Este vídeo chegou-me hoje por mail...
Espectacular! Relembra-me que tenho que voltar a tocar a guitarra... além disso, o meu coro até poderia ser em stéreo! :)
E, já agora, o original.
Para quem não conhece, a banda chama-se "Edward Sharp and The Magnetic Zeros" e o single "Home" foi extraído do primeiro álbum "Up From Below", de 2009. O álbum é absolutamente fabuloso, 5 estrelas!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O meu musicol...
Babel é o nome do 2º álbum dos Mumford & Sons. Apesar de não ter tido o mesmo impacto do 1º, a sonoridade e o banjo mantém-se.
E tem como "bónus" uma cover de "The Boxer" de Simon & Garfunkel, aqui numa versão ao vivo.
E tem como "bónus" uma cover de "The Boxer" de Simon & Garfunkel, aqui numa versão ao vivo.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Final de época...
... agrícola!
Com a chegada do Outono, é hora de novas culturas. Essencialmente, couve!
Mas, terminada a época Primavera/Verão de 2012, o balanço que tenho a fazer é positivo. Este ano deu-me para a agricultura. Não é que tenha um terreno nas traseiras, mas não imaginam o que com meia dúzia de floreiras e algumas garrafas e garrafões (reciclados) se consegue produzir.
O destaque da produção vai obviamente para os tomates (cherry e coração) e alfaces.
E é muito engraçado e entusiasmante acompanhar a evolução e o crescimento daquilo que semeamos.
Mas além desses, ainda tive espinafres, courgettes, couve galega, malaguetas e morangos.
Apesar de não ter tido grandes quantidades (o espaço também é pequeno), ainda deu para algumas refeições e afins. Houve uma altura em Junho/Julho que comia alface fresquinha quase todos os dias. Os tomates cherry também ainda deu bastantes mas poderia ter dado mais se eu não "forçasse" tantos pés na mesma floreira. O tomate coração deu pouco... é algo que precisa de espaço (e terra) para poder "puxar", coisa que eu não disponho.
A courgette foi o que me deu mais luta! Constantemente atacada por pragas (fungos, mosca branca, etc) não chegou a vingar. De 7 pés que plantei, devo ter recolhido apenas meia dúzia de courgettes, se tanto. Para o ano volto à carga com outras técnicas.
Os morangos são um espectáculo, principalmente para quem tem pikenas. Algo que qualquer um consegue ter em casa, numa varanda ou marquise, e que é o deleite da pequenada. Estavam constantemente à espreita a ver quando podiam ir lá buscar um moranguito. :)
Os espinafres demoraram alguns meses mas por fim lá acabaram por rebentar. Por esta altura estão com um aspecto muito fraquinho... não sei se é do fim da estação ou se estou a sofrer o mesmo problema dos tomates, demasiados (5) pés por floreira.
Com a couve galega, estreei-me na reciclagem. Aproveitei dois garrafões de água e vai dái, pimba, 2 pés de couve em cada um deles. E já tirei de lá bastantes folhas para sopa e caldo verde!
Houve ainda outras experiências que não correram muito bem, como o feijão (completamente desfeito por uma praga/doença) ou o maracujá (dos 2 pés que tinha, um morreu) que apesar da flor que começou a dar, não chegou a dar o fruto.
No geral, foi uam experiência muito agradável. Um hobby excelente. Dá algum trabalho, não o vou negar, mas que acaba por ser recompensado na altura de colhermos e comermos aquilo que é nosso e que sabemos, com 100% de certeza, que tipo de produtos é que não tem!
É a chamada agricultura biológica...
E como gostei, vou repetir já este Inverno. Já semeei e já transplantei algumas das culturas de Inverno. A seguir nos próximos capítulos. :)
Com a chegada do Outono, é hora de novas culturas. Essencialmente, couve!
Mas, terminada a época Primavera/Verão de 2012, o balanço que tenho a fazer é positivo. Este ano deu-me para a agricultura. Não é que tenha um terreno nas traseiras, mas não imaginam o que com meia dúzia de floreiras e algumas garrafas e garrafões (reciclados) se consegue produzir.
O destaque da produção vai obviamente para os tomates (cherry e coração) e alfaces.
E é muito engraçado e entusiasmante acompanhar a evolução e o crescimento daquilo que semeamos.
Mas além desses, ainda tive espinafres, courgettes, couve galega, malaguetas e morangos.
Apesar de não ter tido grandes quantidades (o espaço também é pequeno), ainda deu para algumas refeições e afins. Houve uma altura em Junho/Julho que comia alface fresquinha quase todos os dias. Os tomates cherry também ainda deu bastantes mas poderia ter dado mais se eu não "forçasse" tantos pés na mesma floreira. O tomate coração deu pouco... é algo que precisa de espaço (e terra) para poder "puxar", coisa que eu não disponho.
A courgette foi o que me deu mais luta! Constantemente atacada por pragas (fungos, mosca branca, etc) não chegou a vingar. De 7 pés que plantei, devo ter recolhido apenas meia dúzia de courgettes, se tanto. Para o ano volto à carga com outras técnicas.
Os morangos são um espectáculo, principalmente para quem tem pikenas. Algo que qualquer um consegue ter em casa, numa varanda ou marquise, e que é o deleite da pequenada. Estavam constantemente à espreita a ver quando podiam ir lá buscar um moranguito. :)
Os espinafres demoraram alguns meses mas por fim lá acabaram por rebentar. Por esta altura estão com um aspecto muito fraquinho... não sei se é do fim da estação ou se estou a sofrer o mesmo problema dos tomates, demasiados (5) pés por floreira.
Com a couve galega, estreei-me na reciclagem. Aproveitei dois garrafões de água e vai dái, pimba, 2 pés de couve em cada um deles. E já tirei de lá bastantes folhas para sopa e caldo verde!
Houve ainda outras experiências que não correram muito bem, como o feijão (completamente desfeito por uma praga/doença) ou o maracujá (dos 2 pés que tinha, um morreu) que apesar da flor que começou a dar, não chegou a dar o fruto.
No geral, foi uam experiência muito agradável. Um hobby excelente. Dá algum trabalho, não o vou negar, mas que acaba por ser recompensado na altura de colhermos e comermos aquilo que é nosso e que sabemos, com 100% de certeza, que tipo de produtos é que não tem!
É a chamada agricultura biológica...
E como gostei, vou repetir já este Inverno. Já semeei e já transplantei algumas das culturas de Inverno. A seguir nos próximos capítulos. :)
terça-feira, 2 de outubro de 2012
O meu musicol...
O movimento hippie ainda mexe!
Estes tipos devem ter chegado aos nosso dias directamente do passado, nalguma cápsula temporal enviada na década de 70. Mesmo assim, muito boa onda...
Estes tipos devem ter chegado aos nosso dias directamente do passado, nalguma cápsula temporal enviada na década de 70. Mesmo assim, muito boa onda...
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
As Velas Ardem Até ao Fim
Sinopse
Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...
Opinião
Deste autor, Sándor Márai, já tinha lido há cerca de 2 anos "A Herança de Eszter" e, apesar de não ter sido uma leitura deslumbrante, acabei por ficar com o nome gravado e com vontade de voltar a explorar a sua obra. E foi o que fiz com este As Velas Ardem Até ao Fim. Mais uma vez, creio que fiquei com a mesma sensação pós-leitura. Não é mau, mas é precisto ter um determinado estado de espírito para o conseguir ler e apreciá-lo. Tal como o anterior, tudo começa com a chegada de uma carta que vai despoletar velhas recordações e sentimentos adormecidos em relação a uma velha amizade.
Tudo se passa num pequeno castelo, na Hungria, num ambiente oitocentista. Um velho general é visitado por um velho amigo, Konrad, com o qual estudou e partilhou toda uma infância e adolescência e o princípio da vida adulta. A chegada de Konrad vai fazê-los revivar um estranho acontecimento que marcou a vida de ambos e que os forçou a viver 41 anos separados.
Apesar de uma escrita relativamente simples, é um livro que se pode tornar um pouco difícil de ler devido, sobretudo, à falta de acção. À excepção da primeira parte do livro em que nos é apresentada a relação entre os dois intervenientes e o modo como foi construída e cimentada a sua amizade, o resto resume-se a (quase) um monólogo por parte do general com uma série de reflexões sobre o valor da amizade e as contingências e abalos da vida e suas consequências na amizade.
É, acima de tudo, uma reflexão sobre a amizade. O que é, como se constrói, como a devemos encarar mediante alguns acontecimentos que esbarram na vida dos intervenientes... Uma leitura engraçada mas que, confesso, não apareceu na melhor altura. Talvez seja um daqueles livros a reler um dia mais tarde...
Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...
Opinião
Deste autor, Sándor Márai, já tinha lido há cerca de 2 anos "A Herança de Eszter" e, apesar de não ter sido uma leitura deslumbrante, acabei por ficar com o nome gravado e com vontade de voltar a explorar a sua obra. E foi o que fiz com este As Velas Ardem Até ao Fim. Mais uma vez, creio que fiquei com a mesma sensação pós-leitura. Não é mau, mas é precisto ter um determinado estado de espírito para o conseguir ler e apreciá-lo. Tal como o anterior, tudo começa com a chegada de uma carta que vai despoletar velhas recordações e sentimentos adormecidos em relação a uma velha amizade.
Tudo se passa num pequeno castelo, na Hungria, num ambiente oitocentista. Um velho general é visitado por um velho amigo, Konrad, com o qual estudou e partilhou toda uma infância e adolescência e o princípio da vida adulta. A chegada de Konrad vai fazê-los revivar um estranho acontecimento que marcou a vida de ambos e que os forçou a viver 41 anos separados.
Apesar de uma escrita relativamente simples, é um livro que se pode tornar um pouco difícil de ler devido, sobretudo, à falta de acção. À excepção da primeira parte do livro em que nos é apresentada a relação entre os dois intervenientes e o modo como foi construída e cimentada a sua amizade, o resto resume-se a (quase) um monólogo por parte do general com uma série de reflexões sobre o valor da amizade e as contingências e abalos da vida e suas consequências na amizade.
É, acima de tudo, uma reflexão sobre a amizade. O que é, como se constrói, como a devemos encarar mediante alguns acontecimentos que esbarram na vida dos intervenientes... Uma leitura engraçada mas que, confesso, não apareceu na melhor altura. Talvez seja um daqueles livros a reler um dia mais tarde...
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Trailer #2
A 3 meses da chegada às salas de cinema, eis que surge novo trailer para o muito, muito, muito... aguardado "The Hobbit" de Peter Jackson. E desta vez, até podemos personalizar o final do trailer com as nossas personagens favoritas.
Já falta pouco... :)
Já falta pouco... :)
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
O meu musicol...
Esta música já tem mais anos que eu! :)
É de 1975!!
Mas esta versão está absolutamente fenomenal! Faz parte de um álbum tributo aos Fleetwood Mac com a participação de várias bandas interessantes, lançado neste último Agosto. Ainda está fresquinho...
É de 1975!!
Mas esta versão está absolutamente fenomenal! Faz parte de um álbum tributo aos Fleetwood Mac com a participação de várias bandas interessantes, lançado neste último Agosto. Ainda está fresquinho...
Best Coast - Rhiannon
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
A Águia do Império
Sinopse
Afastado de Roma devido a uma conspiração que envolve o próprio Imperador, o jovem Quintus Cato, amante das letras e da vida no palácio, chega à Germânia para se inscrever como recruta na Segunda Legião, a mais temida e afamada dos exércitos de Roma. E se a adaptação aos rigores da vida militar já se revela terrivelmente difícil, o jovem ainda tem de enfrentar o desprezo dos camaradas quando descobrem que, graças aos contactos que tem em Roma, Cato vai receber um posto superior ao deles: o de lugar-tenente de Macro, o mais experiente e destemido de todos os centuriões. Para recuperar o respeito dos camaradas, Cato vai ter de provar a sua coragem contra as sanguinárias tribos germânicas. E se sobreviver, o pior ainda está para vir: a Segunda Legião vai ser enviada para uma terra de barbaridade sem paralelo, a nebulosa e distante Britânia. E ele e Macro, escolhidos para uma missão secreta repleta de intrigas, que ameaçam não só as suas vidas, mas também o futuro do Império.
Opinião
Sou, desde os meus 13 anos (mais ano menos ano), altura em que estudei na escola a civilização romana, um apaixonado por Roma. Sempre me fascinou o império romano e o modo como foram capazes de conquistar e dominar grande parte da Europa, o Norte de África e a bacia mediterrânica da Ásia. Com uma máquina de guerra poderosíssima, uma organização excepcional e uma capacidade, quer ao nível da arquitectura quer ao nível da engenharia, extraordinária e muitos anos à frente de qualquer outra civilização da altura, impuseram o seu poderio a um vasto conjunto de povos que se subjugaram, durante centenas de anos, aos descendentes de Rómulo e Remo.
Há muito que já tinha esta Saga da Águia debaixo de olho e aguardava, pacientemente, a melhor altura para iniciar a sua leitura. Aconteceu este ano. E em boa hora!
Este primeiro volume, essencialmente de apresentação às duas personagens principais da Saga, o experiente centurião Macro e o seu optio Cato, começa por nos apresentar o dia a dia de uma das mais temerosas legiões romanas, a afamada 2ª Legião para a qual Cato é enviado. Ao mesmo tempo que o autor nos vai introduzindo na máquina de guerra romana, nas suas técnicas de treino e de combate, vamos assistindo ao desenrolar de uma conspiração que afectará as suas vidas, a própria legião e, inclusivamente, o futuro do império romano.
Percebe-se, neste primeiro volume, toda a sua paixão e conhecimento profundo sobre a civilização romana de Simon Scarrow, com relatos e descrições bastante pormenorizadas sobre o modo de vida da máquina de guerra romana.
O segundo volume já está em queue e, muito provavelmente, será lido ainda este ano.
Excelente leitura!
Afastado de Roma devido a uma conspiração que envolve o próprio Imperador, o jovem Quintus Cato, amante das letras e da vida no palácio, chega à Germânia para se inscrever como recruta na Segunda Legião, a mais temida e afamada dos exércitos de Roma. E se a adaptação aos rigores da vida militar já se revela terrivelmente difícil, o jovem ainda tem de enfrentar o desprezo dos camaradas quando descobrem que, graças aos contactos que tem em Roma, Cato vai receber um posto superior ao deles: o de lugar-tenente de Macro, o mais experiente e destemido de todos os centuriões. Para recuperar o respeito dos camaradas, Cato vai ter de provar a sua coragem contra as sanguinárias tribos germânicas. E se sobreviver, o pior ainda está para vir: a Segunda Legião vai ser enviada para uma terra de barbaridade sem paralelo, a nebulosa e distante Britânia. E ele e Macro, escolhidos para uma missão secreta repleta de intrigas, que ameaçam não só as suas vidas, mas também o futuro do Império.
Opinião
Sou, desde os meus 13 anos (mais ano menos ano), altura em que estudei na escola a civilização romana, um apaixonado por Roma. Sempre me fascinou o império romano e o modo como foram capazes de conquistar e dominar grande parte da Europa, o Norte de África e a bacia mediterrânica da Ásia. Com uma máquina de guerra poderosíssima, uma organização excepcional e uma capacidade, quer ao nível da arquitectura quer ao nível da engenharia, extraordinária e muitos anos à frente de qualquer outra civilização da altura, impuseram o seu poderio a um vasto conjunto de povos que se subjugaram, durante centenas de anos, aos descendentes de Rómulo e Remo.
Há muito que já tinha esta Saga da Águia debaixo de olho e aguardava, pacientemente, a melhor altura para iniciar a sua leitura. Aconteceu este ano. E em boa hora!
Este primeiro volume, essencialmente de apresentação às duas personagens principais da Saga, o experiente centurião Macro e o seu optio Cato, começa por nos apresentar o dia a dia de uma das mais temerosas legiões romanas, a afamada 2ª Legião para a qual Cato é enviado. Ao mesmo tempo que o autor nos vai introduzindo na máquina de guerra romana, nas suas técnicas de treino e de combate, vamos assistindo ao desenrolar de uma conspiração que afectará as suas vidas, a própria legião e, inclusivamente, o futuro do império romano.
Percebe-se, neste primeiro volume, toda a sua paixão e conhecimento profundo sobre a civilização romana de Simon Scarrow, com relatos e descrições bastante pormenorizadas sobre o modo de vida da máquina de guerra romana.
O segundo volume já está em queue e, muito provavelmente, será lido ainda este ano.
Excelente leitura!
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O Primo Basílio
Sinopse
Escrito em Inglaterra, O Primo Basílio, publicado em 1878, é um romance de costumes da média burguesia lisboeta e uma sátira moralizadora ao romanesco da sociedade da época.
Luísa é uma vítima das suas leituras negativas e da baixeza moral do primo, quando a ausência do marido a deixou entregue ao seu vazio interior. É uma vítima do ócio.
Eça sugere artisticamente os traços psicológicos das várias figuras da obra com os seus dramas, que de forma alguma enfraquecem o clima trágico, denso, do drama da heroína.
Opinião
Na senda da tradição que tenho seguido nos últimos anos, com a leitura de (pelo menos) 2 clássicos portugueses por ano, este Primo Basílio foi o primeiro do ano. Depois de, há 2 anos, ter relido Os Maias de Eça de Queirós, tinha alguma vontade em voltar ao admirável mundo de Eça e à sua deliciosa escrita.
Desta vez, Eça brinda-nos com uma história sobre aventuras e desventuras conjugais no seio de uma família burguesa. Luísa é uma mulher casada, simples e representante dos bons costumes da época até que um dia reencontra o seu primo Basílio que a vai arrancar do ócio e do tédio em que vive e despertar-lhe os sentimentos rebeldes e a procura por uma aventura extra-conjugal que, de um modo mais ou menos reprimido, sempre a acompanhou. Basílio é um daqueles galãs de antigamente, conquistador e muito seguro de si próprio, só lhe interessa o seu bem estar e as suas conquistas.
Uma excelente crítica à burguesia da época, com alguma alguma ironia e alguns salpicos da realidade política da altura. Uma leitura agradável.
Escrito em Inglaterra, O Primo Basílio, publicado em 1878, é um romance de costumes da média burguesia lisboeta e uma sátira moralizadora ao romanesco da sociedade da época.
Luísa é uma vítima das suas leituras negativas e da baixeza moral do primo, quando a ausência do marido a deixou entregue ao seu vazio interior. É uma vítima do ócio.
Eça sugere artisticamente os traços psicológicos das várias figuras da obra com os seus dramas, que de forma alguma enfraquecem o clima trágico, denso, do drama da heroína.
Opinião
Na senda da tradição que tenho seguido nos últimos anos, com a leitura de (pelo menos) 2 clássicos portugueses por ano, este Primo Basílio foi o primeiro do ano. Depois de, há 2 anos, ter relido Os Maias de Eça de Queirós, tinha alguma vontade em voltar ao admirável mundo de Eça e à sua deliciosa escrita.
Desta vez, Eça brinda-nos com uma história sobre aventuras e desventuras conjugais no seio de uma família burguesa. Luísa é uma mulher casada, simples e representante dos bons costumes da época até que um dia reencontra o seu primo Basílio que a vai arrancar do ócio e do tédio em que vive e despertar-lhe os sentimentos rebeldes e a procura por uma aventura extra-conjugal que, de um modo mais ou menos reprimido, sempre a acompanhou. Basílio é um daqueles galãs de antigamente, conquistador e muito seguro de si próprio, só lhe interessa o seu bem estar e as suas conquistas.
Uma excelente crítica à burguesia da época, com alguma alguma ironia e alguns salpicos da realidade política da altura. Uma leitura agradável.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
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