Um dia destes, de manhã, já um pouco atrasados para a escola e numa rua em que tenho que parar devido a um sinal de STOP, diz a L.:
L - Óh pai, anda lá... não pares!
Eu - Mas se não parar, bato nos outros carros!
L - Não faz mal...
Eu - Não faz mal?!? Mas então fico com a carrinha estragada.
Nisto, diz a F.:
F - Ah, então é melhor parar. Tenho boas recordações da carrinha e não a quero estragar.
Eu - Ai é? E que recordações são essas?
F. - Olha, por exemplo, quando fiquei com o dedo trilhado na porta... ou então daquela vez que fiquei com o pé preso!
Ainda bem que ela só se lembrou das boas (?) recordações...
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
O Ouro dos Cruzados
Sinopse
A bordo do Seaquest II, no porto de Istambul, Jack Howard e a sua equipa organizam um mergulho em busca de um tesouro envolto em mistério. Esperam descobrir o fabuloso ouro que os romanos saquearam do Templo de Salomão e de que fazia parte a Menorá, o cobiçado símbolo sagrado do judaísmo, e mais tarde desaparecido em Constantinopla, na época das Cruzadas. O que o explorador vem a descobrir leva-o e à sua equipa numa aventurosa busca, ao mesmo tempo geográfica e cronológica, à volta do mundo, desde a queda do Império à ascensão viquingue e às suas navegações até ao continente americano e até aos tempos do poder Nazi, um périplo onde afloram igualmente os segredos do Vaticano. Entretanto uma obscura seita secreta, atravessa-se no caminho dos exploradores, determinada a recuperar o ouro dos cruzados a todo o custo.
Opinião
Quando, na altura, li a sinopse deste Ouro dos Cruzados, confesso que fiquei bastante entusiasmado com esta mistura de romanos, judaísmo, vikings, nazis e até segredos do Vaticano! Tudo apontava para uma aventura "histórica", um dos meus géneros favoritos, numa busca por um artefacto histórico de grande valor e cuja descoberta poderia acarretar um conjunto de transformações no mundo actual. Para quem não sabe, a Menorá é um dos símbolos mais importantes do judaísmo e constitui, actualmente, um dos símbolos do estado de Israel, em conjunto com a Estrela de Davi.
De facto, o início desta aventura é prometedor. Somos levados a acompanhar o trabalho de mergulho de Jack Howard e da sua equipa, no porto de Istambul (antiga Constantinopla) onde descobrem os restos de um antigo Drakar Viking que, segundo a teoria de Jack, terá pertencido a Harald Hardrada, um antigo rei Viking que participou no saque de Constantinopla. O problema é que depois veio o caos! De Istambul somos levados para Inglaterra, depois para a Gronelândia, América do Norte e finalmente América Central, em pleno território Maia. Pelo meio, há uma série de descobertas e coincidências "demasiado coincidentes" que, quanto a mim, forçam demasiado a estória a seguir o rumo desejado pelo autor e tornam aquilo que poderia ser história numa verdadeira fábula imaginária.
Além disso, creio que o autor, ao pretender misturar na mesma história, um conjunto de ingredientes para a tornar mais apetecível, daqueles que suscitam sempre a curiosidade do leitor e avivam a leitura, acabou por criar um caldo demasiado espesso e, em muitas ocasiões, muito confuso. A participação de Vikings nas cruzadas, sociedades secretas (mais uma...), mergulho em interior de iceberg (cuja descrição foi, para mim, das leituras mais confusas que alguma vez fiz... a páginas tantas já não se percebia como é que os intervenientes estavam... dentro, fora, virados para baixo, virados para cima... enfim...), chegada dos vikings à América do Norte (talvez o facto mais credível no meio de todos os outros), e, para terminar, o desembarque de Vikings na América Central, em pleno território Maia!?!
No geral, gostei da leitura. Apesar de confusa em algumas secções acaba por ser fluida. Pena é que em termos históricos (aquilo que eu realmente aprecio neste tipo de aventuras) tenha ficado um pouco aquém das expectativas. Demasiado forçado...
A bordo do Seaquest II, no porto de Istambul, Jack Howard e a sua equipa organizam um mergulho em busca de um tesouro envolto em mistério. Esperam descobrir o fabuloso ouro que os romanos saquearam do Templo de Salomão e de que fazia parte a Menorá, o cobiçado símbolo sagrado do judaísmo, e mais tarde desaparecido em Constantinopla, na época das Cruzadas. O que o explorador vem a descobrir leva-o e à sua equipa numa aventurosa busca, ao mesmo tempo geográfica e cronológica, à volta do mundo, desde a queda do Império à ascensão viquingue e às suas navegações até ao continente americano e até aos tempos do poder Nazi, um périplo onde afloram igualmente os segredos do Vaticano. Entretanto uma obscura seita secreta, atravessa-se no caminho dos exploradores, determinada a recuperar o ouro dos cruzados a todo o custo.
Opinião
Quando, na altura, li a sinopse deste Ouro dos Cruzados, confesso que fiquei bastante entusiasmado com esta mistura de romanos, judaísmo, vikings, nazis e até segredos do Vaticano! Tudo apontava para uma aventura "histórica", um dos meus géneros favoritos, numa busca por um artefacto histórico de grande valor e cuja descoberta poderia acarretar um conjunto de transformações no mundo actual. Para quem não sabe, a Menorá é um dos símbolos mais importantes do judaísmo e constitui, actualmente, um dos símbolos do estado de Israel, em conjunto com a Estrela de Davi.
De facto, o início desta aventura é prometedor. Somos levados a acompanhar o trabalho de mergulho de Jack Howard e da sua equipa, no porto de Istambul (antiga Constantinopla) onde descobrem os restos de um antigo Drakar Viking que, segundo a teoria de Jack, terá pertencido a Harald Hardrada, um antigo rei Viking que participou no saque de Constantinopla. O problema é que depois veio o caos! De Istambul somos levados para Inglaterra, depois para a Gronelândia, América do Norte e finalmente América Central, em pleno território Maia. Pelo meio, há uma série de descobertas e coincidências "demasiado coincidentes" que, quanto a mim, forçam demasiado a estória a seguir o rumo desejado pelo autor e tornam aquilo que poderia ser história numa verdadeira fábula imaginária.
Além disso, creio que o autor, ao pretender misturar na mesma história, um conjunto de ingredientes para a tornar mais apetecível, daqueles que suscitam sempre a curiosidade do leitor e avivam a leitura, acabou por criar um caldo demasiado espesso e, em muitas ocasiões, muito confuso. A participação de Vikings nas cruzadas, sociedades secretas (mais uma...), mergulho em interior de iceberg (cuja descrição foi, para mim, das leituras mais confusas que alguma vez fiz... a páginas tantas já não se percebia como é que os intervenientes estavam... dentro, fora, virados para baixo, virados para cima... enfim...), chegada dos vikings à América do Norte (talvez o facto mais credível no meio de todos os outros), e, para terminar, o desembarque de Vikings na América Central, em pleno território Maia!?!
No geral, gostei da leitura. Apesar de confusa em algumas secções acaba por ser fluida. Pena é que em termos históricos (aquilo que eu realmente aprecio neste tipo de aventuras) tenha ficado um pouco aquém das expectativas. Demasiado forçado...
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Uma questão de aparelhos
Nos últimos dia de escola, a F. ficou a saber que o nosso corpo tem muitos aparelhos: digestivo, respiratório, circulatório, excretor e reprodutivo!
Ora se o digestivo, respiratório, circulatório e excretor foram pacíficos, o reprodutivo veio novamente levantar a questão da "semente" que o pai deu à mãe...
A F. aprendeu que o pai e a mãe "fazem sexo" para que o "espermócoiso..." se junte ao óvulo e dê origem ao ovo! Espectáculo!!!
Mais brilhante ainda foi ela dizer que só o fizemos uma vez antes de ela nascer e que depois deu para a L.! Teve que ser assim, caso contrário ela tinha visto... diz ela :)
Ainda bem que ela não se lembrou de perguntar como é que a "semente" foi lá parar. Mas palpita-me que a pergunta crucial estará para breve...
Ora se o digestivo, respiratório, circulatório e excretor foram pacíficos, o reprodutivo veio novamente levantar a questão da "semente" que o pai deu à mãe...
A F. aprendeu que o pai e a mãe "fazem sexo" para que o "espermócoiso..." se junte ao óvulo e dê origem ao ovo! Espectáculo!!!Mais brilhante ainda foi ela dizer que só o fizemos uma vez antes de ela nascer e que depois deu para a L.! Teve que ser assim, caso contrário ela tinha visto... diz ela :)
Ainda bem que ela não se lembrou de perguntar como é que a "semente" foi lá parar. Mas palpita-me que a pergunta crucial estará para breve...
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Magnífico
Este vídeo chegou-me hoje por mail...
Espectacular! Relembra-me que tenho que voltar a tocar a guitarra... além disso, o meu coro até poderia ser em stéreo! :)
E, já agora, o original.
Para quem não conhece, a banda chama-se "Edward Sharp and The Magnetic Zeros" e o single "Home" foi extraído do primeiro álbum "Up From Below", de 2009. O álbum é absolutamente fabuloso, 5 estrelas!
Espectacular! Relembra-me que tenho que voltar a tocar a guitarra... além disso, o meu coro até poderia ser em stéreo! :)
E, já agora, o original.
Para quem não conhece, a banda chama-se "Edward Sharp and The Magnetic Zeros" e o single "Home" foi extraído do primeiro álbum "Up From Below", de 2009. O álbum é absolutamente fabuloso, 5 estrelas!
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O meu musicol...
Babel é o nome do 2º álbum dos Mumford & Sons. Apesar de não ter tido o mesmo impacto do 1º, a sonoridade e o banjo mantém-se.
E tem como "bónus" uma cover de "The Boxer" de Simon & Garfunkel, aqui numa versão ao vivo.
E tem como "bónus" uma cover de "The Boxer" de Simon & Garfunkel, aqui numa versão ao vivo.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Final de época...
... agrícola!
Com a chegada do Outono, é hora de novas culturas. Essencialmente, couve!
Mas, terminada a época Primavera/Verão de 2012, o balanço que tenho a fazer é positivo. Este ano deu-me para a agricultura. Não é que tenha um terreno nas traseiras, mas não imaginam o que com meia dúzia de floreiras e algumas garrafas e garrafões (reciclados) se consegue produzir.
O destaque da produção vai obviamente para os tomates (cherry e coração) e alfaces.
E é muito engraçado e entusiasmante acompanhar a evolução e o crescimento daquilo que semeamos.
Mas além desses, ainda tive espinafres, courgettes, couve galega, malaguetas e morangos.
Apesar de não ter tido grandes quantidades (o espaço também é pequeno), ainda deu para algumas refeições e afins. Houve uma altura em Junho/Julho que comia alface fresquinha quase todos os dias. Os tomates cherry também ainda deu bastantes mas poderia ter dado mais se eu não "forçasse" tantos pés na mesma floreira. O tomate coração deu pouco... é algo que precisa de espaço (e terra) para poder "puxar", coisa que eu não disponho.
A courgette foi o que me deu mais luta! Constantemente atacada por pragas (fungos, mosca branca, etc) não chegou a vingar. De 7 pés que plantei, devo ter recolhido apenas meia dúzia de courgettes, se tanto. Para o ano volto à carga com outras técnicas.
Os morangos são um espectáculo, principalmente para quem tem pikenas. Algo que qualquer um consegue ter em casa, numa varanda ou marquise, e que é o deleite da pequenada. Estavam constantemente à espreita a ver quando podiam ir lá buscar um moranguito. :)
Os espinafres demoraram alguns meses mas por fim lá acabaram por rebentar. Por esta altura estão com um aspecto muito fraquinho... não sei se é do fim da estação ou se estou a sofrer o mesmo problema dos tomates, demasiados (5) pés por floreira.
Com a couve galega, estreei-me na reciclagem. Aproveitei dois garrafões de água e vai dái, pimba, 2 pés de couve em cada um deles. E já tirei de lá bastantes folhas para sopa e caldo verde!
Houve ainda outras experiências que não correram muito bem, como o feijão (completamente desfeito por uma praga/doença) ou o maracujá (dos 2 pés que tinha, um morreu) que apesar da flor que começou a dar, não chegou a dar o fruto.
No geral, foi uam experiência muito agradável. Um hobby excelente. Dá algum trabalho, não o vou negar, mas que acaba por ser recompensado na altura de colhermos e comermos aquilo que é nosso e que sabemos, com 100% de certeza, que tipo de produtos é que não tem!
É a chamada agricultura biológica...
E como gostei, vou repetir já este Inverno. Já semeei e já transplantei algumas das culturas de Inverno. A seguir nos próximos capítulos. :)
Com a chegada do Outono, é hora de novas culturas. Essencialmente, couve!
Mas, terminada a época Primavera/Verão de 2012, o balanço que tenho a fazer é positivo. Este ano deu-me para a agricultura. Não é que tenha um terreno nas traseiras, mas não imaginam o que com meia dúzia de floreiras e algumas garrafas e garrafões (reciclados) se consegue produzir.
O destaque da produção vai obviamente para os tomates (cherry e coração) e alfaces.
E é muito engraçado e entusiasmante acompanhar a evolução e o crescimento daquilo que semeamos.
Mas além desses, ainda tive espinafres, courgettes, couve galega, malaguetas e morangos.
Apesar de não ter tido grandes quantidades (o espaço também é pequeno), ainda deu para algumas refeições e afins. Houve uma altura em Junho/Julho que comia alface fresquinha quase todos os dias. Os tomates cherry também ainda deu bastantes mas poderia ter dado mais se eu não "forçasse" tantos pés na mesma floreira. O tomate coração deu pouco... é algo que precisa de espaço (e terra) para poder "puxar", coisa que eu não disponho.
A courgette foi o que me deu mais luta! Constantemente atacada por pragas (fungos, mosca branca, etc) não chegou a vingar. De 7 pés que plantei, devo ter recolhido apenas meia dúzia de courgettes, se tanto. Para o ano volto à carga com outras técnicas.
Os morangos são um espectáculo, principalmente para quem tem pikenas. Algo que qualquer um consegue ter em casa, numa varanda ou marquise, e que é o deleite da pequenada. Estavam constantemente à espreita a ver quando podiam ir lá buscar um moranguito. :)
Os espinafres demoraram alguns meses mas por fim lá acabaram por rebentar. Por esta altura estão com um aspecto muito fraquinho... não sei se é do fim da estação ou se estou a sofrer o mesmo problema dos tomates, demasiados (5) pés por floreira.
Com a couve galega, estreei-me na reciclagem. Aproveitei dois garrafões de água e vai dái, pimba, 2 pés de couve em cada um deles. E já tirei de lá bastantes folhas para sopa e caldo verde!
Houve ainda outras experiências que não correram muito bem, como o feijão (completamente desfeito por uma praga/doença) ou o maracujá (dos 2 pés que tinha, um morreu) que apesar da flor que começou a dar, não chegou a dar o fruto.
No geral, foi uam experiência muito agradável. Um hobby excelente. Dá algum trabalho, não o vou negar, mas que acaba por ser recompensado na altura de colhermos e comermos aquilo que é nosso e que sabemos, com 100% de certeza, que tipo de produtos é que não tem!
É a chamada agricultura biológica...
E como gostei, vou repetir já este Inverno. Já semeei e já transplantei algumas das culturas de Inverno. A seguir nos próximos capítulos. :)
terça-feira, 2 de outubro de 2012
O meu musicol...
O movimento hippie ainda mexe!
Estes tipos devem ter chegado aos nosso dias directamente do passado, nalguma cápsula temporal enviada na década de 70. Mesmo assim, muito boa onda...
Estes tipos devem ter chegado aos nosso dias directamente do passado, nalguma cápsula temporal enviada na década de 70. Mesmo assim, muito boa onda...
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
As Velas Ardem Até ao Fim
Sinopse
Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...
Opinião
Deste autor, Sándor Márai, já tinha lido há cerca de 2 anos "A Herança de Eszter" e, apesar de não ter sido uma leitura deslumbrante, acabei por ficar com o nome gravado e com vontade de voltar a explorar a sua obra. E foi o que fiz com este As Velas Ardem Até ao Fim. Mais uma vez, creio que fiquei com a mesma sensação pós-leitura. Não é mau, mas é precisto ter um determinado estado de espírito para o conseguir ler e apreciá-lo. Tal como o anterior, tudo começa com a chegada de uma carta que vai despoletar velhas recordações e sentimentos adormecidos em relação a uma velha amizade.
Tudo se passa num pequeno castelo, na Hungria, num ambiente oitocentista. Um velho general é visitado por um velho amigo, Konrad, com o qual estudou e partilhou toda uma infância e adolescência e o princípio da vida adulta. A chegada de Konrad vai fazê-los revivar um estranho acontecimento que marcou a vida de ambos e que os forçou a viver 41 anos separados.
Apesar de uma escrita relativamente simples, é um livro que se pode tornar um pouco difícil de ler devido, sobretudo, à falta de acção. À excepção da primeira parte do livro em que nos é apresentada a relação entre os dois intervenientes e o modo como foi construída e cimentada a sua amizade, o resto resume-se a (quase) um monólogo por parte do general com uma série de reflexões sobre o valor da amizade e as contingências e abalos da vida e suas consequências na amizade.
É, acima de tudo, uma reflexão sobre a amizade. O que é, como se constrói, como a devemos encarar mediante alguns acontecimentos que esbarram na vida dos intervenientes... Uma leitura engraçada mas que, confesso, não apareceu na melhor altura. Talvez seja um daqueles livros a reler um dia mais tarde...
Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...
Opinião
Deste autor, Sándor Márai, já tinha lido há cerca de 2 anos "A Herança de Eszter" e, apesar de não ter sido uma leitura deslumbrante, acabei por ficar com o nome gravado e com vontade de voltar a explorar a sua obra. E foi o que fiz com este As Velas Ardem Até ao Fim. Mais uma vez, creio que fiquei com a mesma sensação pós-leitura. Não é mau, mas é precisto ter um determinado estado de espírito para o conseguir ler e apreciá-lo. Tal como o anterior, tudo começa com a chegada de uma carta que vai despoletar velhas recordações e sentimentos adormecidos em relação a uma velha amizade.
Tudo se passa num pequeno castelo, na Hungria, num ambiente oitocentista. Um velho general é visitado por um velho amigo, Konrad, com o qual estudou e partilhou toda uma infância e adolescência e o princípio da vida adulta. A chegada de Konrad vai fazê-los revivar um estranho acontecimento que marcou a vida de ambos e que os forçou a viver 41 anos separados.
Apesar de uma escrita relativamente simples, é um livro que se pode tornar um pouco difícil de ler devido, sobretudo, à falta de acção. À excepção da primeira parte do livro em que nos é apresentada a relação entre os dois intervenientes e o modo como foi construída e cimentada a sua amizade, o resto resume-se a (quase) um monólogo por parte do general com uma série de reflexões sobre o valor da amizade e as contingências e abalos da vida e suas consequências na amizade.
É, acima de tudo, uma reflexão sobre a amizade. O que é, como se constrói, como a devemos encarar mediante alguns acontecimentos que esbarram na vida dos intervenientes... Uma leitura engraçada mas que, confesso, não apareceu na melhor altura. Talvez seja um daqueles livros a reler um dia mais tarde...
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Trailer #2
A 3 meses da chegada às salas de cinema, eis que surge novo trailer para o muito, muito, muito... aguardado "The Hobbit" de Peter Jackson. E desta vez, até podemos personalizar o final do trailer com as nossas personagens favoritas.
Já falta pouco... :)
Já falta pouco... :)
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
O meu musicol...
Esta música já tem mais anos que eu! :)
É de 1975!!
Mas esta versão está absolutamente fenomenal! Faz parte de um álbum tributo aos Fleetwood Mac com a participação de várias bandas interessantes, lançado neste último Agosto. Ainda está fresquinho...
É de 1975!!
Mas esta versão está absolutamente fenomenal! Faz parte de um álbum tributo aos Fleetwood Mac com a participação de várias bandas interessantes, lançado neste último Agosto. Ainda está fresquinho...
Best Coast - Rhiannon
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