Bofur, Bombur) numa aventura para resgatar um tesouro que é guardado por um dragão, de seu nome Smaug. Aliás, é graças a Gandalf que Bilbo é "requisitado" pelos anões para desempenhar o papel de "ladrão".
Ao longo do livro, vamos acompanhando as aventuras e desventuras de Bilbo desde o encontro com o trio de ogres que foram transformados em pedra (vimos isto na Irmandade do Anel), o encontro com os duendes na travessia das Misty Mountains (montanhas nebulosas), o encontro com Gollum, o achar de um anel mágico (lembram-se da expressão "one ring to rule them all"), a travessia da Mirkwood (floresta tenebrosa), o encontro com as aranhas, o encontro com os elfos da floresta e, finalmente, o encontro com Smaug.
E é muito engraçado, ao ler este prelúdio do Senhor dos Anéis, descobrir a origem de várias coisas que desempenharam um papel fundamental na trilogia. Falo, além de Gollum e do anel que Bilbo achou, da famosa espada oferecida por Bilbo a Frodo que tinha a particularidade de ficar azul perante a proximidade de Orcs e/ou Goblins e da cota de Mithril que salvou Frodo do ataque do Ogre na travessia das Minas de Mória.
Comparativamente com a trilogia do Senhor dos Aneis, achei este livro bastante mais "leve" e agradável de se ler. Talvez por ser relativamente curto (254 páginas) ou por já estar dentro do universo criado por Tolkien, devorei, "literalmente", este livro.
Já agora, deixo algumas curiosidades acerca dos anões. Balin, após sobreviver aos acontecimentos do livro regressa a Mória para se estabelecer como Rei dos Anões mas o reino acaba por ser dizimado pelos duendes.  Gloin acaba por ser preponderante para o seguimento da história já que o seu descendente irá desempenhar um papel fundamental na trilogia. Falo, obviamente de Gimli, son of Gloin.

Em suma, The Hobbit é, sem qualquer dúvida, um must-read para todos os leitores fãs de Tolkien! Um verdadeiro must!!!

Para terminar, fica aqui o link para o blog oficial do filme e uma imagem dos anões, só para aguçar o apetite para quem está à espera do filme. :)

The Hobbit: an unexpected journey

terça-feira, 15 de novembro de 2011

As Pupilas do Senhor Reitor

Sinopse
As Pupilas do Senhor Reitor, um romance de Júlio Dinis publicado em 1866, conta a história do regresso de um jovem inconsciente à vila onde nascera. Uma vez aí chegado, apaixona-se pela noiva do irmão, o que desencadeia uma série de peripécias. As aventuras amorosas de Daniel chocam com a vida de duas órfãs, Clara e Margarida, entregues aos cuidados do reitor da aldeia. Em suma, As Pupilas do Senhor Reitor traduz a vida rural portuguesa da época.

Um livro escrito com a simplicidade de estilo e o realismo de representação, que caracterizam a obra de Júlio Dinis, e recheado de situações imprevistas e de grande intensidade dramática.

Opinião
Depois de já ter lido Os Maias de Eça de Queirós e Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, continua a minha saga de clássicos da literatura portuguesa. Desta vez, e para não repetir autores, escolhi Júlio Dinis, e as suas pupilas.
Engraçado. Acho que é a palavra que melhor define o livro.
Não achei uma obra "por aí além" mas graças à escrita simples salpicada por alguns momentos divertidos, acabou por se tornar uma leitura agradável.
A história centra-se em Daniel e nas suas paixões "fáceis" que vão colocar em risco a sua carreira e o bem-estar familiar, principalmente quando este se apaixona pela noiva do irmão, uma das pupilas do Reitor da aldeia. Acabou por ser a personagem do reitor que mais me fascinou. Desde a infância de Daniel até ao imbróglio deste com a noiva do irmão, o Reitor tudo faz para tentar afastar Daniel de sarilhos, o que faz com que por vezes surjam situações verdadeiramente cómicas.
Não deixa de ser engraçado, também, o retrato da sociedade da altura que o autor transmite. Muito conservadorismo, muita aparência, muito "diz que disse" e muita fofoquice. :)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Back to the Shire...

Já tinha conhecimento que Peter Jackson iria ser o realizador da sequela do Senhor dos Anéis (na realidade, é mais um prelúdio do que uma sequela, mas como só aparece agora, 10 anos depois, chamo-lhe sequela...), "The Hobbit" e que as filmagens já tinham começado.
O que eu não sabia, e que me deixou completamente a espumar, é que o Peter Jackson está a fazer um conjunto de Production Logs para os fãs (mais fanáticos, assim como eu...) acompanharem o processo das gravações.
De facto, para quem é, como eu, flashado no mundo de Tolkien e na sua Middle Earth, isto é um must see!!!

Mais uma vez, as filmagens decorrem na Nova-Zelândia e estão a ser utilizados cenários do Senhor dos Anéis, o que permite reviver todo o universo que Jackson adaptou dos livros de Tolkien.

Aqui ficam os 4 primeiros...









Está previsto estrear no final de 2012 portanto, ainda vai haver muita gente a "salivar" e sempre há espera que saiam mais diários...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A Glória dos Traidores

Sinopse
O bafo cruel e impiedoso do Inverno já se sente. Quando Jon Snow consegue regressar à Muralha, perseguido pelos antigos companheiros do Povo Livre, não sabe o que irá encontrar nem como será recebido pelos seus irmãos da Patrulha da Noite. Só tem uma certeza: há coisas bem piores do que a hoste de selvagens a aproximarem-se pela floresta assombrada.

Opinião
Nesta fase de leituras de George R.R. Martin e da sua saga "As Crónicas de Gelo e Fogo" estou mais do que rendido à pena deste autor. Cada vez mais me rendo à evidência da quote que por aí circula: "a guerra dos tronos é a obra de fantasia mais importante desde que Bilbo encontrou o anel!".
É impressionante chegar ao 6º livro e ainda haver tanto por ler e por descobrir e o apetite ainda aguçado como se estivessemos no início da saga. É certo que cada livro original é dividido em duas releases portuguesas mas também aqui há que dar crédito à tradução portuguesa que é fantástica. Para sermos mais exactos, digamos que acabei de ler o 3º livro (original). :)
Já tinha lido por aí muitas opiniões sobre A Glória dos Traidores e todas elas eram unânimes em considerar este livro como o melhor de todos os que já saíram. E, de facto, assim é.
E o título, ufff. Mas que bem escolhido, glória seja feita aos traidores, quer no bom quer no mau sentido. Mais uma vez (a 6ª ...) Martin consegue surpreender de uma forma absolutamente extraordinária. Quando pensamos que tudo se está a compor para determinados personagens, eis que Martin, qual louco brandindo o seu machado de guerra, nos desfaz por completo! E quando ainda não estamos refeitos da última machadada, eis que Martin volta novamente e, pimba, toma lá outra...
Este livro é de tirar o fôlego... São tantas as voltas e as reviravoltas que se torna quase impossível pararmos de ler e dar uma folga à nossa super aguçada curiosidade sobre o que virá a seguir.
É impossível dizer mais sem que surjam spoilers mas resumo este livro (e o anterior que é a primeira metade do original) numa única palavra:

Soberbo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O meu musicol ...

Bombay Bicycle Club poderia ser o vencedor de um concurso para o nome mais invulgar a atribuir a uma banda... mas não. Afinal, este clube de bicicletas é inglês e já vai no seu terceiro álbum, A different Kind of Fix.
O álbum é excelente e entra no meu top ten de 2011. O destaque vai, sem sombra de dúvida, para Shuffle. Há por aí muitos vídeos desta bela canção mas a minha opção foi esta versão "acústica".


Bombay Bicycle Club - Shuffle