Sinopse
Na turbulenta Barcelona dos anos de 1920, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe a proposta de um misterioso editor para escrever um livro como nunca existiu, em troca de uma fortuna e, talvez, de muito mais.
Com um estilo deslumbrante e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo à Barcelona de o Cemitério dos Livros Esquecidos para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos, onde o encantamento dos livros, a paixão e a amizade se conjugam num romance magistral.
Opinião
Já conhecia Zafon desde a leitura do seu magistral "A Sombra do Vento", e ansiava por relê-lo mas por vezes são tantos livros em fila de espera para ler e outros tantos em fila de espera para adquirir que alguns acabam por ficar perdidos no tempo... Até que, numa conversa ocasional com um outro leitor, ele nos empresa "O Jogo do Anjo". :)
Em tantos anos de leitura, foi apenas o segundo livro emprestado que li... (obrigado A.P.)
Tal como "A Sombra do Vento", este "O Jogo do Anjo" leva-nos a dar uma volta por Barcelona, só que, desta vez, uns anos mais cedo, na década de 1920. É a história de David Martín, um aspirante a escritor que, graças a um "padrinho" muito especial, acaba por concretizar o seu sonho e desata a escrever pequenas histórias que lhe vão consumindo tempo e, essencialmente, saúde. Até que, ao conhecer um intrigante e obscuro editor francês, surge-lhe a oportunidade de escrever "o livro" da vida dele por uma quantia astronómica, 100 mil francos.
A escrita, mais uma vez, volta a ser brilhante. Sem ser demasiado complexa, nem demasiado básica, é absolutamente deliciosa. O humor, as ironias e o sarcasmo com que o autor nos apresenta Martín são únicos.
Não sendo um daqueles romances "eléctricos", ao estilo Dan Brown, ou um thriller devorador de páginas, não deixa de ser fantástico a capacidade do autor de nos manter agarrados ao livro, ansiando pelos próximos acontecimentos.
E há passagens que são verdadeiramente deliciosas, como estas que reti:
"...estavam os meus companheiros de alojamento amontoados de encontro à janela a ver se captavam uma visão fugaz das monumentais nádegas de Marujita num daqueles vaivéns que as espalhavam como massa de folar de Páscoa de encontro ao vidro da sua clarabóia, quando soou a campaínha da pensão."
Desmanchei-me a rir quando li isto...
É sem dúvida, um autor de leituras obrigatórias. Um dos meus preferidos.
sexta-feira, 30 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
The Boss is back...
... with his Wrecking Ball.
17º (!!!) álbum de estúdio para Bruce Springsteen, uma verdadeira lenda viva do panorama musical americano.
We Take Car of Our Own é o primeiro avanço. O conceito de american pride, característico de Springsteen continua lá, um pouco ao jeito do velhinho Born in USA.
17º (!!!) álbum de estúdio para Bruce Springsteen, uma verdadeira lenda viva do panorama musical americano.
We Take Car of Our Own é o primeiro avanço. O conceito de american pride, característico de Springsteen continua lá, um pouco ao jeito do velhinho Born in USA.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Ser pai é...
Ouvir da filha mais nova:
- Pai, compramos uma surpresa para ti mas não é para dizer, não é mãe?
Ouvir da filha mais velha:
- Pai, o que vais querer para o pequeno-almoço. Amanhã (hoje) sou eu que te preparo!
- Pai, compramos uma surpresa para ti mas não é para dizer, não é mãe?
Ouvir da filha mais velha:
- Pai, o que vais querer para o pequeno-almoço. Amanhã (hoje) sou eu que te preparo!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Alto Minho
Aproveitando este atípico "Inverão" que, desconfio, muita azia nos vai trazer daqui a alguns meses, aproveitei um dos (muitos) fins de semana solarengos para arejar.
Destino: Monção
Monção é uma pequena vila minhota, na margem do rio Minho, fazendo fronteira com a terra de nuestros hermanos (do lado de lá do rio, entenda-se). Situada entre Valença e Melgaço, a cerca de 1h30 de viagem calma desde o Porto, é um óptimo destino para uma pequena saída. E então se houver pequenada, tanto melhor como se perceberá a seguir.
Uma curiosidade relativa a Monção é o nome da sua praça central e a lenda da respectiva personagem. Trata-se da Praça Deu-la-Deu Martins e, segunda reza a lenda, durante as guerras fernandinas no séc. XIV, quando a vila se encontrava cercada pelos castelhanos, a fome reinava no interior da fortaleza e os habitantes começavam a pensar em rendição, Deu-la-Deu Martins, esposa do alcaide local, mandou recolher o pouco trigo que existia para cozer alguns pães e, do alto das muralhas da fortaleza, lançou-os aos castelhanos. Esta acto teve um efeito moral devastador sobre os galegos que assim acreditaram que a fartura ainda reinava no interior das muralhas. Levantaram o cerco e "puseram-se ao fresco"! :)
No centro histórico, encontramos várias casas antigas, com a típica construção de pedra, como a Casa do Curro, do séc. XVII, local que alberga actualmente um espaço de exposições, um auditório e a delegação do turismo.
Para quem tem pequenada, um passeio pelo centro histórico pode se tornar num tormento mas para isso, nada melhor do que esgotar as pestinhas no excelente parque de lazer à beira-rio.
E é por isto que aconselho um passeio a Monção, especialmente para quem tiver pequenada. É que neste espaço à beira-rio, "colado" às muralhas da fortaleza não faltam equipamentos para a pequenada brincar, bem como locais de sombra e estrados para passeio mesmo junto ao rio, espaço para merendas e, qual cereja no topo do bolo, a piscina municipal. :)
Obviamente que nesta altura não deu para lá ir mas em pleno Verão, deve ser uma maravilha. Programa simples, barato e retemperador de forças. :)
Passar a manhã na piscina, piquenique no parque de merendas, soltar a pequenada no "parque de recreio" e terminar com uma volta, à beira-rio, no passeio dos arcos...
Fica marcado na agenda. :)
P.S. 1 - não é o meu caso porque eu não gosto nem bebo mas, para que conste, Monção é considerado o berço do Alvarinho, categoria de vinho muito apreciada por terras lusas...
P.S. 2 - ah, já me esquecia, também é terra de lampreia!!! prato típico local :)
Destino: Monção
Monção é uma pequena vila minhota, na margem do rio Minho, fazendo fronteira com a terra de nuestros hermanos (do lado de lá do rio, entenda-se). Situada entre Valença e Melgaço, a cerca de 1h30 de viagem calma desde o Porto, é um óptimo destino para uma pequena saída. E então se houver pequenada, tanto melhor como se perceberá a seguir.
Uma curiosidade relativa a Monção é o nome da sua praça central e a lenda da respectiva personagem. Trata-se da Praça Deu-la-Deu Martins e, segunda reza a lenda, durante as guerras fernandinas no séc. XIV, quando a vila se encontrava cercada pelos castelhanos, a fome reinava no interior da fortaleza e os habitantes começavam a pensar em rendição, Deu-la-Deu Martins, esposa do alcaide local, mandou recolher o pouco trigo que existia para cozer alguns pães e, do alto das muralhas da fortaleza, lançou-os aos castelhanos. Esta acto teve um efeito moral devastador sobre os galegos que assim acreditaram que a fartura ainda reinava no interior das muralhas. Levantaram o cerco e "puseram-se ao fresco"! :)
No centro histórico, encontramos várias casas antigas, com a típica construção de pedra, como a Casa do Curro, do séc. XVII, local que alberga actualmente um espaço de exposições, um auditório e a delegação do turismo.
Para quem tem pequenada, um passeio pelo centro histórico pode se tornar num tormento mas para isso, nada melhor do que esgotar as pestinhas no excelente parque de lazer à beira-rio.
E é por isto que aconselho um passeio a Monção, especialmente para quem tiver pequenada. É que neste espaço à beira-rio, "colado" às muralhas da fortaleza não faltam equipamentos para a pequenada brincar, bem como locais de sombra e estrados para passeio mesmo junto ao rio, espaço para merendas e, qual cereja no topo do bolo, a piscina municipal. :)
Obviamente que nesta altura não deu para lá ir mas em pleno Verão, deve ser uma maravilha. Programa simples, barato e retemperador de forças. :)
Passar a manhã na piscina, piquenique no parque de merendas, soltar a pequenada no "parque de recreio" e terminar com uma volta, à beira-rio, no passeio dos arcos...
Fica marcado na agenda. :)
P.S. 1 - não é o meu caso porque eu não gosto nem bebo mas, para que conste, Monção é considerado o berço do Alvarinho, categoria de vinho muito apreciada por terras lusas...
P.S. 2 - ah, já me esquecia, também é terra de lampreia!!! prato típico local :)
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
The Winter is Coming
Já falta pouco mais de um mês para o início da 2ª temporada de Game of Thrones.
The countdown has just begun...
The countdown has just begun...
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Quimera
Sinopse
Autor da celebrada trilogia Alexandre, o Grande, Valerio Massimo Manfredi assina também este thriller histórico-arqueológico, Quimera, que traz até nós uma vingança sanguinária e antiquíssima que irrompe agora dos abismos do tempo para se manifestar em toda a sua ferocidade. Fabrício Castellani, um jovem arqueólogo, encontra-se em Volterra para tentar desvendar o enigma que envolve uma belíssima estátua de bronze etrusca. Subitamente, o silêncio da noite toscana é rasgado pelo uivo sobrenatural de uma fera monstruosa que marcará o início de uma sucessão de homicídios hediondos que irá mergulhar a cidade num clima de terror. Manfredi deixa-nos rendidos à mestria com que reconstitui a atmosfera de uma civilização antiga, a poderosíssima carga de drama humano cristalizada na noite profunda e mágica do tempo.
Opinião
Talvez por obra do destino ou por pura sorte, adquiri este livro nos "saldos de Janeiro" da Editorial Presença e, em boa hora o fiz. Apesar de se tratar de um livro light, acabou por se tornar uma leitura bastante agradável.
Primeiro, porque sou um fã da história e, em especial da arqueologia, pelo que a sinopse deste Quimera logo despertou bastante curiosidade em mim.
Tudo se passa na vila (?) de Volterra quando numas escavações ilegais, três pilhadores de túmulos e artefactos descobrem um túmulo de um phersu, de origem etrusca. Segundo a lenda, um phersu era alguém que, depois de culpado de um crime de extrema gravidade era colocado numa arena, com um saco na cabeça, amarrado a uma fera, da qual tinha de se defender apenas com as mãos. Muitas vezes, ainda vivos, estes phersus eram sepultados juntamente com a fera, também viva. Ora, com a descoberta deste túmulo phersu, é também "activada" uma maldição antiga que dará início a um ciclo de terror em Volterra com mortes macabras.
Posto isto, creio que o livro consegue reunir um conjunto de condições básicas necessárias para tornar a sua leitura, no minímo, agradável. E, de facto, assim é. Apesar de não ser uma obra prima da literatura, nem ser um daqueles page-turners que nos faz devorar as páginas todas de uma vez, consegue manter o leitor suficientemente cativado para o deixar agarrado. O ritmo da história é bom e os momentos de suspense/terror conseguem-nos endireitar as costas e, muitas das vezes, dei por mim a olhar para os parágrafos mais abaixo para ver o que ia acontecer. :)
Perde, sem dúvida, no detalhe e caracterização das personagens, acabando mesmo por ser um pouco pobre neste aspecto. Personagens demasiado superficiais, falta de diálogos e falta de sentimentos/emoções para conseguirmos entender melhor as personagens.
Resumindo, é um livro curto e leve mas que consegue despertar o interesse e manter o leitor agarrado durante toda a história. Acho que foi o livro ideal para uma pausa nas leituras essencialmente de fantasia que vinha fazendo há uns meses.
Autor da celebrada trilogia Alexandre, o Grande, Valerio Massimo Manfredi assina também este thriller histórico-arqueológico, Quimera, que traz até nós uma vingança sanguinária e antiquíssima que irrompe agora dos abismos do tempo para se manifestar em toda a sua ferocidade. Fabrício Castellani, um jovem arqueólogo, encontra-se em Volterra para tentar desvendar o enigma que envolve uma belíssima estátua de bronze etrusca. Subitamente, o silêncio da noite toscana é rasgado pelo uivo sobrenatural de uma fera monstruosa que marcará o início de uma sucessão de homicídios hediondos que irá mergulhar a cidade num clima de terror. Manfredi deixa-nos rendidos à mestria com que reconstitui a atmosfera de uma civilização antiga, a poderosíssima carga de drama humano cristalizada na noite profunda e mágica do tempo.
Opinião
Talvez por obra do destino ou por pura sorte, adquiri este livro nos "saldos de Janeiro" da Editorial Presença e, em boa hora o fiz. Apesar de se tratar de um livro light, acabou por se tornar uma leitura bastante agradável.
Primeiro, porque sou um fã da história e, em especial da arqueologia, pelo que a sinopse deste Quimera logo despertou bastante curiosidade em mim.
Tudo se passa na vila (?) de Volterra quando numas escavações ilegais, três pilhadores de túmulos e artefactos descobrem um túmulo de um phersu, de origem etrusca. Segundo a lenda, um phersu era alguém que, depois de culpado de um crime de extrema gravidade era colocado numa arena, com um saco na cabeça, amarrado a uma fera, da qual tinha de se defender apenas com as mãos. Muitas vezes, ainda vivos, estes phersus eram sepultados juntamente com a fera, também viva. Ora, com a descoberta deste túmulo phersu, é também "activada" uma maldição antiga que dará início a um ciclo de terror em Volterra com mortes macabras.
Posto isto, creio que o livro consegue reunir um conjunto de condições básicas necessárias para tornar a sua leitura, no minímo, agradável. E, de facto, assim é. Apesar de não ser uma obra prima da literatura, nem ser um daqueles page-turners que nos faz devorar as páginas todas de uma vez, consegue manter o leitor suficientemente cativado para o deixar agarrado. O ritmo da história é bom e os momentos de suspense/terror conseguem-nos endireitar as costas e, muitas das vezes, dei por mim a olhar para os parágrafos mais abaixo para ver o que ia acontecer. :)
Perde, sem dúvida, no detalhe e caracterização das personagens, acabando mesmo por ser um pouco pobre neste aspecto. Personagens demasiado superficiais, falta de diálogos e falta de sentimentos/emoções para conseguirmos entender melhor as personagens.
Resumindo, é um livro curto e leve mas que consegue despertar o interesse e manter o leitor agarrado durante toda a história. Acho que foi o livro ideal para uma pausa nas leituras essencialmente de fantasia que vinha fazendo há uns meses.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Dicionário de Língua Portuguesa
Não sei se teve influência a entrada em vigor do novo Acordo Ortográfica mas aos 4 anos de idade, a L. deveria ter sido ouvida para as actualizações nos dicionários de língua portuguesa.Ora então vamos lá a umas definições que ainda não constam no diccionário:
Aquecionados
Dispositivos fixados nas paredes das casas, usados nos sistemas de aquecimento central. Não confundir com aquecedor ou ar condicionado.
Bufiar
Acto de fazer sair o ar dos pulmões enquanto se fecha os lábios, abrindo apenas uma pequena frincha nos mesmos. Qualquer semelhança com o acto de assobiar é pura coincídência...
Fango
Anteriormente designado por "pango" sofreu uma pequena evolução com o decorrer do tempo. Tendo em conta que se trata do galináceo vulgarmente designado por Frango, provavelmente a teoria evolucionista de Darwin acabará por levá-lo para a sua designação comum...
Pussôra
Mulher que ensina e instrui crianças no Jardim de Infância. Não confundir com Professora, aquela que ensina em escola, apenas a partir do 1º ciclo do ensino básico.
Rritar
Falar ou cantar muito alto. Por exemplo, a frase A Rita está sempre a Rritar indica-nos que a referida Rita tem problemas de cordas vocais ou auditivos...
Posto isto, sorte teve a mais velha por o pai não se ter lembrado, na altura, de registar este tipo de vocábulos. :)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Naco na Pedra
O melhor seria mesmo dizer Que rico Naco na Pedra!!!
Trata-se de um restaurante, em Braga, onde é possível aliar 3 factores que, na grande maioria dos restaurante, se encontram dissociados: qualidade, quantidade, apelo visual.
Aqui, é possível comer com qualidade (só de pensar no naco já me estou a salivar...), em quantidade mais do que suficiente para se sair de lá de "pança cheia" e, qual cereja no topo do bolo (ou do prato), com um apelo visual que nos põe a comer com os olhos os pratos das mesas vizinhas até sermos servidos. :)
Foi, sem dúvida, o restaurante onde melhor comi com os olhos. :)
Ora vejam lá se não é de salivar:
A isto chama-se Tornedó à Naco.
Para que conste, além do belo naco ali a brilhar, tem batatas a murro, um pedaço de pão torrado (bem regadinho com azeite), uma fatia de presunto (provavelmente a esconder as partes baixas do naco...), legumes salteados com bastante alho para segurar o naco e uma bela flor de tomate (a sério que era tomate, embora eu não saiba com que artes é que eles o conseguem transformar assim...).
Eu e a Carla deliciámo-nos com este verdadeiro "tornado" mas, para as miúdas, optei por pedir um bitoque, que é sempre mais soft e a probabilidade de elas torcerem o nariz é sempre mais baixa.
Mas até o raio do bitoque vinha com uns preciosismos que elas ficaram, por momentos, apenas a fitá-lo! :)
Posto isto, claro que não podíamos faltar à chamada das sobremesas. Quanto mais não fosse pela curiosidade em ver a forma como eles as apresentariam. E, mais uma vez, a veia artística a vir ao de cima:
Já não me recordo do nome das sobremesas, mas este é daqueles casos em que uma imagem valem bem mais do que mil palavras!
No final, dirão alguns que não é para o bolso de todos. Não é bem verdade. Apesar de não ser um restaurante barato, não foi, nem de longe nem de perto, dos mais caros onde já fui. Diria que o preço médio por pessoa ronda os 15 a 20 €. E se forem durante a semana, ao almoço, poderão optar pela "diária" que, em finais de 2011 (quando lá fui) era de 7€.
Não é para lá ir todos os dias, mas de vez em quando sabe bem comer com prazer e poder saborear estas maravilhas da arte culinária.
Para mais informações ou reservas, consultem o site: Naco na Pedra
Trata-se de um restaurante, em Braga, onde é possível aliar 3 factores que, na grande maioria dos restaurante, se encontram dissociados: qualidade, quantidade, apelo visual.
Aqui, é possível comer com qualidade (só de pensar no naco já me estou a salivar...), em quantidade mais do que suficiente para se sair de lá de "pança cheia" e, qual cereja no topo do bolo (ou do prato), com um apelo visual que nos põe a comer com os olhos os pratos das mesas vizinhas até sermos servidos. :)
Foi, sem dúvida, o restaurante onde melhor comi com os olhos. :)
Ora vejam lá se não é de salivar:
A isto chama-se Tornedó à Naco.
Para que conste, além do belo naco ali a brilhar, tem batatas a murro, um pedaço de pão torrado (bem regadinho com azeite), uma fatia de presunto (provavelmente a esconder as partes baixas do naco...), legumes salteados com bastante alho para segurar o naco e uma bela flor de tomate (a sério que era tomate, embora eu não saiba com que artes é que eles o conseguem transformar assim...).
Eu e a Carla deliciámo-nos com este verdadeiro "tornado" mas, para as miúdas, optei por pedir um bitoque, que é sempre mais soft e a probabilidade de elas torcerem o nariz é sempre mais baixa.
Mas até o raio do bitoque vinha com uns preciosismos que elas ficaram, por momentos, apenas a fitá-lo! :)
Posto isto, claro que não podíamos faltar à chamada das sobremesas. Quanto mais não fosse pela curiosidade em ver a forma como eles as apresentariam. E, mais uma vez, a veia artística a vir ao de cima:
Já não me recordo do nome das sobremesas, mas este é daqueles casos em que uma imagem valem bem mais do que mil palavras!
No final, dirão alguns que não é para o bolso de todos. Não é bem verdade. Apesar de não ser um restaurante barato, não foi, nem de longe nem de perto, dos mais caros onde já fui. Diria que o preço médio por pessoa ronda os 15 a 20 €. E se forem durante a semana, ao almoço, poderão optar pela "diária" que, em finais de 2011 (quando lá fui) era de 7€.
Não é para lá ir todos os dias, mas de vez em quando sabe bem comer com prazer e poder saborear estas maravilhas da arte culinária.
Para mais informações ou reservas, consultem o site: Naco na Pedra
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Aprendiz de Assassino
Sinopse
O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino. Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino. Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica.
Opinião
Aprendiz de Assassino foi a minha estreia com Robin Hobb. Sendo a fantasia o meu género favorito de leitura, Robin Hobb era daquelas autoras que, mais cedo ou mais tarde, haveria de chegar ao meu "regaço".
E as opiniões que já tinha lido sobre a Saga do Assassino já mais do que justificavam que eu a começasse a ler.
E, de facto, as expectativas que tinha foram confirmadas. Este primeiro livro serve como introdução ao mundo dos Seis Ducados, uma espécie de Middle Earth ou a Westeros de Martin, e à apresentação da Fitz, a estrela da Saga (pelo menos é o que tudo indica...). Fitz é filho bastardo do Príncipe Cavalaria, primeiro na linha de herdeiros na corte do Rei Sagaz. Como tal, acaba por ser marginalizado por toda a corte, acabando por ser criado por Castro, o mestre dos cavalos de Cavalaria. Tendo em conta a sua linhagem, e o facto de ter sangue real, o Rei acaba por iniciá-lo nas artes do assassino, colocando Breu como seu mestre e mentor na referida arte.
Como referi, este primeiro livro serve essencialmente para nos introduzir o mundo dos Seis Ducados. Apresenta-nos a Corte, a ameaça dos Navios Vermelhos que sequestram as pessoas das vilas costeiras e as devolvem vazias de qualquer sentimento e emoção (acto que nos é traduzido por Forjamento), e as intrigas e jogos de poder, nomeadamente a aliança com o povo do Reino das Montanhas, na qual Fitz terá um papel preponderante.
Gostei da escrita, simples mas cativante, sem grandes floreados que nos façam perder o rumo da história. O desenrolar da acção também está muito bem equilibrado, com fases de introdução e apresentação de novas personagens e outras em que quase nos sentimos a correr e vaguear de um lado para o outro com Fitz. Contudo, e como não somos todos perfeitos (incluindo eu :) ), não achei muita piada ao nome das personagens. Não sei se terá sido opção da tradução ou da própria autora mas a utilização de nomes como Sagaz, Cavalaria, Veracidade, D. Despachada, Tempero, Mãos (!?!?) não são, na minha opinião, as melhores escolhas para nomear personagens... Bem, pelo menos há um "Castro" lá pelo meio, e esse é um nome bem portuguesinho... :)
No geral, apreciei bastante o livro e irei, ainda este ano, avançar na saga. Sem qualquer dúvida! Venham de lá os restantes 4!
O jovem Fitz é filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e cresce na corte do Rei Sagaz. Marginalizado por todos, o rapaz refugia-se nos estábulos reais, mas cedo o seu sangue revela o Talento mágico e, por ordens do rei, é secretamente iniciado nas temidas artes do assassino. Quando salteadores bárbaros atacam as costas, Fitz enfrenta a sua primeira e perigosa missão que o lançará num ninho de intrigas. E embora alguns o encarem como uma ameaça ao trono, talvez ele seja a chave para a sobrevivência do reino. Com uma narrativa povoada de encantamentos, heroísmo e desonra, paixão e aventura, o Aprendiz de Assassino inicia um das séries mais bem-amadas da fantasia épica.
Opinião
Aprendiz de Assassino foi a minha estreia com Robin Hobb. Sendo a fantasia o meu género favorito de leitura, Robin Hobb era daquelas autoras que, mais cedo ou mais tarde, haveria de chegar ao meu "regaço".
E as opiniões que já tinha lido sobre a Saga do Assassino já mais do que justificavam que eu a começasse a ler.
E, de facto, as expectativas que tinha foram confirmadas. Este primeiro livro serve como introdução ao mundo dos Seis Ducados, uma espécie de Middle Earth ou a Westeros de Martin, e à apresentação da Fitz, a estrela da Saga (pelo menos é o que tudo indica...). Fitz é filho bastardo do Príncipe Cavalaria, primeiro na linha de herdeiros na corte do Rei Sagaz. Como tal, acaba por ser marginalizado por toda a corte, acabando por ser criado por Castro, o mestre dos cavalos de Cavalaria. Tendo em conta a sua linhagem, e o facto de ter sangue real, o Rei acaba por iniciá-lo nas artes do assassino, colocando Breu como seu mestre e mentor na referida arte.
Como referi, este primeiro livro serve essencialmente para nos introduzir o mundo dos Seis Ducados. Apresenta-nos a Corte, a ameaça dos Navios Vermelhos que sequestram as pessoas das vilas costeiras e as devolvem vazias de qualquer sentimento e emoção (acto que nos é traduzido por Forjamento), e as intrigas e jogos de poder, nomeadamente a aliança com o povo do Reino das Montanhas, na qual Fitz terá um papel preponderante.
Gostei da escrita, simples mas cativante, sem grandes floreados que nos façam perder o rumo da história. O desenrolar da acção também está muito bem equilibrado, com fases de introdução e apresentação de novas personagens e outras em que quase nos sentimos a correr e vaguear de um lado para o outro com Fitz. Contudo, e como não somos todos perfeitos (incluindo eu :) ), não achei muita piada ao nome das personagens. Não sei se terá sido opção da tradução ou da própria autora mas a utilização de nomes como Sagaz, Cavalaria, Veracidade, D. Despachada, Tempero, Mãos (!?!?) não são, na minha opinião, as melhores escolhas para nomear personagens... Bem, pelo menos há um "Castro" lá pelo meio, e esse é um nome bem portuguesinho... :)
No geral, apreciei bastante o livro e irei, ainda este ano, avançar na saga. Sem qualquer dúvida! Venham de lá os restantes 4!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
The Black Keys
Awsome! Awsome! Awsome!
A música é estrondosa mas o vídeo... é demais!!! Simplicity? Why not?!?
Rock Power!!!
A música é estrondosa mas o vídeo... é demais!!! Simplicity? Why not?!?
Rock Power!!!
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