Início

Livros

Música

Fotografia

Férias

Passeios

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Balanço de leitura 2011

Excelente ano o de 2011 no que à leitura diz respeito.
Consegui cumprir os objectivos a que me tinha proposto e ainda consegui ir um pouco mais além. Foi também, pela qualidade dos livros que li, um ano de excelente colheita.
No início de 2011 tinha-me proposto ler:
- 2 clássicos portugueses (li Amor de Perdição e As Pupilas do Senhor Reitor)
- a saga Sangue Fresco (li os volumes I e II)
- um (ou dois) volumes das Crónicas de Gelo e Fogo (li dois, A Tormenta de Espadas e a Glória dos Traidores)
- o Hobbit (lido e com muito, mas mesmo muito prazer)

Eis a lista de 2011.


No total, foram 17 livros e 6221 páginas devoradas o que dá uma média de 518 páginas por mês. Nada mau...
O destaque positivo vai, sem qualquer dúvida para O Hobbit, simplesmente porque sou um fanático de Tolkien e da Terra Média. :)
Mas, fanatismo à parte, destaco a obra de Gary Jennings sobre a civilização Azteca que é absolutamente fantástica, o volume 6 (A Glória dos Traidores) de As Crónicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin que nos consegue cortar a respiração de princípio a fim, e o Deixa-me Entrar de John Ajvide Lindqvist que nos leva numa aventura vampiresca, mostrando a problemática do lado não humano da "coisa".
A desilusão do ano tive-a com Ken Follet. Apesar de ser um consagrado autor, com diversos best-sellers nas livrarias, não gostei do seu A Ameaça. Como thriller, achei-o muito fraco e previsível. No entanto, mantenho em aberto o autor e tenho algumas obras suas em lista de espera... A ver vamos.

Para 2012, o desafio são 20 livros! Arrojado? Talvez. Conseguirei atingir esta meta? Daqui a um ano falamos. :)
Quanto à selecção das obras para este ano que se inicia, tentarei ler:
- 2 clássicos portugueses
- mais 2 volumes das Crónicas de Gelo e Fogo (já li 6 e ainda faltam 4!)
- terminar a trilogia d'Os jogos da Fome (o primeiro volume já está)
- iniciar a saga Millennium de Stieg Larsson (aproveitar que vai estrear o filme...)
- iniciar a Série da Águia de Simon Scarrow (tenho que mandar vir o primeiro...)

Quanto ao resto, tudo o que vier por acréscimo, será sempre bem vindo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O meu musicol ...

Hoje trago-vos Loch Lomond. Com nome de lago escocês, são uma banda americana, de Portland, formada por Ritchie Young em 2003. Very calm and smooth music, baseada na guitarra e na melodiosa voz de Ritchie.

Wax & Wire saiu em 2009, no EP Night Bats e tem sido um sucesso, especialmente como banda sonora de vários vídeos "radicais", como este de Danny MacAskill. Aqui fica uma versão caseira.



Do último álbum, Little Me Will Start a Storm, deixo outra excelente música:
Elephants and Little Girls.



Muito bom, para ouvir nas calmas, sentadinhos no sofá...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Os Jogos da Fome

Sinopse
Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espectáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um acto de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica.

Opinião
Li este Jogos da Fome inserido naquilo que foi a minha primeira leitura conjunta, através de um grupo de leitura do Goodreads. Apesar de não ter planeado para 2011 (pretendia iniciar a trilogia em 2012), esta leitura acabou por se tornar agradável e aumentar os meus números de leitura relativos a 2011 (noutro post farei o balanço do ano que passou).
O enredo é muito interessante. Um regime totalitário, composto por 12 distritos naquilo que outrora foi a América do Norte, e que governa uma nação de uma forma escravizante e que, para marcar o seu poderio, criou os Jogos da Fome, competição em que participam 2 adolescentes de cada distrito onde o único objectivo é chegar ao final vivo! É matar ou morrer!
O livro divide-se, essencialmente, em duas partes. Na primeira parte é feita a introdução à história de Panem e à vida no distrito 12 sob a perspectiva de Katniss Everdeen. Aqui, achei que a autora poderia ter feito bastante mais e melhor. A introdução acaba por ser um pouco vaga e, na minha opinião, algo mais poderia ter sido dito em relação à vida no distrito 12 e à construção de outras personagens que dessem outro tipo de envolvência à história. Quanto à segunda parte, considero-a como o ponto forte, quiçá, da trilogia. Através dos olhos de Katniss, a autora faz-nos acompanhar os jogos de princípio a fim, com todas as vicissitudes inerentes a um jogo do tipo matar ou morrer com adolescentes! Apesar da brutalidade do jogo (estamos a falar de adolescentes entre os 12 e os 18 anos) e mesmo não entrando em grandes detalhes em relação às mortes que vão ocorrendo na arena (algumas delas até demasiado insossas e completamente previsíveis) a escrita consegue-nos manter colados ao livro e dá-nos vontade de o ler de uma assentada!

No geral, acabou por ser uma leitura agradável e cuja escrita, virada para o young-adult, acaba por ser bastante simples o que facilita o "agarrar" dos leitores à história.
Talvez pelas leituras que fiz em 2011 (ano de colheita de qualidade!), os Jogos da Fome acabou por me "saber a pouco". Fez-me falta uma maior descrição da história de Panem, o porquê da criação dos jogos e, acima de tudo, mais detalhe na descrição dos jogos. No entanto, tem a virtude de agarrar o leitor à história.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

The Hobbit :: Trailer

Depois deste pequeno interregno de Natal, we're back on business!
E nada melhor do que o universo de Tolkien para voltar a postar!

Finalmente, aí está o primeiro trailer oficial do The Hobbit. Pena que ainda falta um ano...



E também já saiu o production video #5, desta vez dedicado à impressionante operação de logística associada às filmagens on location ou seja, no exterior. É verdadeiramente impressionante a envergadura da operação.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Gastronomia transmontana

É isto!


Alheira de Mirandela com grelos e batata cozida! Maravilha...
Obrigado M. pelas genuínas e caseirinhas. :)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

The Smurfs

Ou, os Estrumfes, como lhes chamavamos no meu tempo chegaram este ano ao cinema e, esta semana, a minha casa. :)
Quarta à noite, véspera de feriado, dava direito às "pikenas" de ficarem acordadas até mais tarde e planeei uma sessão de cinema para vermos os Smurfs. Sinceramente, não esperava este tipo de filme. Sem contar, fartei-me de rir, e elas viram até ao fim sem adormecer! É um filme muito engraçado e o papel desempenhado pelo Gargamel é delirante...
Além da miudagem é, sem dúvida, um filme para ser visto por adultos, nem que seja para relembrar velhos tempos e a famosa smurf song, Lalalalalala, Sing a Happy Song.
Aqui fica o trailer.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sangue Asteca - Vol. II

Sinopse
Em 1530, depois de Hernán Cortés quase extinguir o povo Asteca, o Rei de Espanha, ordena ao bispo do México que lhe faculte informação acerca dos costumes do povo Asteca. O bispo, frei Juan de Zumárraga, redige um documento baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos do mundo civilizado. O nome dele é Mixtli - Nuvem obscura. Após Orgulho Asteca, Mixtli, o mais robusto e memorável de todos os Astecas, continua o relato da sua vida em Sangue Asteca. Mixtli já não é um jovem inocente. A sua infância, as suas viagens e batalhas, a perversidade da corte e os amores perdidos fizeram de Mixtli um homem marcado pelas cicatrizes de uma vida atribulada e muitas vezes trágica. O realismo e o desfecho desta maravilhoso livro, contam uma história que o leitor jamais irá esquecer. A História de Mixtli é em grande parte a história do próprio povo Asteca: épica e de uma dignidade heróica. Este é o princípio e o fim de uma colossal civilização.

Opinião
Este Sangue Asteca é a continuação de Orgulho Asteca, dois volumes que representam a tradução do original Aztec de Gary Jennings.

Em primeiro lugar, realço pela negativa a qualidade da tradução/revisão feita nesta edição (1ª se não estou em erro). São tantas, mas tantas as gralhas que se encontram no livro que irritam até o mais calmo leitor. É inadmissível, numa obra desta natureza e de elevada qualidade, deixarem passar tantas gralhas, tantos erros e tantas "más construções" de frases. Simplesmente inadmissível!

Quanto à obra, excelente. Depois de no primeiro volume nos ter sido apresentado Mixtli e ter sido feita a descrição das suas vivências desde os tempos de criança e adolescência até à sua ascensão a Pochteca, uma espécie de "caixeiro viajante/comerciante" da altura, em Sangue Asteca temos oportunidade de acompanhar a vida altura de Mixtli, as suas aventuras como comerciante, a sua ascensão a Mixtlin (o sufixo "lin" era sinal de nobreza), a sua busca pelas raízes do povo asteca e, por fim, a trágica chegada do povo branco (espanhóis) e a queda daquela que foi uma das mais gloriosas civilizações sul americanas.
Como já tinha referido para o Vol. I, o trabalho de pesquisa do autor é notável e neste segundo volume, continua a levar-nos a percorrer as várias regiões em torno da grande Nação Méxica, acompanhando as incursões de Mixtli como Pochteca, na procura de novos produtos e novidades bem como, numa fase posterior, em busca das raízes do povo asteca, antes de se fixar naquela que terá sido uma das maiores e mais explendorosas cidades dos "índios", Tenochtitlán.
O último terço do livro ficou reservado para a chegada dos espanhóis e para uma versão do que terá sido o declínio e o quase extermínio dos Mexicatl, às mãos dos espanhóis e das suas super avançadas armas de guerra. Enquanto que os guerreiros méxica lutavam com as chamadas maquahuitl, os espanhóis dispunham de bestas, arcabuzes e canhões o que se traduzia numa imensa vantagem e num poder de destruição avassalador. E aqui refiro "versão" porque me parece que houve muito "autor" na descrição da tomada d' O Mundo Único (baptizado como Nova Espanha depois da conquista).
Engraçado foi também a perspectiva do autor sobre Malintzin ou a Malinche. Malintzin era uma escrava méxica que acabou por ser entregue/adquirida por Cortés (o grande conquistador do Novo Mundo) e que desempenhou as funções de tradutora e que ficou conhecida na história como a grande traidora das civilizações locais. Ao contrário da perspectiva de Laura Esquivel em A Malinche, Gary Jennings não se retrai nas acusações e na forma como retrata Malintzin colocando-a ao mesmo nível de Cortés na responsabilidade pelos vários massacres e quase extermínio dos indígenas.

Em resumo, trata-se de um excelente trabalho de investigação por parte do autor que nos transporta até um mundo diferente onde nos é apresentada uma civilização que conseguiu atingir patamares altíssimos quer em termos de riqueza, quer em termos de desenvolvimento e organização social e que tinha, tal como outras civilizações, os seus aspectos menos bons. Podemos eventualmente ficar estupefactos e criticar veementemente os sacrificios e execuções que eram realizadas na altura por questões religiosas mas convém não esquecer que na mesma época, aqueles que na escola aprendemos a chamar conquistadores, acabaram por exterminar outras civilizações na sua busca pelo ouro e na imposição da sua religião.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Principauté de Monaco

Ou, em bom português, o Principado do Mónaco. De volta às férias...
Tive a felicidade de passar pelo Mónaco no último Agosto, durante as férias que gozamos em Antibes e, realmente, foi mesmo uma felicidade poder visitar aquilo que considero como um "mundo à parte".
Luxo, luxo e... ainda mais luxo! É tudo aquilo que encontramos por lá. Desde o parque automóvel até aos bares/esplanadas, restaurantes, passando pelos magníficos jardins, é tudo fabuloso!

O Principado do Mónaco, que se reduz praticamente à cidade de Montecarlo, é um impressionante emaranhado de estradas e tuneis, parques de estacionamento subterrâneos e vários prédios quase colados porque não há, literalmente, uma nesga de terreno livre para se fazer o que quer que seja. É impressão minha ou aquilo está sobrelotado?!?


Já lá vão uns aninhos largos quando conheci (virtualmente) pela primeira vez o Mónaco e mais concretamente, o circuito de Fórmula 1. Dado que era um grande aficionado (ok, viciado mesmo...) do Grande Prémio do Mónaco, passei horas e horas a percorrê-lo naquilo que foi o primeiro grande jogo de fórmula 1 para PC. Falo do Formula 1 Grand Prix da Microprose. Grande jogo, velhos tempos... conhecia a pista de trás para a frente pelo que ia convencido que, assim que me encontrasse numa das ruas do circuito, iria conseguir "posicionar-me" e encontrar rumo. Mas no meio de tantos túneis, viadutos e cruzamentos, andei por lá perdido até dar com o posto de turismo e o parque subterrâneo do casino. E é que nem pensei duas vez, apesar do preço do parque.
Lá pousamos a "biatura" e fomos explorar as riquezas daquele novo mundo! Como estava no parque do casino, por baixo dos jardins do casino, a primeira maravilha com que nos deparámos foi, obviamente, o Casino. :)


E o Hotel de Paris, do outro lado.


Encontrei-me, então, num ponto conhecido do circuito, pelo que a partir dali já sabia onde estava "o resto da pista". :)
Depois de um almoço em plenos "Jardins do Casino" (claro que levava marmita, impensável ir a um restaurante!!!) e de umas voltas pela zona, terminadas pela já habitual aquisição de postais, lá pegamos no carro e fomos fazer o circuito!
Foi absolutamente fantástico. Dei duas voltas e na terceira a Carla já estava a olhar para mim ao que eu lhe respondi: que foi, o grande prémio são 78 voltas!!! ainda estou na 3ª!!!
Lá estacionamos novamente e fomos conhecer a zona das boxes, a recta da meta e a zona das piscinas.


E como "uma vez não é vez" decidimos ir a uma esplanada "nas boxes". Não é muito perceptível na fotografia anterior mas depois do insuflável e até ao final da "recta da meta", a zona das boxes estava preenchida com várias esplanadas. Por uma Coronna, um drink sem alcool e um gelado pagamos cerca de 20€!!! Assim não me sobra dinheiro para o aparcamento do iate!!!

E foi assim, um belo dia passado no Mónaco. Antes de virmos embora ainda tentei passar pela zona da Vieille Ville, local onde está situado o Palácio do Principe Alberto e o Museu Oceanográfico mas como o acesso era pedonal e os parques novamente a pagar (e bem) optamos por regressar.
É certo que ficou muito por ver mas acho que o "cheirinho" a que tivemos direito já foi muito bom. Tão cedo não voltarei lá...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O meu musicol ...

Para este fim de tarde, a escolha recai sobre uma banda que descobri no lançamento do seu segundo álbum.
Falo dos islandeses FM Belfast que editaram em Junho/2011 o álbum Don't Want to Sleep.
Apesar de ter achado o álbum pouco mais que razoável, há no entanto uma música que sobressai: New Year.
Ainda não tem teledisco oficial pelo que fica aqui esta versão...



A vantagem de ter percebido que este era o segundo álbum foi o facto de ter ido à procura do primeiro e ter descoberto uma verdadeira preciosidade que classifico como um dos melhores álbuns que ouvi nos últimos anos. Aliás, classifico-o mesmo como soberbo!!! How to Make Friends, de 2008, é muito, mas muito melhor do que este segundo saído este ano.
Tem vários temas muito bons mas há um que me marcou e que não me canso de ouvir: Underwear.
A simplicidade levada ao extremo. Uma verdadeira lição de como transformar pouco mais de meia dúzia de palavras numa música fabulosa.