Aproveitando um pack promocional da Saída de Emergência, vieram logo 5, para matar a fome!
Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Hoje, na volta do correio
Há já alguns meses que não sentia o prazer de receber livros novos.
Aproveitando um pack promocional da Saída de Emergência, vieram logo 5, para matar a fome!
E estes dois já há muito estavam na mira... fica a faltar o Vol. V para completar a saga.
Aproveitando um pack promocional da Saída de Emergência, vieram logo 5, para matar a fome!
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Fortaleza Digital
Sinopse
Quando o ultra-secreto e invencível descriptador da NSA, o Crivo, se depara com uma mensagem indecifrável criada por um «anjo caído» da própria agência, o director de operações recorre à brilhante criptógrafa Susan Fletcher e ao seu noivo, um professor de Literatura, para o ajudarem a desvendar o mistério.
Qual será a natureza do terrível código que tomou a NSA como refém? E terá David Becker êxito na sua demanda por um misterioso anel?
Apanhada numa vertiginosa rede de secretismos e mentiras, Susan tenta desesperadamente salvar a agência em que acredita e, mais tarde, a própria vida e a do homem que ama.
Mas será essa a resposta para a segurança universal?
Chegando o momento da verdade , «quem guardará os guardas»?
Opinião
Após um hiato de 3 anos e meio, voltei às leituras de Dan Brown e, desta vez, para ler o o seu primeiro romance, ainda no período pré Robert Langdon. Aproveitei uma feira de material usado para "rematar" este exemplar por um valor quase insignificante e como estava com ideias de impulsionar o meu ritmo de leitura que andava um pouco por baixo, nada melhor do que pegar num verdadeiro page-turner!
Em primeiro lugar é importante referir que este livro foi publicado em 1998 ou seja, numa altura em que pouca gente sabia o que era a NSA e a utilização das novas tecnologias (Internet, email, etc) era muito reduzida e quase circunscrita às grandes empresas e ao mundo universitário. Pouca gente conhecia o termo Criptografia e o seu significado, as redes sociais limitavam-se ao uso do velhinho IRC (chat) e ninguém (nunca) imaginaria que grande parte dos segredos de estado e militares dos Estados Unidos poderiam, um dia, chegar ao conhecimento público através do WikiLeaks.
A juntar a isto, existe ainda a particularidade de eu trabalhar na área de IT pelo que me foi impossível abstrair em termos técnicos do conteúdo do livro....
Tendo em conta esta premissa, considero que o romance é até bastante razoável e acredito que se o tivesse lido na altura em que saiu poderia ter-lhe dado uma "pontuação" maior. Lendo-o agora, ficou-me na retina, obviamente, os detalhes técnicos associados à história sendo que alguns deles deram mesmo para rir.
Mas, questões técnicas à parte, gostei da história, do enredo criado e da forma como foi evoluindo. Não gostei do fim, demasiado previsível e muito, mas mesmo muito rápido! A construção das personagens também ficou muito aquém do que seria de esperar. Não consegui "agarrar-me" a nenhuma personagem em especial. Mesmo Ensei Tankado, que poderia ter sido utilizado como um baluarte à liberdade foi muito pouco explorado e negligenciado.
É, no entanto, um daqueles livros que puxa inevitavelmente pela leitura. Utilizando uma escrita simples, directa e incisiva, e estruturando o livros em pequenos e "rápidos" capítulos, Brown consegue-nos manter agarrados ao livro e sempre com vontade de avançar um pouco mais.
No geral, considero um livro mediano. De agradável leitura mas de qualidade inferior em comparação com as restantes obras do autor. E terminado este, fica-me a faltar apenas o último, Inferno.
Quando o ultra-secreto e invencível descriptador da NSA, o Crivo, se depara com uma mensagem indecifrável criada por um «anjo caído» da própria agência, o director de operações recorre à brilhante criptógrafa Susan Fletcher e ao seu noivo, um professor de Literatura, para o ajudarem a desvendar o mistério.
Qual será a natureza do terrível código que tomou a NSA como refém? E terá David Becker êxito na sua demanda por um misterioso anel?
Apanhada numa vertiginosa rede de secretismos e mentiras, Susan tenta desesperadamente salvar a agência em que acredita e, mais tarde, a própria vida e a do homem que ama.
Mas será essa a resposta para a segurança universal?
Chegando o momento da verdade , «quem guardará os guardas»?
Opinião
Após um hiato de 3 anos e meio, voltei às leituras de Dan Brown e, desta vez, para ler o o seu primeiro romance, ainda no período pré Robert Langdon. Aproveitei uma feira de material usado para "rematar" este exemplar por um valor quase insignificante e como estava com ideias de impulsionar o meu ritmo de leitura que andava um pouco por baixo, nada melhor do que pegar num verdadeiro page-turner!
Em primeiro lugar é importante referir que este livro foi publicado em 1998 ou seja, numa altura em que pouca gente sabia o que era a NSA e a utilização das novas tecnologias (Internet, email, etc) era muito reduzida e quase circunscrita às grandes empresas e ao mundo universitário. Pouca gente conhecia o termo Criptografia e o seu significado, as redes sociais limitavam-se ao uso do velhinho IRC (chat) e ninguém (nunca) imaginaria que grande parte dos segredos de estado e militares dos Estados Unidos poderiam, um dia, chegar ao conhecimento público através do WikiLeaks.
A juntar a isto, existe ainda a particularidade de eu trabalhar na área de IT pelo que me foi impossível abstrair em termos técnicos do conteúdo do livro....
Tendo em conta esta premissa, considero que o romance é até bastante razoável e acredito que se o tivesse lido na altura em que saiu poderia ter-lhe dado uma "pontuação" maior. Lendo-o agora, ficou-me na retina, obviamente, os detalhes técnicos associados à história sendo que alguns deles deram mesmo para rir.
Mas, questões técnicas à parte, gostei da história, do enredo criado e da forma como foi evoluindo. Não gostei do fim, demasiado previsível e muito, mas mesmo muito rápido! A construção das personagens também ficou muito aquém do que seria de esperar. Não consegui "agarrar-me" a nenhuma personagem em especial. Mesmo Ensei Tankado, que poderia ter sido utilizado como um baluarte à liberdade foi muito pouco explorado e negligenciado.
É, no entanto, um daqueles livros que puxa inevitavelmente pela leitura. Utilizando uma escrita simples, directa e incisiva, e estruturando o livros em pequenos e "rápidos" capítulos, Brown consegue-nos manter agarrados ao livro e sempre com vontade de avançar um pouco mais.
No geral, considero um livro mediano. De agradável leitura mas de qualidade inferior em comparação com as restantes obras do autor. E terminado este, fica-me a faltar apenas o último, Inferno.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Millenium I - Os Homens Que Odeiam Mulheres
Sinopse
O jornalista de economia MIKAEL BLOMKVIST precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro HANS-ERIK WENNERSTÖM e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. HENRIK VANGER, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem LISBETH SALANDER. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hackerde excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.
Opinião
Os Homens Que Odeiam Mulheres é o primeiro volume da trilogia Millennium, de Stieg Larsson, a qual rapidamente se transformou num fenómeno a nível mundial. Na minha opinião, trata-se, efectivamente, de um policial magnífico, daqueles que nos deixa agarrados à história, ansiosos por chegar ao fim e descobrir a "tramóia".
Michael Blomkvist, jornalista e sócio gerente da revista Millennium, é julgado e condenado por difamação devido a um artigo que escreveu sobre Wennerstom, um dos homens mais poderosos na Suécia. E é após a sua estadia na prisão que Henrik Vanger, outro grande magnata sueco e CEO da uma das maiores corporações do país, decide contratar Blomkvist para tentar descobrir o que aconteceu à sua sobrinha-neta Harriet, há 40 anos atrás, após ela ter desaparecido misteriosamente. Para ajudá-lo na resolução deste mistério, surge Lisbeth Salander (a rapariga da tattoo), uma misteriosa e, sem qualquer dúvida, "esquisita" investigadora privada que "odeia os homens que odeiam mulheres". Atipicamente anti-social mas uma excelente hacker informática, Lisbeth vai ajudar a desvendar o mistério da família Vanger e descobrir uma sórdida e macabra história que os vai colocar em perigo.
Não deixa de ser engraçado e até mesmo surpreendente o retrato da Suécia pelos olhos de um sueco. Acho que nós, os chamados "povos do Sul" (os latinos) sempre nos habituamos a olhar para os países nórdicos como exemplos civilizacionais em que tudo corre sobre trilhos, com vidas pacatas e sem problemas de maior. O autor dá-nos precisamente a imagem contrária. A de um país com profundos problemas estruturais que vão desde a fraude corporativa/financeira, violência contra mulheres, sexo extra-conjugal, assassínios, fanatismo religioso, etc. Ou seja, nada a ver com a tipíca visão de "vida pacata" que temos dos nórdicos...
Gostei muito da escrita e da construção das personagens de Larsson. Apesar de Lisbeth nos ser apresentada como uma pessoa um tanto ou quanto disfuncional em termos sociais, acabamos por perceber que tem um sentido de justiça bastante apurado e que algo de grave terá acontecido na sua adolescência que a transformou e que a fez barricar dentro de umas muralhas que ela própria construiu para se proteger do "mundo" exterior.
No fundo, creio que a personagem de Lisbeth Salandar serve como um grito de revolta do autor e uma tentativa de alertar consciências para os crimes cometidos contra mulheres. Além disso, o próprio mistério sobre o que terá acontecido a Harriet Vanger encaixa também desta sórdida categoria de violência contra mulheres.
Resumindo, um excelente livro que recomendo vivamente. Venham os próximos volumes da trilogia...
E, já agora, deixo aqui o trailer do filme, cuja visualização também aconselho!
O jornalista de economia MIKAEL BLOMKVIST precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro HANS-ERIK WENNERSTÖM e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. HENRIK VANGER, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem LISBETH SALANDER. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hackerde excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.
Opinião
Os Homens Que Odeiam Mulheres é o primeiro volume da trilogia Millennium, de Stieg Larsson, a qual rapidamente se transformou num fenómeno a nível mundial. Na minha opinião, trata-se, efectivamente, de um policial magnífico, daqueles que nos deixa agarrados à história, ansiosos por chegar ao fim e descobrir a "tramóia".
Michael Blomkvist, jornalista e sócio gerente da revista Millennium, é julgado e condenado por difamação devido a um artigo que escreveu sobre Wennerstom, um dos homens mais poderosos na Suécia. E é após a sua estadia na prisão que Henrik Vanger, outro grande magnata sueco e CEO da uma das maiores corporações do país, decide contratar Blomkvist para tentar descobrir o que aconteceu à sua sobrinha-neta Harriet, há 40 anos atrás, após ela ter desaparecido misteriosamente. Para ajudá-lo na resolução deste mistério, surge Lisbeth Salander (a rapariga da tattoo), uma misteriosa e, sem qualquer dúvida, "esquisita" investigadora privada que "odeia os homens que odeiam mulheres". Atipicamente anti-social mas uma excelente hacker informática, Lisbeth vai ajudar a desvendar o mistério da família Vanger e descobrir uma sórdida e macabra história que os vai colocar em perigo.
Não deixa de ser engraçado e até mesmo surpreendente o retrato da Suécia pelos olhos de um sueco. Acho que nós, os chamados "povos do Sul" (os latinos) sempre nos habituamos a olhar para os países nórdicos como exemplos civilizacionais em que tudo corre sobre trilhos, com vidas pacatas e sem problemas de maior. O autor dá-nos precisamente a imagem contrária. A de um país com profundos problemas estruturais que vão desde a fraude corporativa/financeira, violência contra mulheres, sexo extra-conjugal, assassínios, fanatismo religioso, etc. Ou seja, nada a ver com a tipíca visão de "vida pacata" que temos dos nórdicos...
Gostei muito da escrita e da construção das personagens de Larsson. Apesar de Lisbeth nos ser apresentada como uma pessoa um tanto ou quanto disfuncional em termos sociais, acabamos por perceber que tem um sentido de justiça bastante apurado e que algo de grave terá acontecido na sua adolescência que a transformou e que a fez barricar dentro de umas muralhas que ela própria construiu para se proteger do "mundo" exterior.
No fundo, creio que a personagem de Lisbeth Salandar serve como um grito de revolta do autor e uma tentativa de alertar consciências para os crimes cometidos contra mulheres. Além disso, o próprio mistério sobre o que terá acontecido a Harriet Vanger encaixa também desta sórdida categoria de violência contra mulheres.
Resumindo, um excelente livro que recomendo vivamente. Venham os próximos volumes da trilogia...
E, já agora, deixo aqui o trailer do filme, cuja visualização também aconselho!
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
For booklovers
Atenção amantes de livros tripeiros! Podemos não ter tido a nossa Feira do Livro (obrigado CMP...) mas felizmente vamos tendo outros eventos relacionados com o tema.
É o caso da 3ª Edição do Porto Stock Fair.
São mais de 500 mil livros com descontos que podem chegar aos 80%! Vai decorrer entre 3 e 27 de Outubro, no pavilhão Rosa Mota.
Para quem puder, é aproveitar.
É o caso da 3ª Edição do Porto Stock Fair.
São mais de 500 mil livros com descontos que podem chegar aos 80%! Vai decorrer entre 3 e 27 de Outubro, no pavilhão Rosa Mota.
Para quem puder, é aproveitar.
quarta-feira, 13 de março de 2013
A Cabana
Sinopse
E se Deus marcasse um encontro consigo? As férias de Mackenzie Allen Philip com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada. Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana. Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre.
Opinião
Este foi o último livro de 2012. E que maneira terrível de fechar o ano em termos de leituras... Demorei 3 semanas para ler estas 248 páginas e houve uma altura em que duvidei se chegaria ou não ao fim. Sem querer ferir susceptibilidades, vou deixar aqui uma opinião muito sincera.
Comprei este livro na Feira do Livro do Porto do ano passado, muito por influência da constante presença da obra nos tops e escaparates das livrarias e também por alguma curiosidade sobre a abordagem que seria feita ao assunto. O facto de não ser religioso nem acreditar na existência de Deus como o Criador acabou por me dificultar bastante a leitura. Apesar do o início da história ser interessante, a partir do momento em que Mack regressa à cabana para conversar com Deus, tudo estagna! Tudo gira em torno de conversas banais, completamente "ocas" e sem sentido, pelo menos para mim... Acho até que a forma que o autor escolheu para "dar forma" a Deus (uma cozinheira negra, um lenhador/carpinteiro e um ser/coisa que só se vê desfocado...) parece vinda directamente do país das maravilhas da lendária Alice...
E o final, bem... wordless... Acho que era a única saída possível, depois de toda aquela "fantuchada".
Definitivamente, não aconselho. E, sinceramente, não consigo compreender todos os epítetos que estão associados a esta obra: "o livro que mudará a sua vida", "leitura obrigatória", "milhões de exemplares vendidos", etc.
E se Deus marcasse um encontro consigo? As férias de Mackenzie Allen Philip com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada. Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana. Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre.
Opinião
Este foi o último livro de 2012. E que maneira terrível de fechar o ano em termos de leituras... Demorei 3 semanas para ler estas 248 páginas e houve uma altura em que duvidei se chegaria ou não ao fim. Sem querer ferir susceptibilidades, vou deixar aqui uma opinião muito sincera.
Comprei este livro na Feira do Livro do Porto do ano passado, muito por influência da constante presença da obra nos tops e escaparates das livrarias e também por alguma curiosidade sobre a abordagem que seria feita ao assunto. O facto de não ser religioso nem acreditar na existência de Deus como o Criador acabou por me dificultar bastante a leitura. Apesar do o início da história ser interessante, a partir do momento em que Mack regressa à cabana para conversar com Deus, tudo estagna! Tudo gira em torno de conversas banais, completamente "ocas" e sem sentido, pelo menos para mim... Acho até que a forma que o autor escolheu para "dar forma" a Deus (uma cozinheira negra, um lenhador/carpinteiro e um ser/coisa que só se vê desfocado...) parece vinda directamente do país das maravilhas da lendária Alice...
E o final, bem... wordless... Acho que era a única saída possível, depois de toda aquela "fantuchada".
Definitivamente, não aconselho. E, sinceramente, não consigo compreender todos os epítetos que estão associados a esta obra: "o livro que mudará a sua vida", "leitura obrigatória", "milhões de exemplares vendidos", etc.
sexta-feira, 1 de março de 2013
A Filha do Capitão
Sinopse
A Filha do Capitão é a história de uma grande paixão em tempo de guerra. Quem sabe se a vida do capitão Afonso Brandão teria sido totalmente diferente se, naquela noite fria e húmida de 1917, não se tivesse apaixonado por uma bela francesa de olhos verdes e palavras meigas. O oficial do exército português estava nas trincheiras da Flandres, em plena carnificina da I Guerra Mundial, quando viu o seu amor testado pela mais dura das provas. Em segredo, o Alto Comando alemão preparava um ataque decisivo, uma ofensiva tão devastadora que lhe permitiria vencer a guerra num só golpe, e tencionava quebrar a linha de defesa dos aliados num pequeno sector do vale do Lys. O sítio onde estavam os portugueses. Tendo como pano de fundo o cenário trágico da participação de Portugal na Grande Guerra, A Filha do Capitão traz-nos a comovente história de uma paixão impossível e, num ritmo vivo e empolgante, assinala o regresso do grande romance às letras portuguesas. O Capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível. Mas o seu amor iria enfrentar um duro teste. O Alto Comando alemão, reunido em segredo em Mons, decidiu que chegara a hora de lançar a grande ofensiva para derrotar os aliados e ganhar a guerra, e escolheu o vale do Lys como palco do ataque final. À sua espera, ignorando o terrível cataclismo prestes a desabar sobre si, estava o Corpo Expedicionário Português. Decorrendo durante a odisseia trágica da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, A Filha do Capitão conta-nos a inesquecível aventura de um punhado de soldados nas trincheiras da Flandres e traz-nos uma paixão impossível entre um oficial português e uma bonita francesa. Mais do que uma simples história de amor, esta é uma comovente narrativa sobre a amizade, mas também sobre a vida e sobre a morte, sobre Deus e a condição humana, a arte e a ciência, o acaso e o destino.
Opinião
Bom, este é daqueles livros em que, pela sinopse, ficamos a saber quase tudo!
É, também, um dos primeiros livros de José Rodrigues dos Santos (o 2º, me parece...), numa altura em que o famoso herói Tomás Noronha, provavelmente, ainda não era nascido. :)
De facto, trata-se de uma história de amor em tempo de guerra. Mas além da história de amor, que serve como pano de fundo, JRS transporta-nos para o início do século XX e dá-nos uma ideia do que foi a colaboração portuguesa na 1ª grande guerra. O autor apresenta-nos um retrato bastante fiel do que terá sido a famosa guerra das trincheiras e de como o Corpo Expedicionário Português a viveu na zona da Flandres. Tudo isto enquanto o panorama político nacional se desenrolava num verdadeiro turbilhão, nos tempos que antecederam a chegada do Estado Novo.
Acaba por ser um bom romance histórico, no sentido em que somos transportados para um período do qual apenas ouvimos falar, e sem grande detalhe (pelo menos no meu caso). De facto, as dificuldades por que passou o CEP foram enormes e as diferenças entre as suas "condições de guerra" e as dos aliados, bem como dos próprios alemães, eram absolutamente abissais. Desde a higiene pessoal (o banho semanal era algo estranho para os portugueses...), à qualidade do vestuário, às condições nas próprias trincheiras, etc.
Uma história muito interessante e uma leitura que recomendo.
A Filha do Capitão é a história de uma grande paixão em tempo de guerra. Quem sabe se a vida do capitão Afonso Brandão teria sido totalmente diferente se, naquela noite fria e húmida de 1917, não se tivesse apaixonado por uma bela francesa de olhos verdes e palavras meigas. O oficial do exército português estava nas trincheiras da Flandres, em plena carnificina da I Guerra Mundial, quando viu o seu amor testado pela mais dura das provas. Em segredo, o Alto Comando alemão preparava um ataque decisivo, uma ofensiva tão devastadora que lhe permitiria vencer a guerra num só golpe, e tencionava quebrar a linha de defesa dos aliados num pequeno sector do vale do Lys. O sítio onde estavam os portugueses. Tendo como pano de fundo o cenário trágico da participação de Portugal na Grande Guerra, A Filha do Capitão traz-nos a comovente história de uma paixão impossível e, num ritmo vivo e empolgante, assinala o regresso do grande romance às letras portuguesas. O Capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível. Mas o seu amor iria enfrentar um duro teste. O Alto Comando alemão, reunido em segredo em Mons, decidiu que chegara a hora de lançar a grande ofensiva para derrotar os aliados e ganhar a guerra, e escolheu o vale do Lys como palco do ataque final. À sua espera, ignorando o terrível cataclismo prestes a desabar sobre si, estava o Corpo Expedicionário Português. Decorrendo durante a odisseia trágica da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, A Filha do Capitão conta-nos a inesquecível aventura de um punhado de soldados nas trincheiras da Flandres e traz-nos uma paixão impossível entre um oficial português e uma bonita francesa. Mais do que uma simples história de amor, esta é uma comovente narrativa sobre a amizade, mas também sobre a vida e sobre a morte, sobre Deus e a condição humana, a arte e a ciência, o acaso e o destino.
Opinião
Bom, este é daqueles livros em que, pela sinopse, ficamos a saber quase tudo!
É, também, um dos primeiros livros de José Rodrigues dos Santos (o 2º, me parece...), numa altura em que o famoso herói Tomás Noronha, provavelmente, ainda não era nascido. :)
De facto, trata-se de uma história de amor em tempo de guerra. Mas além da história de amor, que serve como pano de fundo, JRS transporta-nos para o início do século XX e dá-nos uma ideia do que foi a colaboração portuguesa na 1ª grande guerra. O autor apresenta-nos um retrato bastante fiel do que terá sido a famosa guerra das trincheiras e de como o Corpo Expedicionário Português a viveu na zona da Flandres. Tudo isto enquanto o panorama político nacional se desenrolava num verdadeiro turbilhão, nos tempos que antecederam a chegada do Estado Novo.
Acaba por ser um bom romance histórico, no sentido em que somos transportados para um período do qual apenas ouvimos falar, e sem grande detalhe (pelo menos no meu caso). De facto, as dificuldades por que passou o CEP foram enormes e as diferenças entre as suas "condições de guerra" e as dos aliados, bem como dos próprios alemães, eram absolutamente abissais. Desde a higiene pessoal (o banho semanal era algo estranho para os portugueses...), à qualidade do vestuário, às condições nas próprias trincheiras, etc.
Uma história muito interessante e uma leitura que recomendo.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Clube de Combate
Sinopse
A primeira regra do Clube de Combate é: não falar do Clube de Combate. A segunda regra do Clube de Combate é: não falar do Clube de Combate. A terceira regra do Clube de Combate é: dois homens por luta.
No mundo apocalíptico de Tyler Durden, os rituais secretos de combate são vividos como um desafio a todos os limites. O que é a lealdade? Que sentido faz pertencer a um grupo? A solidão é uma libertação ou a imagem íntima do terror?
Clube de Combate, adaptado ao cinema, em 1999, por David Fincher e com as interpretações de Brad Pitt e Edward Norton, foi um livro que marcou uma geração.
Opinião
Este é (mais) um dos livros que tinha para lá, na estante, comprado numa promoção e que aguardava a sua vez, como tantos outros. :)
Não tinha visto o filme e não fazia a mínima ideia do que iria sair daquelas páginas. Confesso que o título não me é muito sugestivo, razão principal, talvez, para que nunca tenha tido curiosidade em ver o filme...
O livro conta-nos a história de um funcionário de uma empresa de seguros de automóveis que sofre de insónias e que é aconselhado pelo seu médico a frequentar grupos de auto-ajuda. Numa dessas reuniões acaba por conhecer uma mulher, Marla, que desempenhará um importante papel no decorrer da história. Mas o papel principal será desempenhado por Tyler Durden, alguém que o narrador conhece numa das suas viagens e que irá revolucionar por completo a sua vida, nomeadamente com a criação do Clube de Combate.
O final acaba por ser algo esperado mas mesmo assim, um pouco surpreendente.
A leitura é razoavelmente agradável e, como é pequeno (208 páginas), fez-se a bom ritmo. Não foi, no entanto, um livro que me tivesse marcado... nem pela positiva, nem pela negativa... foi mesmo daqueles assim-assim.
A primeira regra do Clube de Combate é: não falar do Clube de Combate. A segunda regra do Clube de Combate é: não falar do Clube de Combate. A terceira regra do Clube de Combate é: dois homens por luta.
No mundo apocalíptico de Tyler Durden, os rituais secretos de combate são vividos como um desafio a todos os limites. O que é a lealdade? Que sentido faz pertencer a um grupo? A solidão é uma libertação ou a imagem íntima do terror?
Clube de Combate, adaptado ao cinema, em 1999, por David Fincher e com as interpretações de Brad Pitt e Edward Norton, foi um livro que marcou uma geração.
Opinião
Este é (mais) um dos livros que tinha para lá, na estante, comprado numa promoção e que aguardava a sua vez, como tantos outros. :)
Não tinha visto o filme e não fazia a mínima ideia do que iria sair daquelas páginas. Confesso que o título não me é muito sugestivo, razão principal, talvez, para que nunca tenha tido curiosidade em ver o filme...
O livro conta-nos a história de um funcionário de uma empresa de seguros de automóveis que sofre de insónias e que é aconselhado pelo seu médico a frequentar grupos de auto-ajuda. Numa dessas reuniões acaba por conhecer uma mulher, Marla, que desempenhará um importante papel no decorrer da história. Mas o papel principal será desempenhado por Tyler Durden, alguém que o narrador conhece numa das suas viagens e que irá revolucionar por completo a sua vida, nomeadamente com a criação do Clube de Combate.
O final acaba por ser algo esperado mas mesmo assim, um pouco surpreendente.
A leitura é razoavelmente agradável e, como é pequeno (208 páginas), fez-se a bom ritmo. Não foi, no entanto, um livro que me tivesse marcado... nem pela positiva, nem pela negativa... foi mesmo daqueles assim-assim.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Romance em Amesterdão
Sinopse
Mariana e Zé Pedro passaram quinze longos anos sem se tornarem a ver. O tempo que poderia ter sido suficiente para fazer desmaiar a sua paixão vivida em Amesterdão. Os mesmos quinze anos que fizeram Mariana imaginar, milhares de vezes, o reencontro; e Zé Pedro desesperar de alguma vez voltar a encontrá-la. Quando, subitamente, numa azafamada manhã, numa estação de metro, se voltaram a encontrar. Quando tudo parecia ter sido diluído no tempo, eis que o passado volta a ser vivido no presente. Um romance apaixonante!
Opinião
Adquiri este livro há uns meses atrás (quase 1 ano!) numa promoção online da Editorial Presença. Apesar de se tratar de um autor desconhecido para mim, já tinha visto vários livros seus nos escaparates das livrarias, tendo alguns atingido lugares cimeiros nos tops de venda nacionais. Havia chegado o tempo de conhecer mais um autor português.
Zé Pedro é um escritor que, rendido ao fracasso das suas obras, decide emigrar para Amesterdão e trabalhar como empregado de mesa. Mariana é uma mulher que, prestes a dar um importante passo na sua vida, decide fazer uma semana de férias em Amesterdão. E é nessa altura que as suas vidas se cruzam pela primeira vez e ambos vivem uma semana muito intensa, quebrada pelo regresso de Mariana a Portugal. Só após 15 anos se voltam a encontrar e a reacender a faísca que ainda se escondia no íntimo de cada um. Mas entretanto, as realidades pessoais de cada um alteraram-se, Zé Pedro retomou a escrita e é dono de uma pequena livraria e Mariana, advogada num conhecido escritório, casou-se e tem uma filha com precisamente 15 anos!
O resto da história desenrola-se à volta do trio Zé Pedro, Mariana e Ricardo e dos seus encontros, desencontros e demais peripécias que normalmente rodeiam este tipo de histórias.
Apesar de não ser daqueles romances de "encher o olho", que deslumbram ou que nos fazem devorar páginas, acabou por se tornar uma leitura muito agradável, assim num estilo de light-book. A escrita é fluída, bem estruturada e centrada nas personagens e seus sentimentos.
Um autor a quem voltarei... Primeiro porque ainda tenho lá outro livro dele na estante e, acima de tudo, porque é português. :)
Mariana e Zé Pedro passaram quinze longos anos sem se tornarem a ver. O tempo que poderia ter sido suficiente para fazer desmaiar a sua paixão vivida em Amesterdão. Os mesmos quinze anos que fizeram Mariana imaginar, milhares de vezes, o reencontro; e Zé Pedro desesperar de alguma vez voltar a encontrá-la. Quando, subitamente, numa azafamada manhã, numa estação de metro, se voltaram a encontrar. Quando tudo parecia ter sido diluído no tempo, eis que o passado volta a ser vivido no presente. Um romance apaixonante!
Opinião
Adquiri este livro há uns meses atrás (quase 1 ano!) numa promoção online da Editorial Presença. Apesar de se tratar de um autor desconhecido para mim, já tinha visto vários livros seus nos escaparates das livrarias, tendo alguns atingido lugares cimeiros nos tops de venda nacionais. Havia chegado o tempo de conhecer mais um autor português.
Zé Pedro é um escritor que, rendido ao fracasso das suas obras, decide emigrar para Amesterdão e trabalhar como empregado de mesa. Mariana é uma mulher que, prestes a dar um importante passo na sua vida, decide fazer uma semana de férias em Amesterdão. E é nessa altura que as suas vidas se cruzam pela primeira vez e ambos vivem uma semana muito intensa, quebrada pelo regresso de Mariana a Portugal. Só após 15 anos se voltam a encontrar e a reacender a faísca que ainda se escondia no íntimo de cada um. Mas entretanto, as realidades pessoais de cada um alteraram-se, Zé Pedro retomou a escrita e é dono de uma pequena livraria e Mariana, advogada num conhecido escritório, casou-se e tem uma filha com precisamente 15 anos!
O resto da história desenrola-se à volta do trio Zé Pedro, Mariana e Ricardo e dos seus encontros, desencontros e demais peripécias que normalmente rodeiam este tipo de histórias.
Apesar de não ser daqueles romances de "encher o olho", que deslumbram ou que nos fazem devorar páginas, acabou por se tornar uma leitura muito agradável, assim num estilo de light-book. A escrita é fluída, bem estruturada e centrada nas personagens e seus sentimentos.
Um autor a quem voltarei... Primeiro porque ainda tenho lá outro livro dele na estante e, acima de tudo, porque é português. :)
terça-feira, 13 de novembro de 2012
O Ouro dos Cruzados
Sinopse
A bordo do Seaquest II, no porto de Istambul, Jack Howard e a sua equipa organizam um mergulho em busca de um tesouro envolto em mistério. Esperam descobrir o fabuloso ouro que os romanos saquearam do Templo de Salomão e de que fazia parte a Menorá, o cobiçado símbolo sagrado do judaísmo, e mais tarde desaparecido em Constantinopla, na época das Cruzadas. O que o explorador vem a descobrir leva-o e à sua equipa numa aventurosa busca, ao mesmo tempo geográfica e cronológica, à volta do mundo, desde a queda do Império à ascensão viquingue e às suas navegações até ao continente americano e até aos tempos do poder Nazi, um périplo onde afloram igualmente os segredos do Vaticano. Entretanto uma obscura seita secreta, atravessa-se no caminho dos exploradores, determinada a recuperar o ouro dos cruzados a todo o custo.
Opinião
Quando, na altura, li a sinopse deste Ouro dos Cruzados, confesso que fiquei bastante entusiasmado com esta mistura de romanos, judaísmo, vikings, nazis e até segredos do Vaticano! Tudo apontava para uma aventura "histórica", um dos meus géneros favoritos, numa busca por um artefacto histórico de grande valor e cuja descoberta poderia acarretar um conjunto de transformações no mundo actual. Para quem não sabe, a Menorá é um dos símbolos mais importantes do judaísmo e constitui, actualmente, um dos símbolos do estado de Israel, em conjunto com a Estrela de Davi.
De facto, o início desta aventura é prometedor. Somos levados a acompanhar o trabalho de mergulho de Jack Howard e da sua equipa, no porto de Istambul (antiga Constantinopla) onde descobrem os restos de um antigo Drakar Viking que, segundo a teoria de Jack, terá pertencido a Harald Hardrada, um antigo rei Viking que participou no saque de Constantinopla. O problema é que depois veio o caos! De Istambul somos levados para Inglaterra, depois para a Gronelândia, América do Norte e finalmente América Central, em pleno território Maia. Pelo meio, há uma série de descobertas e coincidências "demasiado coincidentes" que, quanto a mim, forçam demasiado a estória a seguir o rumo desejado pelo autor e tornam aquilo que poderia ser história numa verdadeira fábula imaginária.
Além disso, creio que o autor, ao pretender misturar na mesma história, um conjunto de ingredientes para a tornar mais apetecível, daqueles que suscitam sempre a curiosidade do leitor e avivam a leitura, acabou por criar um caldo demasiado espesso e, em muitas ocasiões, muito confuso. A participação de Vikings nas cruzadas, sociedades secretas (mais uma...), mergulho em interior de iceberg (cuja descrição foi, para mim, das leituras mais confusas que alguma vez fiz... a páginas tantas já não se percebia como é que os intervenientes estavam... dentro, fora, virados para baixo, virados para cima... enfim...), chegada dos vikings à América do Norte (talvez o facto mais credível no meio de todos os outros), e, para terminar, o desembarque de Vikings na América Central, em pleno território Maia!?!
No geral, gostei da leitura. Apesar de confusa em algumas secções acaba por ser fluida. Pena é que em termos históricos (aquilo que eu realmente aprecio neste tipo de aventuras) tenha ficado um pouco aquém das expectativas. Demasiado forçado...
A bordo do Seaquest II, no porto de Istambul, Jack Howard e a sua equipa organizam um mergulho em busca de um tesouro envolto em mistério. Esperam descobrir o fabuloso ouro que os romanos saquearam do Templo de Salomão e de que fazia parte a Menorá, o cobiçado símbolo sagrado do judaísmo, e mais tarde desaparecido em Constantinopla, na época das Cruzadas. O que o explorador vem a descobrir leva-o e à sua equipa numa aventurosa busca, ao mesmo tempo geográfica e cronológica, à volta do mundo, desde a queda do Império à ascensão viquingue e às suas navegações até ao continente americano e até aos tempos do poder Nazi, um périplo onde afloram igualmente os segredos do Vaticano. Entretanto uma obscura seita secreta, atravessa-se no caminho dos exploradores, determinada a recuperar o ouro dos cruzados a todo o custo.
Opinião
Quando, na altura, li a sinopse deste Ouro dos Cruzados, confesso que fiquei bastante entusiasmado com esta mistura de romanos, judaísmo, vikings, nazis e até segredos do Vaticano! Tudo apontava para uma aventura "histórica", um dos meus géneros favoritos, numa busca por um artefacto histórico de grande valor e cuja descoberta poderia acarretar um conjunto de transformações no mundo actual. Para quem não sabe, a Menorá é um dos símbolos mais importantes do judaísmo e constitui, actualmente, um dos símbolos do estado de Israel, em conjunto com a Estrela de Davi.
De facto, o início desta aventura é prometedor. Somos levados a acompanhar o trabalho de mergulho de Jack Howard e da sua equipa, no porto de Istambul (antiga Constantinopla) onde descobrem os restos de um antigo Drakar Viking que, segundo a teoria de Jack, terá pertencido a Harald Hardrada, um antigo rei Viking que participou no saque de Constantinopla. O problema é que depois veio o caos! De Istambul somos levados para Inglaterra, depois para a Gronelândia, América do Norte e finalmente América Central, em pleno território Maia. Pelo meio, há uma série de descobertas e coincidências "demasiado coincidentes" que, quanto a mim, forçam demasiado a estória a seguir o rumo desejado pelo autor e tornam aquilo que poderia ser história numa verdadeira fábula imaginária.
Além disso, creio que o autor, ao pretender misturar na mesma história, um conjunto de ingredientes para a tornar mais apetecível, daqueles que suscitam sempre a curiosidade do leitor e avivam a leitura, acabou por criar um caldo demasiado espesso e, em muitas ocasiões, muito confuso. A participação de Vikings nas cruzadas, sociedades secretas (mais uma...), mergulho em interior de iceberg (cuja descrição foi, para mim, das leituras mais confusas que alguma vez fiz... a páginas tantas já não se percebia como é que os intervenientes estavam... dentro, fora, virados para baixo, virados para cima... enfim...), chegada dos vikings à América do Norte (talvez o facto mais credível no meio de todos os outros), e, para terminar, o desembarque de Vikings na América Central, em pleno território Maia!?!
No geral, gostei da leitura. Apesar de confusa em algumas secções acaba por ser fluida. Pena é que em termos históricos (aquilo que eu realmente aprecio neste tipo de aventuras) tenha ficado um pouco aquém das expectativas. Demasiado forçado...
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
As Velas Ardem Até ao Fim
Sinopse
Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...
Opinião
Deste autor, Sándor Márai, já tinha lido há cerca de 2 anos "A Herança de Eszter" e, apesar de não ter sido uma leitura deslumbrante, acabei por ficar com o nome gravado e com vontade de voltar a explorar a sua obra. E foi o que fiz com este As Velas Ardem Até ao Fim. Mais uma vez, creio que fiquei com a mesma sensação pós-leitura. Não é mau, mas é precisto ter um determinado estado de espírito para o conseguir ler e apreciá-lo. Tal como o anterior, tudo começa com a chegada de uma carta que vai despoletar velhas recordações e sentimentos adormecidos em relação a uma velha amizade.
Tudo se passa num pequeno castelo, na Hungria, num ambiente oitocentista. Um velho general é visitado por um velho amigo, Konrad, com o qual estudou e partilhou toda uma infância e adolescência e o princípio da vida adulta. A chegada de Konrad vai fazê-los revivar um estranho acontecimento que marcou a vida de ambos e que os forçou a viver 41 anos separados.
Apesar de uma escrita relativamente simples, é um livro que se pode tornar um pouco difícil de ler devido, sobretudo, à falta de acção. À excepção da primeira parte do livro em que nos é apresentada a relação entre os dois intervenientes e o modo como foi construída e cimentada a sua amizade, o resto resume-se a (quase) um monólogo por parte do general com uma série de reflexões sobre o valor da amizade e as contingências e abalos da vida e suas consequências na amizade.
É, acima de tudo, uma reflexão sobre a amizade. O que é, como se constrói, como a devemos encarar mediante alguns acontecimentos que esbarram na vida dos intervenientes... Uma leitura engraçada mas que, confesso, não apareceu na melhor altura. Talvez seja um daqueles livros a reler um dia mais tarde...
Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular...
Opinião
Deste autor, Sándor Márai, já tinha lido há cerca de 2 anos "A Herança de Eszter" e, apesar de não ter sido uma leitura deslumbrante, acabei por ficar com o nome gravado e com vontade de voltar a explorar a sua obra. E foi o que fiz com este As Velas Ardem Até ao Fim. Mais uma vez, creio que fiquei com a mesma sensação pós-leitura. Não é mau, mas é precisto ter um determinado estado de espírito para o conseguir ler e apreciá-lo. Tal como o anterior, tudo começa com a chegada de uma carta que vai despoletar velhas recordações e sentimentos adormecidos em relação a uma velha amizade.
Tudo se passa num pequeno castelo, na Hungria, num ambiente oitocentista. Um velho general é visitado por um velho amigo, Konrad, com o qual estudou e partilhou toda uma infância e adolescência e o princípio da vida adulta. A chegada de Konrad vai fazê-los revivar um estranho acontecimento que marcou a vida de ambos e que os forçou a viver 41 anos separados.
Apesar de uma escrita relativamente simples, é um livro que se pode tornar um pouco difícil de ler devido, sobretudo, à falta de acção. À excepção da primeira parte do livro em que nos é apresentada a relação entre os dois intervenientes e o modo como foi construída e cimentada a sua amizade, o resto resume-se a (quase) um monólogo por parte do general com uma série de reflexões sobre o valor da amizade e as contingências e abalos da vida e suas consequências na amizade.
É, acima de tudo, uma reflexão sobre a amizade. O que é, como se constrói, como a devemos encarar mediante alguns acontecimentos que esbarram na vida dos intervenientes... Uma leitura engraçada mas que, confesso, não apareceu na melhor altura. Talvez seja um daqueles livros a reler um dia mais tarde...
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
A Águia do Império
Sinopse
Afastado de Roma devido a uma conspiração que envolve o próprio Imperador, o jovem Quintus Cato, amante das letras e da vida no palácio, chega à Germânia para se inscrever como recruta na Segunda Legião, a mais temida e afamada dos exércitos de Roma. E se a adaptação aos rigores da vida militar já se revela terrivelmente difícil, o jovem ainda tem de enfrentar o desprezo dos camaradas quando descobrem que, graças aos contactos que tem em Roma, Cato vai receber um posto superior ao deles: o de lugar-tenente de Macro, o mais experiente e destemido de todos os centuriões. Para recuperar o respeito dos camaradas, Cato vai ter de provar a sua coragem contra as sanguinárias tribos germânicas. E se sobreviver, o pior ainda está para vir: a Segunda Legião vai ser enviada para uma terra de barbaridade sem paralelo, a nebulosa e distante Britânia. E ele e Macro, escolhidos para uma missão secreta repleta de intrigas, que ameaçam não só as suas vidas, mas também o futuro do Império.
Opinião
Sou, desde os meus 13 anos (mais ano menos ano), altura em que estudei na escola a civilização romana, um apaixonado por Roma. Sempre me fascinou o império romano e o modo como foram capazes de conquistar e dominar grande parte da Europa, o Norte de África e a bacia mediterrânica da Ásia. Com uma máquina de guerra poderosíssima, uma organização excepcional e uma capacidade, quer ao nível da arquitectura quer ao nível da engenharia, extraordinária e muitos anos à frente de qualquer outra civilização da altura, impuseram o seu poderio a um vasto conjunto de povos que se subjugaram, durante centenas de anos, aos descendentes de Rómulo e Remo.
Há muito que já tinha esta Saga da Águia debaixo de olho e aguardava, pacientemente, a melhor altura para iniciar a sua leitura. Aconteceu este ano. E em boa hora!
Este primeiro volume, essencialmente de apresentação às duas personagens principais da Saga, o experiente centurião Macro e o seu optio Cato, começa por nos apresentar o dia a dia de uma das mais temerosas legiões romanas, a afamada 2ª Legião para a qual Cato é enviado. Ao mesmo tempo que o autor nos vai introduzindo na máquina de guerra romana, nas suas técnicas de treino e de combate, vamos assistindo ao desenrolar de uma conspiração que afectará as suas vidas, a própria legião e, inclusivamente, o futuro do império romano.
Percebe-se, neste primeiro volume, toda a sua paixão e conhecimento profundo sobre a civilização romana de Simon Scarrow, com relatos e descrições bastante pormenorizadas sobre o modo de vida da máquina de guerra romana.
O segundo volume já está em queue e, muito provavelmente, será lido ainda este ano.
Excelente leitura!
Afastado de Roma devido a uma conspiração que envolve o próprio Imperador, o jovem Quintus Cato, amante das letras e da vida no palácio, chega à Germânia para se inscrever como recruta na Segunda Legião, a mais temida e afamada dos exércitos de Roma. E se a adaptação aos rigores da vida militar já se revela terrivelmente difícil, o jovem ainda tem de enfrentar o desprezo dos camaradas quando descobrem que, graças aos contactos que tem em Roma, Cato vai receber um posto superior ao deles: o de lugar-tenente de Macro, o mais experiente e destemido de todos os centuriões. Para recuperar o respeito dos camaradas, Cato vai ter de provar a sua coragem contra as sanguinárias tribos germânicas. E se sobreviver, o pior ainda está para vir: a Segunda Legião vai ser enviada para uma terra de barbaridade sem paralelo, a nebulosa e distante Britânia. E ele e Macro, escolhidos para uma missão secreta repleta de intrigas, que ameaçam não só as suas vidas, mas também o futuro do Império.
Opinião
Sou, desde os meus 13 anos (mais ano menos ano), altura em que estudei na escola a civilização romana, um apaixonado por Roma. Sempre me fascinou o império romano e o modo como foram capazes de conquistar e dominar grande parte da Europa, o Norte de África e a bacia mediterrânica da Ásia. Com uma máquina de guerra poderosíssima, uma organização excepcional e uma capacidade, quer ao nível da arquitectura quer ao nível da engenharia, extraordinária e muitos anos à frente de qualquer outra civilização da altura, impuseram o seu poderio a um vasto conjunto de povos que se subjugaram, durante centenas de anos, aos descendentes de Rómulo e Remo.
Há muito que já tinha esta Saga da Águia debaixo de olho e aguardava, pacientemente, a melhor altura para iniciar a sua leitura. Aconteceu este ano. E em boa hora!
Este primeiro volume, essencialmente de apresentação às duas personagens principais da Saga, o experiente centurião Macro e o seu optio Cato, começa por nos apresentar o dia a dia de uma das mais temerosas legiões romanas, a afamada 2ª Legião para a qual Cato é enviado. Ao mesmo tempo que o autor nos vai introduzindo na máquina de guerra romana, nas suas técnicas de treino e de combate, vamos assistindo ao desenrolar de uma conspiração que afectará as suas vidas, a própria legião e, inclusivamente, o futuro do império romano.
Percebe-se, neste primeiro volume, toda a sua paixão e conhecimento profundo sobre a civilização romana de Simon Scarrow, com relatos e descrições bastante pormenorizadas sobre o modo de vida da máquina de guerra romana.
O segundo volume já está em queue e, muito provavelmente, será lido ainda este ano.
Excelente leitura!
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O Primo Basílio
Sinopse
Escrito em Inglaterra, O Primo Basílio, publicado em 1878, é um romance de costumes da média burguesia lisboeta e uma sátira moralizadora ao romanesco da sociedade da época.
Luísa é uma vítima das suas leituras negativas e da baixeza moral do primo, quando a ausência do marido a deixou entregue ao seu vazio interior. É uma vítima do ócio.
Eça sugere artisticamente os traços psicológicos das várias figuras da obra com os seus dramas, que de forma alguma enfraquecem o clima trágico, denso, do drama da heroína.
Opinião
Na senda da tradição que tenho seguido nos últimos anos, com a leitura de (pelo menos) 2 clássicos portugueses por ano, este Primo Basílio foi o primeiro do ano. Depois de, há 2 anos, ter relido Os Maias de Eça de Queirós, tinha alguma vontade em voltar ao admirável mundo de Eça e à sua deliciosa escrita.
Desta vez, Eça brinda-nos com uma história sobre aventuras e desventuras conjugais no seio de uma família burguesa. Luísa é uma mulher casada, simples e representante dos bons costumes da época até que um dia reencontra o seu primo Basílio que a vai arrancar do ócio e do tédio em que vive e despertar-lhe os sentimentos rebeldes e a procura por uma aventura extra-conjugal que, de um modo mais ou menos reprimido, sempre a acompanhou. Basílio é um daqueles galãs de antigamente, conquistador e muito seguro de si próprio, só lhe interessa o seu bem estar e as suas conquistas.
Uma excelente crítica à burguesia da época, com alguma alguma ironia e alguns salpicos da realidade política da altura. Uma leitura agradável.
Escrito em Inglaterra, O Primo Basílio, publicado em 1878, é um romance de costumes da média burguesia lisboeta e uma sátira moralizadora ao romanesco da sociedade da época.
Luísa é uma vítima das suas leituras negativas e da baixeza moral do primo, quando a ausência do marido a deixou entregue ao seu vazio interior. É uma vítima do ócio.
Eça sugere artisticamente os traços psicológicos das várias figuras da obra com os seus dramas, que de forma alguma enfraquecem o clima trágico, denso, do drama da heroína.
Opinião
Na senda da tradição que tenho seguido nos últimos anos, com a leitura de (pelo menos) 2 clássicos portugueses por ano, este Primo Basílio foi o primeiro do ano. Depois de, há 2 anos, ter relido Os Maias de Eça de Queirós, tinha alguma vontade em voltar ao admirável mundo de Eça e à sua deliciosa escrita.
Desta vez, Eça brinda-nos com uma história sobre aventuras e desventuras conjugais no seio de uma família burguesa. Luísa é uma mulher casada, simples e representante dos bons costumes da época até que um dia reencontra o seu primo Basílio que a vai arrancar do ócio e do tédio em que vive e despertar-lhe os sentimentos rebeldes e a procura por uma aventura extra-conjugal que, de um modo mais ou menos reprimido, sempre a acompanhou. Basílio é um daqueles galãs de antigamente, conquistador e muito seguro de si próprio, só lhe interessa o seu bem estar e as suas conquistas.
Uma excelente crítica à burguesia da época, com alguma alguma ironia e alguns salpicos da realidade política da altura. Uma leitura agradável.
terça-feira, 10 de julho de 2012
O Cego de Sevilha
Sinopse
É semana santa em Sevilha. Um empresário de renome é encontrado atado, amordaçado e morto em frente da sua televisão. As feridas auto-infligidas deixam perceber a luta que travou para evitar o horror das imagens que foi forçado a ver. Quando confrontado com esta macabra cena, o habitualmente desapaixonado detective de homicídios Javier Falcón sente um medo inexplicável.
Opinião
Creio que este foi o primeiro policial que li e, sinceramente, confesso que não é o meu género literário preferido.
A história desenrola-se sob a perspectiva do detective de homícidios Javier Fálcon que, na investigação de um assassínio macabro, ver-se-á envolvido numa viagem ao passado da sua família, nomeadamente do seu pai.
Não obstante os meus gostos literários se orientarem para outra "prateleira", a leitura deste Cego de Sevilha acabou por ser agradável. No entanto, para um policial, achei que lhe faltaram aqueles pontos de suspense e acção que, supostamente, devem caracterizar o género.
A introdução é boa. Um homicídio com características macabras que activa imediatamente a curiosidade do leitor sobre a trama. Uma excelente "ponta do véu" que, quanto a mim, podia ter sido melhor explorada. Gostei do caminho seguido pelo assassino (sim, porque não ficamos só pela primeira morte...) e do facto de só no final do livro nos começarmos a aperceber quem poderia ser o "mau da fita". Como qualquer bom policial, há que manter o suspense até ao fim e esperar um "ahhhh" final do leitor quando descobre o assassino.
No entanto, o que menos gostei no livro foi a mistura entre a génese dos crimes (e do próprio assassino) e a história de vida do inspector Falcón. Não me cativou o modo como o caminho seguido pelo inspector para desvendar o mistério dependeu da sua própria história de vida e na descoberta de quem foi, na realidade, o seu pai.
Concluindo, além de uma leitura agradável, permitiu-me "arrumar" um livro que já estava na prateleira à espera há cerca de 4~5 anos...
É semana santa em Sevilha. Um empresário de renome é encontrado atado, amordaçado e morto em frente da sua televisão. As feridas auto-infligidas deixam perceber a luta que travou para evitar o horror das imagens que foi forçado a ver. Quando confrontado com esta macabra cena, o habitualmente desapaixonado detective de homicídios Javier Falcón sente um medo inexplicável.
Opinião
Creio que este foi o primeiro policial que li e, sinceramente, confesso que não é o meu género literário preferido.
A história desenrola-se sob a perspectiva do detective de homícidios Javier Fálcon que, na investigação de um assassínio macabro, ver-se-á envolvido numa viagem ao passado da sua família, nomeadamente do seu pai.
Não obstante os meus gostos literários se orientarem para outra "prateleira", a leitura deste Cego de Sevilha acabou por ser agradável. No entanto, para um policial, achei que lhe faltaram aqueles pontos de suspense e acção que, supostamente, devem caracterizar o género.
A introdução é boa. Um homicídio com características macabras que activa imediatamente a curiosidade do leitor sobre a trama. Uma excelente "ponta do véu" que, quanto a mim, podia ter sido melhor explorada. Gostei do caminho seguido pelo assassino (sim, porque não ficamos só pela primeira morte...) e do facto de só no final do livro nos começarmos a aperceber quem poderia ser o "mau da fita". Como qualquer bom policial, há que manter o suspense até ao fim e esperar um "ahhhh" final do leitor quando descobre o assassino.
No entanto, o que menos gostei no livro foi a mistura entre a génese dos crimes (e do próprio assassino) e a história de vida do inspector Falcón. Não me cativou o modo como o caminho seguido pelo inspector para desvendar o mistério dependeu da sua própria história de vida e na descoberta de quem foi, na realidade, o seu pai.
Concluindo, além de uma leitura agradável, permitiu-me "arrumar" um livro que já estava na prateleira à espera há cerca de 4~5 anos...
quinta-feira, 28 de junho de 2012
O Espelho de Salomão
Sinopse
Um documento escrito numa língua esquecida indica um caminho perigoso que leva ao tesouro dos visigodos. Alejandra Espinosa, uma jovem historiadora desempregada, ouve uma conversa, num encontro de ex-colegas da faculdade, na qual é referido um estranhíssimo livro, descoberto por acaso, ao catalogar-se a biblioteca de um particular. O livro é escrito em ulfilano, o antigo alfabeto dos visigodos. Há um prólogo no qual se afirma que é cópia de um texto medieval.Intrigada, suspeitando que se trata de uma falsificação, um tema que a apaixona, Alejandra decide investigar. A investigação provoca uma série de acontecimentos que parecem fazer parte de uma sequência iniciada muitos séculos atrás, no tempo dos reis visigodos. Uma trama oculta envolve as mais variadas personagens e sociedades secretas. Em pouco tempo, Alejandra chega a uma conclusão: todos os que se aproximam do livro são expostos ao perigo de uma morte violenta.
Opinião
Além da fantasia, o romance histórico é o género literário que mais prazer me dá a ler. Como sou (e sempre fui) um apaixonado pela história, tudo o que meta aventuras e desventuras com historiadores deixa-me sempre colado ao livro. E este é um deles.
Apesar de não ser daqueles romances do estilo "papa-páginas", como os do Dan Brown ou do nosso José Rodrigues dos Santos, este Espelho de Salomão de León Arsenal lê-se muitíssimo bem, em grande parte porque está excelentemente bem estruturado.
A forma como o autor vai introduzindo os "dados históricos" no enredo consegue manter o leitor dentro da história sem nunca se perder em extensas e improfícuas explicações e particularidades históricas que, na maior parte dos casos, acaba por desviar a atenção do leitor para o essencial. Neste ponto, a obra está excelente.
Em relação à história, acompanhamos Alejandra Espinosa, uma historiadora desempregrada que, após uma conversa furtuita entre amigos, se vê envolvida na tentativa de interpretação de um texto antigo, da era dos Visigodos, que por sua vez a levará a uma investigação sobre um antigo tesouro. Para apimentar mais a história e para lhe dar aquele condimento especial, nada melhor do que a introdução de Sociedades Secretas que tentam a todo o custo proteger o segredo.
Em resumo, uma excelente leitura. Apesar de não apresentar um enredo propriamente original, a leitura leve e bem estruturada acaba por se tornar cativante e distraída.
Um documento escrito numa língua esquecida indica um caminho perigoso que leva ao tesouro dos visigodos. Alejandra Espinosa, uma jovem historiadora desempregada, ouve uma conversa, num encontro de ex-colegas da faculdade, na qual é referido um estranhíssimo livro, descoberto por acaso, ao catalogar-se a biblioteca de um particular. O livro é escrito em ulfilano, o antigo alfabeto dos visigodos. Há um prólogo no qual se afirma que é cópia de um texto medieval.Intrigada, suspeitando que se trata de uma falsificação, um tema que a apaixona, Alejandra decide investigar. A investigação provoca uma série de acontecimentos que parecem fazer parte de uma sequência iniciada muitos séculos atrás, no tempo dos reis visigodos. Uma trama oculta envolve as mais variadas personagens e sociedades secretas. Em pouco tempo, Alejandra chega a uma conclusão: todos os que se aproximam do livro são expostos ao perigo de uma morte violenta.
Opinião
Além da fantasia, o romance histórico é o género literário que mais prazer me dá a ler. Como sou (e sempre fui) um apaixonado pela história, tudo o que meta aventuras e desventuras com historiadores deixa-me sempre colado ao livro. E este é um deles.
Apesar de não ser daqueles romances do estilo "papa-páginas", como os do Dan Brown ou do nosso José Rodrigues dos Santos, este Espelho de Salomão de León Arsenal lê-se muitíssimo bem, em grande parte porque está excelentemente bem estruturado.
A forma como o autor vai introduzindo os "dados históricos" no enredo consegue manter o leitor dentro da história sem nunca se perder em extensas e improfícuas explicações e particularidades históricas que, na maior parte dos casos, acaba por desviar a atenção do leitor para o essencial. Neste ponto, a obra está excelente.
Em relação à história, acompanhamos Alejandra Espinosa, uma historiadora desempregrada que, após uma conversa furtuita entre amigos, se vê envolvida na tentativa de interpretação de um texto antigo, da era dos Visigodos, que por sua vez a levará a uma investigação sobre um antigo tesouro. Para apimentar mais a história e para lhe dar aquele condimento especial, nada melhor do que a introdução de Sociedades Secretas que tentam a todo o custo proteger o segredo.
Em resumo, uma excelente leitura. Apesar de não apresentar um enredo propriamente original, a leitura leve e bem estruturada acaba por se tornar cativante e distraída.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
82ª Feira do Livro
Terminou ontem mais uma edição da Feira do Livro do Porto, a 82ª.
- O Punhal do Soberano (A Saga do Assassino #2), de Robin Hobb
- O Regresso do Assassino (Vol. #1), de Robin Hobb
- Os Filhos da Droga, de Christianne F.
- A Cabana, de William P. Young
- A Rapariga Que Sonhava Com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo (Millennium #2), de Stieg Larsson
- A Águia do Império (Saga da Águia #1), de Simon Scarrow
- Herança (Ciclo da Herança #4), de Christopher Paolini
- Duna, de Frank Herbert
- O Nome do Vento (Crónica do Regicida #1), de Patrick Rothfuss
O "Punhal do Soberano" já estava quase certo como aquirido já que depois de ter gostado bastante do primeiro volume da saga, estava apenas à espera de oportunidade para me atirar aos restantes volumes. Já o Regresso do Assassino, também de Hobb foi oferta na Saída de Emergência (pague 2, leve 3).
Os Filhos da Droga é um livro que já tenho "debaixo de olho" há muitos, muitos anos. Sempre me suscitou alguma curiosidade e como a temática é sempre actual, vou satsifazer a minha curiosidade.
"A Cabana" era livro do dia, portanto a metade do preço. Fazia parte da minha lista "curious-about-it" pelo que aproveitei. Veremos o que sai daqui...
O segundo volume da saga Millennium veio fazer companhia ao primeiro que já está na prateleira desde a feira do ano passado. As críticas que tenho lido sobre a saga aguçam-me o apetite. Está em lista de espera para leitura.
Quanto à Saga da Águia, finalmente adquiri o volume 1! Tenho o 2 na prateleira (também) à espera desde a feira do ano passado. Este ano vou, concerteza, iniciar a leitura desta saga. Até porque é um tema que sempre me fascinou, a história romana.
D'A Herança, não estou à espera de grande coisa mas como já li os 3 anteriores, tenho que terminar a leitura da saga... O mais certo é Galbatorix ser derrotado e Eragon ser elevado a "o maior lá da terra" mas veremos...
A Duna foi um verdadeiro achado! Já estava a pagar os 3 livros na banca da Saída de Emergência quando reparei, num pequeno escaparate meio escondido com livros a 8€ e entre eles, o Duna berrava: leva-me, leva-me!!! E eu fiz-lhe a vontade. :)
O Nome do Vento também foi uma pechincha na Leya. Estava praticamente a metade do preço. Também já estava na wishlist há uns meses.
Tempo ainda para os tradicionais clássicos portugueses. Desta vez vieram mais 2:
Mais um de Eça de Queirós (A Relíquia) e meu primeiro livro de Almeida Garret. Tenho ideia de o ter lido na escola há muitos anos atrás mas confesso que não tenho ideia nenhuma do conteúdo.
Este ano contive-me... nas visitas! Só lá fui uma vez... o tempo não deu tréguas...
Em compensação, acho que fiz boas compras... entre livros do dia, promoções pague 2 leve 3 e pague 3 leve 4, etc...
Eis o figurino:
- O Punhal do Soberano (A Saga do Assassino #2), de Robin Hobb
- O Regresso do Assassino (Vol. #1), de Robin Hobb
- Os Filhos da Droga, de Christianne F.
- A Cabana, de William P. Young
- A Rapariga Que Sonhava Com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo (Millennium #2), de Stieg Larsson
- A Águia do Império (Saga da Águia #1), de Simon Scarrow
- Herança (Ciclo da Herança #4), de Christopher Paolini
- Duna, de Frank Herbert
- O Nome do Vento (Crónica do Regicida #1), de Patrick Rothfuss
O "Punhal do Soberano" já estava quase certo como aquirido já que depois de ter gostado bastante do primeiro volume da saga, estava apenas à espera de oportunidade para me atirar aos restantes volumes. Já o Regresso do Assassino, também de Hobb foi oferta na Saída de Emergência (pague 2, leve 3).
Os Filhos da Droga é um livro que já tenho "debaixo de olho" há muitos, muitos anos. Sempre me suscitou alguma curiosidade e como a temática é sempre actual, vou satsifazer a minha curiosidade.
"A Cabana" era livro do dia, portanto a metade do preço. Fazia parte da minha lista "curious-about-it" pelo que aproveitei. Veremos o que sai daqui...
O segundo volume da saga Millennium veio fazer companhia ao primeiro que já está na prateleira desde a feira do ano passado. As críticas que tenho lido sobre a saga aguçam-me o apetite. Está em lista de espera para leitura.
Quanto à Saga da Águia, finalmente adquiri o volume 1! Tenho o 2 na prateleira (também) à espera desde a feira do ano passado. Este ano vou, concerteza, iniciar a leitura desta saga. Até porque é um tema que sempre me fascinou, a história romana.
D'A Herança, não estou à espera de grande coisa mas como já li os 3 anteriores, tenho que terminar a leitura da saga... O mais certo é Galbatorix ser derrotado e Eragon ser elevado a "o maior lá da terra" mas veremos...
A Duna foi um verdadeiro achado! Já estava a pagar os 3 livros na banca da Saída de Emergência quando reparei, num pequeno escaparate meio escondido com livros a 8€ e entre eles, o Duna berrava: leva-me, leva-me!!! E eu fiz-lhe a vontade. :)
O Nome do Vento também foi uma pechincha na Leya. Estava praticamente a metade do preço. Também já estava na wishlist há uns meses.
Tempo ainda para os tradicionais clássicos portugueses. Desta vez vieram mais 2:
Mais um de Eça de Queirós (A Relíquia) e meu primeiro livro de Almeida Garret. Tenho ideia de o ter lido na escola há muitos anos atrás mas confesso que não tenho ideia nenhuma do conteúdo.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
O Festim dos Corvos
Sinopse
Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objectivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz?
Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família, e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo?
A guerra está prestes a terminar mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?
Opinião
(atenção, contém alguns spoilers para quem não leu os anteriores)
Hora de pausa para um cházinho, s.f.f. :)
É este o sentimento durante e após a leitura de O Festim dos Corvos. Depois da tormenta e da glória de Martin nos volumes 5 e 6 (A Tormenta de Espadas e A Glória dos Traidores), Martin viu-se obrigado, até para nos dar algum descanso, a pausar a acção e a situar-nos na história, pegando em várias personagens que poderiam, eventualmente, ficar "perdidas" após os acontecimentos anteriores e reposicionando-as quer geograficamente quer politicamente na intriga do jogo dos tronos.
Gostei bastante da deslocalização para Sul, onde Martin nos levou (por mais tempo) para as terras de Dorne e para o mundo dos Martell. Gostei bastante da introdução destes novos jogadores. A sede de vingança pela morte do príncipe Oberyn é tal que até as sobrinhas se preparam para a guerra. E também por terras de Dorne, não falta intriga política e jogos manhosos pelo poder. Nesta matéria, Martin é mesmo um especialista.
Por outro lado, acompanhamos Arya na sua saída (fuga) de Westeros, a caminho das terras livres, mais precisamente Bravos, sempre acompanhada em pensamento pelas palavras de Jaqen Hgar e a imagem de Syrio, o seu bravosi professor de esgrima.
Por outro lado, em Kings Landing acompanhamos com mais detalhe, o apanhar dos cacos de Cersei, depois da louça partida com a morte do pai e a fuga de Tyrion. E aqui, Martin tenta-nos dar uma outra perspectiva da rainha, deixando-nos entrar na cabela dela e tentar perceber até que nível ela é capaz de jogar o já famoso Jogo dos Tronos.
Apenas um pequeno reparo no que diz respeito a Brienne. Acho que houve um exagero de atenção prestada a esta personagem e à sua demanda (quanto a mim) sem sentido. Acaba por ser a verdadeira barata tonta no meio da guerra! Ora atrás de uns, ora procurando outros, ora fugindo, etc. Teria preferido perder mais tempo (ou até ler mais páginas) com as andanças de outros personagens que com esta "cavaleira" errante.
Nesta pausa para chá/café tivemos também oportunidade de deambular pelas Ilhas de Ferro e perceber a guerra pela sucessão que se está prestes a travar com vários pretendentes ao ao lugar deixado vago após a morte da lula gigante, Balon Greyjoy.
Venha o próximo...
Ainda me faltam 3 volumes!
Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objectivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz?
Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família, e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo?
A guerra está prestes a terminar mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?
Opinião
(atenção, contém alguns spoilers para quem não leu os anteriores)
Hora de pausa para um cházinho, s.f.f. :)
É este o sentimento durante e após a leitura de O Festim dos Corvos. Depois da tormenta e da glória de Martin nos volumes 5 e 6 (A Tormenta de Espadas e A Glória dos Traidores), Martin viu-se obrigado, até para nos dar algum descanso, a pausar a acção e a situar-nos na história, pegando em várias personagens que poderiam, eventualmente, ficar "perdidas" após os acontecimentos anteriores e reposicionando-as quer geograficamente quer politicamente na intriga do jogo dos tronos.
Gostei bastante da deslocalização para Sul, onde Martin nos levou (por mais tempo) para as terras de Dorne e para o mundo dos Martell. Gostei bastante da introdução destes novos jogadores. A sede de vingança pela morte do príncipe Oberyn é tal que até as sobrinhas se preparam para a guerra. E também por terras de Dorne, não falta intriga política e jogos manhosos pelo poder. Nesta matéria, Martin é mesmo um especialista.
Por outro lado, acompanhamos Arya na sua saída (fuga) de Westeros, a caminho das terras livres, mais precisamente Bravos, sempre acompanhada em pensamento pelas palavras de Jaqen Hgar e a imagem de Syrio, o seu bravosi professor de esgrima.
Por outro lado, em Kings Landing acompanhamos com mais detalhe, o apanhar dos cacos de Cersei, depois da louça partida com a morte do pai e a fuga de Tyrion. E aqui, Martin tenta-nos dar uma outra perspectiva da rainha, deixando-nos entrar na cabela dela e tentar perceber até que nível ela é capaz de jogar o já famoso Jogo dos Tronos.
Apenas um pequeno reparo no que diz respeito a Brienne. Acho que houve um exagero de atenção prestada a esta personagem e à sua demanda (quanto a mim) sem sentido. Acaba por ser a verdadeira barata tonta no meio da guerra! Ora atrás de uns, ora procurando outros, ora fugindo, etc. Teria preferido perder mais tempo (ou até ler mais páginas) com as andanças de outros personagens que com esta "cavaleira" errante.
Nesta pausa para chá/café tivemos também oportunidade de deambular pelas Ilhas de Ferro e perceber a guerra pela sucessão que se está prestes a travar com vários pretendentes ao ao lugar deixado vago após a morte da lula gigante, Balon Greyjoy.
Venha o próximo...
Ainda me faltam 3 volumes!
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Os Jogos da Fome II e III
Sinopse
Contra todas as expectativas, não só Katniss Everdeen venceu os Jogos da Fome, como pela primeira vez na história desta competição dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Mas o que para Katniss e Peeta não passou de uma estratégia desesperada para não terem de escolher entre matar ou morrer, para os espectadores de todos os distritos foi um acto de desafio ao poder opressivo do Capitólio. Agora, Katniss e Peeta tornaram-se os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar... O segundo volume da trilogia "Os Jogos da Fome" mantém um ritmo constante de adrenalina e promete tornar-se uma das leituras mais viciantes do ano.
Sinopse
Katniss Everdeen não devia estar viva. Mas, apesar dos planos do Capitólio, a rapariga em chamas sobreviveu e está agora junto de Gale, da mãe e da irmã no Distrito 13. Recuperando pouco a pouco dos ferimentos que sofreu na arena, Katniss procura adaptar-se à nova realidade: Peeta foi capturado pelo Capitólio, o Distrito 12 já não existe e a revolução está prestes a começar. Agora estão todos a contar com Katniss para continuar a desempenhar o seu papel, assumir a responsabilidade por inúmeras vidas e mudar para sempre o destino de Panem - independentemente de tudo aquilo que terá de sacrificar…
Opinião
Depois de ter lido o primeiro volume no final do ano passado, e sabendo que o filme baseado nos livros iria estrear em Março, optei por terminar a leitura da trilogia de "uma assentada". Além disso, tratando-se de livros relativamente curtos e orientados para a malta young-adult, a sua leitura acaba por ser bastante fluida e rápida.
Apesar de o primeiro livro me ter deixado um pouco desconsolado, no que diz respeito essencialmente à construção das personagens, acho que a autora conseguiu com o segundo livro dar a volta a esta questão. Deste, gostei. Acho que o desenrolar da história de Katniss e Peeta (e de Panem) só podia seguir este caminho e a forma de vingança escolhida pelo Presidente Snow acaba por transformar o final da história (com Katniss e Peeta a ganharem os jogos) no início de uma nova (o regresso à arena), desta vez com muito mais acção e muito melhores descrições no regresso à arena dos jogos.
Na minha opinião, neste segundo livro a autora finalmente consegue agarrar os leitores e prendê-los à história, com fases em que quase nos "impede" de fechar o livro e voltar no dia seguinte. Muita acção, algumas reviravoltas e um final que, apesar de mais ou menos esperado, não deixa de ser surpreendente.
Aliás, o final é um verdadeiro rastilho (muito curto) para despoletar a leitura do terceiro! Por isso, apesar de não ter esse hábito, li os dois de seguida.
Infelizmente, o terceiro veio-se a revelar nova desilusão. Notei, em demasia, a falta de descrições sobre os acontecimentos e, acima de tudo, a incapacidade da autora em nos transmitir as emoções das várias personagens durante o desenrolar dos acontecimentos. Muitas das vezes, foi tudo demasiadamente resumido para fazer a história andar para a frente. E o final, bem... o final achei-o paupérrimo comparativamente com o resto da obra. Ao terceiro volume, e depois de tantas voltas e reviravoltas, a autora falhou redondamente na machadada final. Poderia ter terminado de várias maneiras, menos da forma como o fez. Demasiado insípido, demasiado "frio"...
Considerando a trilogia no seu todo, acho que a autora conseguiu "inventar" uma história muito interessante que poderia ter dado origem a bem mais do que estes simples 3 volumes. O universo no qual se desenrola é credível, as personagens são cativantes e a ideia de rebelião consegue sempre agarrar os leitores na ânsia de saber/ler o que se vai passar e como vai acabar. Acredito que o objectivo era desenvolver a história e contá-la tendo em conta um público alvo específico no qual eu já não me enquadro.
Acho que posso comparar esta trilogia a uma curva de Gauss. Teve um pico no meio mas o início e o fim ficaram muito aquém de algo que poderia (e deveria) ter sido nivelado para manter uma certa uniformidade...
Resta agora ver a adaptação cinematográfica... Pode ser que me agrade.
Contra todas as expectativas, não só Katniss Everdeen venceu os Jogos da Fome, como pela primeira vez na história desta competição dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Mas o que para Katniss e Peeta não passou de uma estratégia desesperada para não terem de escolher entre matar ou morrer, para os espectadores de todos os distritos foi um acto de desafio ao poder opressivo do Capitólio. Agora, Katniss e Peeta tornaram-se os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar... O segundo volume da trilogia "Os Jogos da Fome" mantém um ritmo constante de adrenalina e promete tornar-se uma das leituras mais viciantes do ano.
Sinopse
Katniss Everdeen não devia estar viva. Mas, apesar dos planos do Capitólio, a rapariga em chamas sobreviveu e está agora junto de Gale, da mãe e da irmã no Distrito 13. Recuperando pouco a pouco dos ferimentos que sofreu na arena, Katniss procura adaptar-se à nova realidade: Peeta foi capturado pelo Capitólio, o Distrito 12 já não existe e a revolução está prestes a começar. Agora estão todos a contar com Katniss para continuar a desempenhar o seu papel, assumir a responsabilidade por inúmeras vidas e mudar para sempre o destino de Panem - independentemente de tudo aquilo que terá de sacrificar…
Opinião
Depois de ter lido o primeiro volume no final do ano passado, e sabendo que o filme baseado nos livros iria estrear em Março, optei por terminar a leitura da trilogia de "uma assentada". Além disso, tratando-se de livros relativamente curtos e orientados para a malta young-adult, a sua leitura acaba por ser bastante fluida e rápida.
Apesar de o primeiro livro me ter deixado um pouco desconsolado, no que diz respeito essencialmente à construção das personagens, acho que a autora conseguiu com o segundo livro dar a volta a esta questão. Deste, gostei. Acho que o desenrolar da história de Katniss e Peeta (e de Panem) só podia seguir este caminho e a forma de vingança escolhida pelo Presidente Snow acaba por transformar o final da história (com Katniss e Peeta a ganharem os jogos) no início de uma nova (o regresso à arena), desta vez com muito mais acção e muito melhores descrições no regresso à arena dos jogos.
Na minha opinião, neste segundo livro a autora finalmente consegue agarrar os leitores e prendê-los à história, com fases em que quase nos "impede" de fechar o livro e voltar no dia seguinte. Muita acção, algumas reviravoltas e um final que, apesar de mais ou menos esperado, não deixa de ser surpreendente.
Aliás, o final é um verdadeiro rastilho (muito curto) para despoletar a leitura do terceiro! Por isso, apesar de não ter esse hábito, li os dois de seguida.
Infelizmente, o terceiro veio-se a revelar nova desilusão. Notei, em demasia, a falta de descrições sobre os acontecimentos e, acima de tudo, a incapacidade da autora em nos transmitir as emoções das várias personagens durante o desenrolar dos acontecimentos. Muitas das vezes, foi tudo demasiadamente resumido para fazer a história andar para a frente. E o final, bem... o final achei-o paupérrimo comparativamente com o resto da obra. Ao terceiro volume, e depois de tantas voltas e reviravoltas, a autora falhou redondamente na machadada final. Poderia ter terminado de várias maneiras, menos da forma como o fez. Demasiado insípido, demasiado "frio"...
Considerando a trilogia no seu todo, acho que a autora conseguiu "inventar" uma história muito interessante que poderia ter dado origem a bem mais do que estes simples 3 volumes. O universo no qual se desenrola é credível, as personagens são cativantes e a ideia de rebelião consegue sempre agarrar os leitores na ânsia de saber/ler o que se vai passar e como vai acabar. Acredito que o objectivo era desenvolver a história e contá-la tendo em conta um público alvo específico no qual eu já não me enquadro.
Acho que posso comparar esta trilogia a uma curva de Gauss. Teve um pico no meio mas o início e o fim ficaram muito aquém de algo que poderia (e deveria) ter sido nivelado para manter uma certa uniformidade...
Resta agora ver a adaptação cinematográfica... Pode ser que me agrade.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Já somos assim tantos...
... os fãs de George R.R. Martin ou foi apenas o advento da série televisa Game of Thrones que trouxe este pessoal todo à Fnac do Norteshopping na sexta-feira passada?
Sinceramente, não fazia ideia que As Crónicas de Gelo e Fogo tinham atingido este nível de popularidade!
E tudo, para que este senhor nos desse a honra de assinar (no máximo) dois livrinhos da saga...
O evento estava marcado para as 19h mas só consegui chegar por volta das 19h30 e o aspecto era este:
Impressionante!
Claro que lá chegado, não podia desistir e, por fim, uns minutos depois das 20h30 lá consegui chegar junto do mestre e receber 3 carimbos!!! Tinha levado A Glória dos Traidores (volume 5 e aquele que foi, até agora, o ex-libris destas crónicas) e ainda comprei os 2 que me faltavam: O Mar de Ferro e A Dança dos Dragões.
No final, tive direito a um "sarrabisco" destes nos 3 livros que referi.
Proveitoso, hein? :)
Sinceramente, não fazia ideia que As Crónicas de Gelo e Fogo tinham atingido este nível de popularidade!
E tudo, para que este senhor nos desse a honra de assinar (no máximo) dois livrinhos da saga...
O evento estava marcado para as 19h mas só consegui chegar por volta das 19h30 e o aspecto era este:
Impressionante!
Claro que lá chegado, não podia desistir e, por fim, uns minutos depois das 20h30 lá consegui chegar junto do mestre e receber 3 carimbos!!! Tinha levado A Glória dos Traidores (volume 5 e aquele que foi, até agora, o ex-libris destas crónicas) e ainda comprei os 2 que me faltavam: O Mar de Ferro e A Dança dos Dragões.
No final, tive direito a um "sarrabisco" destes nos 3 livros que referi.
Proveitoso, hein? :)
segunda-feira, 23 de abril de 2012
O Monte dos Vendavais
O Monte dos Vendavais é uma das grandes obras-primas da literatura inglesa. Único romance escrito por Emily Brontë, é a narrativa poderosa e tragicamente bela da paixão de Heathcliff e Catherine Earnshaw, de um amor tempestuoso e quase demoníaco que acabará por afectar as vidas de todos aqueles que os rodeiam como uma maldição. Adoptado em criança pelo patriarca da família Earnshaw, o senhor do Monte dos Vendavais, Heathcliff é ostracizado por Hindley, o filho legítimo, e levado a acreditar que Catherine, a irmã dele, não corresponde à intensidade dos seus sentimentos. Abandona assim o Monte dos Vendavais para regressar anos mais tarde disposto a levar a cabo a mais tenebrosa vingança. Magistral na construção da trama narrativa, na singularidade e força das personagens, na grandeza poética da sua visão, nodoso e agreste como a raiz da urze que cobre as charnecas de Yorkshire, O Monte dos Vendavais reveste-se da intemporalidade inerente à grande literatura.
Opinião
Esta obra era um daqueles clássicos que por muitos livros que leiamos e por muitos anos que passamos a ler, havemos sempre de o ver nas prateleiras das livrarias e, em especial, na Internet, em sites dedicados a livros, leituras e críticas. Há já algum tempo que o tinha comprado e aguardava uma oportunidade para o ler. Essa oportunidade surgiu numa leitura conjunta levada a cabo no Goodreads.
Confesso, portanto, que estava bastante entusiasmado quando parti para esta leitura. Infelizmente, rapidamente perdi o ânimo e fiquei bastante desiludido com este clássico.
Tudo começa com uma visita de Mr. Lockwood ao seu senhorio, Mr. Heathcliff que consegue ser uma pessoa ainda mais fechada e reservada que ele próprio. A arrogância, a rudeza e a má-educação de todos os moradores são de tal ordem do "outro mundo" que ao fim das primeiras 60~80 páginas a única questão que se colocava era: mas o que é isto? um manicómio com loucos a sério lá dentro!!!
Só depois começamos a perceber as raízes da história de todas as personagens e o que as levou a chegar àquele ponto e aí, outra questão se colocava: mas em que estado de loucura é que estava a autora para escrever daquela maneira e para criar uma verdadeira "realidade paralela" em que os intervenientes são completamente desiquilibrados (isto para não dizer chanfrados mesmo!!!)?
E todo o resto do livro se desenvolve nesta loucura até que uns vão morrendo atrás de outros... Para ser coerente com o resto, o final acaba também por ser um completo desconsolo, totalmente insosso...
Resumindo, ainda bem que o li numa leitura conjunta caso contrário, ia acabar por arrastar a leitura e ia-se tornar um suplício acabá-lo, tamanho é o interesse que me foi despertando... Enfim, há clássicos e clássicos.
sexta-feira, 30 de março de 2012
O Jogo do Anjo
Sinopse
Na turbulenta Barcelona dos anos de 1920, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe a proposta de um misterioso editor para escrever um livro como nunca existiu, em troca de uma fortuna e, talvez, de muito mais.
Com um estilo deslumbrante e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo à Barcelona de o Cemitério dos Livros Esquecidos para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos, onde o encantamento dos livros, a paixão e a amizade se conjugam num romance magistral.
Opinião
Já conhecia Zafon desde a leitura do seu magistral "A Sombra do Vento", e ansiava por relê-lo mas por vezes são tantos livros em fila de espera para ler e outros tantos em fila de espera para adquirir que alguns acabam por ficar perdidos no tempo... Até que, numa conversa ocasional com um outro leitor, ele nos empresa "O Jogo do Anjo". :)
Em tantos anos de leitura, foi apenas o segundo livro emprestado que li... (obrigado A.P.)
Tal como "A Sombra do Vento", este "O Jogo do Anjo" leva-nos a dar uma volta por Barcelona, só que, desta vez, uns anos mais cedo, na década de 1920. É a história de David Martín, um aspirante a escritor que, graças a um "padrinho" muito especial, acaba por concretizar o seu sonho e desata a escrever pequenas histórias que lhe vão consumindo tempo e, essencialmente, saúde. Até que, ao conhecer um intrigante e obscuro editor francês, surge-lhe a oportunidade de escrever "o livro" da vida dele por uma quantia astronómica, 100 mil francos.
A escrita, mais uma vez, volta a ser brilhante. Sem ser demasiado complexa, nem demasiado básica, é absolutamente deliciosa. O humor, as ironias e o sarcasmo com que o autor nos apresenta Martín são únicos.
Não sendo um daqueles romances "eléctricos", ao estilo Dan Brown, ou um thriller devorador de páginas, não deixa de ser fantástico a capacidade do autor de nos manter agarrados ao livro, ansiando pelos próximos acontecimentos.
E há passagens que são verdadeiramente deliciosas, como estas que reti:
"...estavam os meus companheiros de alojamento amontoados de encontro à janela a ver se captavam uma visão fugaz das monumentais nádegas de Marujita num daqueles vaivéns que as espalhavam como massa de folar de Páscoa de encontro ao vidro da sua clarabóia, quando soou a campaínha da pensão."
Desmanchei-me a rir quando li isto...
É sem dúvida, um autor de leituras obrigatórias. Um dos meus preferidos.
Na turbulenta Barcelona dos anos de 1920, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe a proposta de um misterioso editor para escrever um livro como nunca existiu, em troca de uma fortuna e, talvez, de muito mais.
Com um estilo deslumbrante e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo à Barcelona de o Cemitério dos Livros Esquecidos para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos, onde o encantamento dos livros, a paixão e a amizade se conjugam num romance magistral.
Opinião
Já conhecia Zafon desde a leitura do seu magistral "A Sombra do Vento", e ansiava por relê-lo mas por vezes são tantos livros em fila de espera para ler e outros tantos em fila de espera para adquirir que alguns acabam por ficar perdidos no tempo... Até que, numa conversa ocasional com um outro leitor, ele nos empresa "O Jogo do Anjo". :)
Em tantos anos de leitura, foi apenas o segundo livro emprestado que li... (obrigado A.P.)
Tal como "A Sombra do Vento", este "O Jogo do Anjo" leva-nos a dar uma volta por Barcelona, só que, desta vez, uns anos mais cedo, na década de 1920. É a história de David Martín, um aspirante a escritor que, graças a um "padrinho" muito especial, acaba por concretizar o seu sonho e desata a escrever pequenas histórias que lhe vão consumindo tempo e, essencialmente, saúde. Até que, ao conhecer um intrigante e obscuro editor francês, surge-lhe a oportunidade de escrever "o livro" da vida dele por uma quantia astronómica, 100 mil francos.
A escrita, mais uma vez, volta a ser brilhante. Sem ser demasiado complexa, nem demasiado básica, é absolutamente deliciosa. O humor, as ironias e o sarcasmo com que o autor nos apresenta Martín são únicos.
Não sendo um daqueles romances "eléctricos", ao estilo Dan Brown, ou um thriller devorador de páginas, não deixa de ser fantástico a capacidade do autor de nos manter agarrados ao livro, ansiando pelos próximos acontecimentos.
E há passagens que são verdadeiramente deliciosas, como estas que reti:
"...estavam os meus companheiros de alojamento amontoados de encontro à janela a ver se captavam uma visão fugaz das monumentais nádegas de Marujita num daqueles vaivéns que as espalhavam como massa de folar de Páscoa de encontro ao vidro da sua clarabóia, quando soou a campaínha da pensão."
Desmanchei-me a rir quando li isto...
É sem dúvida, um autor de leituras obrigatórias. Um dos meus preferidos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)































