Finalmente chegaram...
Este ano vão ser diferentes, mas o descanso vai reinar!
Até Setembro!
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Principauté de Monaco
Ou, em bom português, o Principado do Mónaco. De volta às férias...
Tive a felicidade de passar pelo Mónaco no último Agosto, durante as férias que gozamos em Antibes e, realmente, foi mesmo uma felicidade poder visitar aquilo que considero como um "mundo à parte".
Luxo, luxo e... ainda mais luxo! É tudo aquilo que encontramos por lá. Desde o parque automóvel até aos bares/esplanadas, restaurantes, passando pelos magníficos jardins, é tudo fabuloso!
O Principado do Mónaco, que se reduz praticamente à cidade de Montecarlo, é um impressionante emaranhado de estradas e tuneis, parques de estacionamento subterrâneos e vários prédios quase colados porque não há, literalmente, uma nesga de terreno livre para se fazer o que quer que seja. É impressão minha ou aquilo está sobrelotado?!?
Já lá vão uns aninhos largos quando conheci (virtualmente) pela primeira vez o Mónaco e mais concretamente, o circuito de Fórmula 1. Dado que era um grande aficionado (ok, viciado mesmo...) do Grande Prémio do Mónaco, passei horas e horas a percorrê-lo naquilo que foi o primeiro grande jogo de fórmula 1 para PC. Falo do Formula 1 Grand Prix da Microprose. Grande jogo, velhos tempos... conhecia a pista de trás para a frente pelo que ia convencido que, assim que me encontrasse numa das ruas do circuito, iria conseguir "posicionar-me" e encontrar rumo. Mas no meio de tantos túneis, viadutos e cruzamentos, andei por lá perdido até dar com o posto de turismo e o parque subterrâneo do casino. E é que nem pensei duas vez, apesar do preço do parque.
Lá pousamos a "biatura" e fomos explorar as riquezas daquele novo mundo! Como estava no parque do casino, por baixo dos jardins do casino, a primeira maravilha com que nos deparámos foi, obviamente, o Casino. :)
E o Hotel de Paris, do outro lado.
Encontrei-me, então, num ponto conhecido do circuito, pelo que a partir dali já sabia onde estava "o resto da pista". :)
Depois de um almoço em plenos "Jardins do Casino" (claro que levava marmita, impensável ir a um restaurante!!!) e de umas voltas pela zona, terminadas pela já habitual aquisição de postais, lá pegamos no carro e fomos fazer o circuito!
Foi absolutamente fantástico. Dei duas voltas e na terceira a Carla já estava a olhar para mim ao que eu lhe respondi: que foi, o grande prémio são 78 voltas!!! ainda estou na 3ª!!!
Lá estacionamos novamente e fomos conhecer a zona das boxes, a recta da meta e a zona das piscinas.
E como "uma vez não é vez" decidimos ir a uma esplanada "nas boxes". Não é muito perceptível na fotografia anterior mas depois do insuflável e até ao final da "recta da meta", a zona das boxes estava preenchida com várias esplanadas. Por uma Coronna, um drink sem alcool e um gelado pagamos cerca de 20€!!! Assim não me sobra dinheiro para o aparcamento do iate!!!
E foi assim, um belo dia passado no Mónaco. Antes de virmos embora ainda tentei passar pela zona da Vieille Ville, local onde está situado o Palácio do Principe Alberto e o Museu Oceanográfico mas como o acesso era pedonal e os parques novamente a pagar (e bem) optamos por regressar.
É certo que ficou muito por ver mas acho que o "cheirinho" a que tivemos direito já foi muito bom. Tão cedo não voltarei lá...
Tive a felicidade de passar pelo Mónaco no último Agosto, durante as férias que gozamos em Antibes e, realmente, foi mesmo uma felicidade poder visitar aquilo que considero como um "mundo à parte".
Luxo, luxo e... ainda mais luxo! É tudo aquilo que encontramos por lá. Desde o parque automóvel até aos bares/esplanadas, restaurantes, passando pelos magníficos jardins, é tudo fabuloso!
O Principado do Mónaco, que se reduz praticamente à cidade de Montecarlo, é um impressionante emaranhado de estradas e tuneis, parques de estacionamento subterrâneos e vários prédios quase colados porque não há, literalmente, uma nesga de terreno livre para se fazer o que quer que seja. É impressão minha ou aquilo está sobrelotado?!?
Já lá vão uns aninhos largos quando conheci (virtualmente) pela primeira vez o Mónaco e mais concretamente, o circuito de Fórmula 1. Dado que era um grande aficionado (ok, viciado mesmo...) do Grande Prémio do Mónaco, passei horas e horas a percorrê-lo naquilo que foi o primeiro grande jogo de fórmula 1 para PC. Falo do Formula 1 Grand Prix da Microprose. Grande jogo, velhos tempos... conhecia a pista de trás para a frente pelo que ia convencido que, assim que me encontrasse numa das ruas do circuito, iria conseguir "posicionar-me" e encontrar rumo. Mas no meio de tantos túneis, viadutos e cruzamentos, andei por lá perdido até dar com o posto de turismo e o parque subterrâneo do casino. E é que nem pensei duas vez, apesar do preço do parque.
Lá pousamos a "biatura" e fomos explorar as riquezas daquele novo mundo! Como estava no parque do casino, por baixo dos jardins do casino, a primeira maravilha com que nos deparámos foi, obviamente, o Casino. :)
E o Hotel de Paris, do outro lado.
Encontrei-me, então, num ponto conhecido do circuito, pelo que a partir dali já sabia onde estava "o resto da pista". :)
Depois de um almoço em plenos "Jardins do Casino" (claro que levava marmita, impensável ir a um restaurante!!!) e de umas voltas pela zona, terminadas pela já habitual aquisição de postais, lá pegamos no carro e fomos fazer o circuito!
Foi absolutamente fantástico. Dei duas voltas e na terceira a Carla já estava a olhar para mim ao que eu lhe respondi: que foi, o grande prémio são 78 voltas!!! ainda estou na 3ª!!!
Lá estacionamos novamente e fomos conhecer a zona das boxes, a recta da meta e a zona das piscinas.
E como "uma vez não é vez" decidimos ir a uma esplanada "nas boxes". Não é muito perceptível na fotografia anterior mas depois do insuflável e até ao final da "recta da meta", a zona das boxes estava preenchida com várias esplanadas. Por uma Coronna, um drink sem alcool e um gelado pagamos cerca de 20€!!! Assim não me sobra dinheiro para o aparcamento do iate!!!
E foi assim, um belo dia passado no Mónaco. Antes de virmos embora ainda tentei passar pela zona da Vieille Ville, local onde está situado o Palácio do Principe Alberto e o Museu Oceanográfico mas como o acesso era pedonal e os parques novamente a pagar (e bem) optamos por regressar.
É certo que ficou muito por ver mas acho que o "cheirinho" a que tivemos direito já foi muito bom. Tão cedo não voltarei lá...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Le Vieille Ville d'Antibes
Antibes é, na minha modesta opinião, o melhor local para "poisar" no caso de estarem de férias no sul de França ou, para sermos mais chiques, no caso de estarem de vacances na Côte d'Azur. Fica perto de tudo ou, pelo menos, perto dos melhores locais de interesse. Cannes, Nice, Villefranche-sur-mer, Mónaco e até Itália.
Mas vamos por partes e este post será dedicado apenas à "vila velha" de Antibes ou centro histórico (como nós, por cá, costumamos chamar).
Uma das principais marcas de Antibes é, sem qualquer dúvida, a sua imponente marina. Posso mesmo dizer, em liguagem futebolística, que dá 15 a zero à marina do Mónaco (irei lá depois, em posts futuros). Aquilo é gigante e está repleta de iates. Não são barcos nem barquinhos, são iates magníficos e alguns palácios flutuantes! Absolutamente soberbo. A imagem seguinte (proveniente de um postal) demonstra bem a magnitude da marina, bem maior que a "pequena" Vieille Ville, à direita. são mais de 2 Km de perímetro (isto sem entrar nas "línguas" de estacionamento...).
Várias foram as vezes em que fomos dar um giro pela marina.
Em alguns, a quantidade de "brinquedos" a bordo era de pasmar, desde lanchas a motas de água, havia de tudo.Então à noite era impressionante ver os barcos iluminados com o pessoal a jantar a bordo, ao ar livre. :)
E havia ainda uma secção reservado aos grandes iates, que pareciam verdadeiros cruzeiros.
Só para se ter uma ideia, era em Antibes que o grande magnata Roman Abramovich tinha o seu "barquinho" estacionado. E também foi em Antibes que lhe recusaram o estacionamento do seu novo iate (o maior iate privado do mundo). Não tinham espaço, diziam eles...
Quanto à vieille ville, é, sem sombra de dúvida, um centro muito bonito, marcado acima de tudo pelo luxo e opulência dos veraneantes. Desde os bares e cafés com as suas explanadas aos restaurantes de luxo (cuja aparência das mesas e decoração metia cobiça a qualquer um...), passando pelas tradicionais lojas de souvenirs, o luxo e os preços elevados eram uma constante em qualquer lugar. Pudera!!! Quem anda nos barquinhos que mostrei atrás não deverá estar muito preocupado com a conta do restaurante...
Um dos muitos aspectos interessantes na vila era o seu mercado tradicional, le marché d'Antibes. Trata-se de um pequeno espaço onde durante a manhã decorre uma feira tradicional (cujos preços não tinham nada de tradicional)...
...e à tarde, no mesmo espaço, os feirantes tradicionais eram substituídos por feirantes de arte e pela extensão das explanadas dos vários bares/restaurantes que existem junto à praça.
Mas dado que estamos no sul, banhados pelo Mediterrânea, obviamente que não podia faltar a "praiinha"!
Junto à marina, a pequenina praia de Antibes era suficiente para refrescar quem, como nós por vezes, queria ir tomar uma banhoca sem ter que pegar no carro.
Um pouco mais adiante da vila velha, em direcção ao Cap d'Antibes a Juan-les-pins ficava a praia de La Salis, essa sim bem maior e com uma vista magnífica sobre a Vieille Ville d'Antibes.
Antibes é de facto uma vila lindíssima e representativa da Riviera Francesa. Único (e grande, enorme) defeito: é tudo absurdamente caro!!! É um mundo completamente à parte quando comparado com a nossa realidade. Mas com um bocadinho de ginástica financeira, um apartamento baratinho, menos cafés, menos gelados, a proibição completa de se comer fora :( , dá perfeitamente para se passar uma bela semaninha de férias. Nem que seja a apreciar o luxo dos outros. :)
Adorei e hei-de lá voltar. Não sei daqui a quanto tempo (com a crise que vai...), mas hei-de voltar ao sul de França. :)
Mas vamos por partes e este post será dedicado apenas à "vila velha" de Antibes ou centro histórico (como nós, por cá, costumamos chamar).
Uma das principais marcas de Antibes é, sem qualquer dúvida, a sua imponente marina. Posso mesmo dizer, em liguagem futebolística, que dá 15 a zero à marina do Mónaco (irei lá depois, em posts futuros). Aquilo é gigante e está repleta de iates. Não são barcos nem barquinhos, são iates magníficos e alguns palácios flutuantes! Absolutamente soberbo. A imagem seguinte (proveniente de um postal) demonstra bem a magnitude da marina, bem maior que a "pequena" Vieille Ville, à direita. são mais de 2 Km de perímetro (isto sem entrar nas "línguas" de estacionamento...).
Várias foram as vezes em que fomos dar um giro pela marina.
Em alguns, a quantidade de "brinquedos" a bordo era de pasmar, desde lanchas a motas de água, havia de tudo.Então à noite era impressionante ver os barcos iluminados com o pessoal a jantar a bordo, ao ar livre. :)
E havia ainda uma secção reservado aos grandes iates, que pareciam verdadeiros cruzeiros.
Só para se ter uma ideia, era em Antibes que o grande magnata Roman Abramovich tinha o seu "barquinho" estacionado. E também foi em Antibes que lhe recusaram o estacionamento do seu novo iate (o maior iate privado do mundo). Não tinham espaço, diziam eles...
Quanto à vieille ville, é, sem sombra de dúvida, um centro muito bonito, marcado acima de tudo pelo luxo e opulência dos veraneantes. Desde os bares e cafés com as suas explanadas aos restaurantes de luxo (cuja aparência das mesas e decoração metia cobiça a qualquer um...), passando pelas tradicionais lojas de souvenirs, o luxo e os preços elevados eram uma constante em qualquer lugar. Pudera!!! Quem anda nos barquinhos que mostrei atrás não deverá estar muito preocupado com a conta do restaurante...
Um dos muitos aspectos interessantes na vila era o seu mercado tradicional, le marché d'Antibes. Trata-se de um pequeno espaço onde durante a manhã decorre uma feira tradicional (cujos preços não tinham nada de tradicional)...
...e à tarde, no mesmo espaço, os feirantes tradicionais eram substituídos por feirantes de arte e pela extensão das explanadas dos vários bares/restaurantes que existem junto à praça.
Mas dado que estamos no sul, banhados pelo Mediterrânea, obviamente que não podia faltar a "praiinha"!
Junto à marina, a pequenina praia de Antibes era suficiente para refrescar quem, como nós por vezes, queria ir tomar uma banhoca sem ter que pegar no carro.
Um pouco mais adiante da vila velha, em direcção ao Cap d'Antibes a Juan-les-pins ficava a praia de La Salis, essa sim bem maior e com uma vista magnífica sobre a Vieille Ville d'Antibes.
Antibes é de facto uma vila lindíssima e representativa da Riviera Francesa. Único (e grande, enorme) defeito: é tudo absurdamente caro!!! É um mundo completamente à parte quando comparado com a nossa realidade. Mas com um bocadinho de ginástica financeira, um apartamento baratinho, menos cafés, menos gelados, a proibição completa de se comer fora :( , dá perfeitamente para se passar uma bela semaninha de férias. Nem que seja a apreciar o luxo dos outros. :)
Adorei e hei-de lá voltar. Não sei daqui a quanto tempo (com a crise que vai...), mas hei-de voltar ao sul de França. :)
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
A caminho da Côte!
Finda a semana de "férias familiares" em Grenoble, eis chegado o dia de fazer a descida até ao Sul de França, para a conhecida região da Côte d'Azur. Mas que grande aventura que foi esta descida... já lá vou.
Quano planeei a estadia em Antibes, no Sul, o apartamento que escolhi tinha como condição que as estadias fossem feitas de sábado a sábado. Ok, não há problema. Passamos a primeira semana em Grenoble e depois descemos para Antibes no sábado. Acontece que só no final da semana, após algumas conversas com os tios e primos da Carla e depois de ver algumas notícias nos telejornais franceses, me apercebi que o sábado que tinha planeado a viagem para o Sul era precisamente o dia 30 de Junho, o primeiro fim de semana de Agosto ou, para se perceber melhor, o primeiro dia do primeiro fim de semana em que os gauleses, armados em verdadeiros loucos, rumam todos para o Sul!!!
E só me apercebi desta debandada gaulesa quando os telejornais começaram a avisar com alertas NEGROS para as estradas rumo ao sul! Alertas NEGROS e não vermelhos! Estamos a falar de centenas de quilómetros de fila! E não estou a exagerar porque eu estive numa delas!!!
Segundo o meu plano inicial, iria fazer a viagem para o Sul por estradas nacionais em vez das autoestradas, num total de 360Km, pela chamada Route Napoleón. Coisa pouca, pensei eu. Saímos de manhã, almoçamos pelo caminho e, a meio da tarde, chegaremos a Antibes. Puro engano...
Os 360Km demoraram simplesmente 11h a serem percorridos!!! 11h, f#$&*%!!!!
Meus amigos, aceitem este conselho: em França, NUNCA VIAGEM DE NORTE PARA SUL NOS 2 PRIMEIROS FINS DE SEMANA DE AGOSTO!!!
Para terem uma ideia, o cenário foi o seguinte:
- a cerca de 280km do destino
-a cerca de 230Km do destino
- a cerca de 200Km do destino
Devo dizer que almoçamos literalmente na berma da estrada. :)
Aproveitando o facto de estar tudo parado ou então em "pára-arranca", encostei na berma, num local com alguma erva e uma sombrinha e pimba, toca a encher os depósitos do pessoal.
Só a cerca de 100Km do destino é que comecei a rolar a um ritmo mais "normal". Isto já no final da tarde e com o pessoal já cansadíssimo de estar dentro do carro... Enfim...
Mas à parte todo o trânsito e "seca" que apanhamos, devo dizer que percorri um dos caminhos mais bonitos que já fiz de carro. E hei-de voltar a fazê-lo, mas com menos trânsito de preferência. A Route Napoleón é basicamente uma rota que parte de Grenoble e que tem como destino Cannes (na realidade, o sentido da rota é o contrário, segundo reza a história), sendo toda ela feita em estrada de montanha com paisagens absolutamente magnifícas e passagem por várias vilas e aldeias de características medievais. Infelizmente, dado o tempo que estavamos a demorar, não deu para parar e conhecer alguns dos locais míticos da route como Gap, Sisteron, Digne-les-Bains ou Castellane mas, quem sabe, talvez numa próxima oportunidade...
Deixo aqui algumas das poucas fotos que fui fazendo ao longo da viagem. Foram feitas durante os dois primeiros terços da viagem. No último terço, a paciência para parar e tirar fotografias já se tinha esvaído há muito... E foi pena porque o último terço é, talvez, a zona mais bonita e com paisagens verdadeiramente deslumbrantes, principalmente a chegada a Castellane...
Quano planeei a estadia em Antibes, no Sul, o apartamento que escolhi tinha como condição que as estadias fossem feitas de sábado a sábado. Ok, não há problema. Passamos a primeira semana em Grenoble e depois descemos para Antibes no sábado. Acontece que só no final da semana, após algumas conversas com os tios e primos da Carla e depois de ver algumas notícias nos telejornais franceses, me apercebi que o sábado que tinha planeado a viagem para o Sul era precisamente o dia 30 de Junho, o primeiro fim de semana de Agosto ou, para se perceber melhor, o primeiro dia do primeiro fim de semana em que os gauleses, armados em verdadeiros loucos, rumam todos para o Sul!!!
E só me apercebi desta debandada gaulesa quando os telejornais começaram a avisar com alertas NEGROS para as estradas rumo ao sul! Alertas NEGROS e não vermelhos! Estamos a falar de centenas de quilómetros de fila! E não estou a exagerar porque eu estive numa delas!!!
Segundo o meu plano inicial, iria fazer a viagem para o Sul por estradas nacionais em vez das autoestradas, num total de 360Km, pela chamada Route Napoleón. Coisa pouca, pensei eu. Saímos de manhã, almoçamos pelo caminho e, a meio da tarde, chegaremos a Antibes. Puro engano...
Os 360Km demoraram simplesmente 11h a serem percorridos!!! 11h, f#$&*%!!!!
Meus amigos, aceitem este conselho: em França, NUNCA VIAGEM DE NORTE PARA SUL NOS 2 PRIMEIROS FINS DE SEMANA DE AGOSTO!!!
Para terem uma ideia, o cenário foi o seguinte:
- a cerca de 280km do destino
-a cerca de 230Km do destino
- a cerca de 200Km do destino
Devo dizer que almoçamos literalmente na berma da estrada. :)
Aproveitando o facto de estar tudo parado ou então em "pára-arranca", encostei na berma, num local com alguma erva e uma sombrinha e pimba, toca a encher os depósitos do pessoal.
Só a cerca de 100Km do destino é que comecei a rolar a um ritmo mais "normal". Isto já no final da tarde e com o pessoal já cansadíssimo de estar dentro do carro... Enfim...
Mas à parte todo o trânsito e "seca" que apanhamos, devo dizer que percorri um dos caminhos mais bonitos que já fiz de carro. E hei-de voltar a fazê-lo, mas com menos trânsito de preferência. A Route Napoleón é basicamente uma rota que parte de Grenoble e que tem como destino Cannes (na realidade, o sentido da rota é o contrário, segundo reza a história), sendo toda ela feita em estrada de montanha com paisagens absolutamente magnifícas e passagem por várias vilas e aldeias de características medievais. Infelizmente, dado o tempo que estavamos a demorar, não deu para parar e conhecer alguns dos locais míticos da route como Gap, Sisteron, Digne-les-Bains ou Castellane mas, quem sabe, talvez numa próxima oportunidade...
Deixo aqui algumas das poucas fotos que fui fazendo ao longo da viagem. Foram feitas durante os dois primeiros terços da viagem. No último terço, a paciência para parar e tirar fotografias já se tinha esvaído há muito... E foi pena porque o último terço é, talvez, a zona mais bonita e com paisagens verdadeiramente deslumbrantes, principalmente a chegada a Castellane...
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Un petit tour na zona de Grenoble (II)
Para terminar o périplo pela zona de Grenoble, resta a incursão que fizemos ao maciço de Vercors, nomeadamente à vila de Villard de Lans e à Gorge de la Bourne.
Villard de Lans é uma pequena e simpática vila a 1050m de altitude, que se transforma num verdadeiro centro de ski durante o Inverno.
A saída de Villard de Lans foi feita em direcção ao Pont en Royans através da Gorge de la Bourne, uma das mais belas estradas que tive a sorte e o prazer de fazer. Como o próprio nome indica, a Gorge de la Bourne significa a "garganta" ou o desfiladeiro de la Bourne, e é, literalmente, uma estrada aberta numa das paredes do referido desfiladeiro. As paisagens são soberbas e é absolutamente impressionante imaginarmos que a estrada foi inicialmente aberta em 1872!
A imagem anterior dá-nos uma ideia do que é a estrada "cavada" numa das faces do desfiladeiros mas os três vídeos que se seguem, feitos a bordo de uma mota, dão a perspectiva total sobre a Gorge.
Villard de Lans é uma pequena e simpática vila a 1050m de altitude, que se transforma num verdadeiro centro de ski durante o Inverno.
A saída de Villard de Lans foi feita em direcção ao Pont en Royans através da Gorge de la Bourne, uma das mais belas estradas que tive a sorte e o prazer de fazer. Como o próprio nome indica, a Gorge de la Bourne significa a "garganta" ou o desfiladeiro de la Bourne, e é, literalmente, uma estrada aberta numa das paredes do referido desfiladeiro. As paisagens são soberbas e é absolutamente impressionante imaginarmos que a estrada foi inicialmente aberta em 1872!
A imagem anterior dá-nos uma ideia do que é a estrada "cavada" numa das faces do desfiladeiros mas os três vídeos que se seguem, feitos a bordo de uma mota, dão a perspectiva total sobre a Gorge.
É de facto uma estrada lindíssima, quer faça chuva ou sol. E realmente deve ser qualquer coisa de fascinante fazê-la em duas rodas...
E assim termino a estadia em Grenoble. O passeio pela Gorge foi feito a uma sexta e, no sábado seguinte, lá fomos nós a caminho do sul. Mas essa aventura fica para o próximo post.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Un petit tour na zona de Grenoble (I)
Como referi no post anterior, durante a estadia em Rives, o tempo para voltinhas e passeios não foi muito mas ainda assim deu para conhecer alguns locais interessantes.
Um deles foi as Caves de Chartreuse, em Voiron, onde fizemos uma visita guiada às caves do belo Liqueur de Chartreuse.
Cubas, pipos e pipas quase a perder de vista e no final, uma bela degustação do famoso licor. Bem bom ...
Ainda em Voiron, uma pequena volta a pé no centro (só para dizer que lá estive :) ) deu para ver apenas o exterior da igreja de Voiron. Não tive tempo para visitar o seu interior.
Graças à Cristina e ao Michelle, tivemos também oportunidade de visitar a Bastilha (e o seu Forte/Museu) e fazer o percurso de teleférico em Grenoble. Le Bastille é a principal atracção turística de Grenoble. Situada no extremo sul do Maciço de Chartreuse, a 476 m de altitude, permite aos visitantes uma vista panorâmica sobre todo o vale de Grenoble. Infelizmente, no dia em que lá fomos, acabou por chover o que nos obrigou a "acelerar o passo" lá em cima...
No fotografia seguinte é possível ver os cabos do teleférico e, lá em cima, a Bastilha.
E a perspectiva da cidade de Grenoble, a partir da Bastilha.
Um deles foi as Caves de Chartreuse, em Voiron, onde fizemos uma visita guiada às caves do belo Liqueur de Chartreuse.
Cubas, pipos e pipas quase a perder de vista e no final, uma bela degustação do famoso licor. Bem bom ...
Ainda em Voiron, uma pequena volta a pé no centro (só para dizer que lá estive :) ) deu para ver apenas o exterior da igreja de Voiron. Não tive tempo para visitar o seu interior.
Graças à Cristina e ao Michelle, tivemos também oportunidade de visitar a Bastilha (e o seu Forte/Museu) e fazer o percurso de teleférico em Grenoble. Le Bastille é a principal atracção turística de Grenoble. Situada no extremo sul do Maciço de Chartreuse, a 476 m de altitude, permite aos visitantes uma vista panorâmica sobre todo o vale de Grenoble. Infelizmente, no dia em que lá fomos, acabou por chover o que nos obrigou a "acelerar o passo" lá em cima...
No fotografia seguinte é possível ver os cabos do teleférico e, lá em cima, a Bastilha.
E a perspectiva da cidade de Grenoble, a partir da Bastilha.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Bienvenue à Fraunça!
Este ano, dei uso ao conceito de "aproveitar as férias do primeiro ao último dia". Acabei de trabalhar numa sexta e parti para férias logo no sábado seguinte e regressei na madrugada de segunda para terça, tendo iniciado o trabalho nessa mesma terça.
A isto eu chamo "aproveitar até à última gota"!
E pela primeira vez para mim e para as miúdas (a Carla já lá tinha estado), o destino era França.
Mais concretamente Grenoble.
Para ser mais preciso, a pequena vila de Rives nos arredores.
Ou, para ser mais exacto, a localidade de Sillans, a cerca de 10Km de Rives.
Não, não me lembro qual era o número da porta ...
O objectivo era visitar alguma família da Carla que, já há muitos anos, emigrou para lá e, claro, aproveitar para dar algumas voltas pelas redondezas. A primeira parte foi plenamente concretizada. A segunda, nem por isso. Digamos que passamos uma semana a visitar tios, tias, primos e primas. Voltas pelas redondezas, foram poucas: o teleférico e a subida ao Forte da Bastilha em Grenoble; visita ao centro de Voiron; visita às caves da Chartreuse em Voiron; passeio pela região montanhosa de Vercors com visita a algumas vilas. Faltou uma ida aos Alpes, ali tão perto...
Em primeiro lugar, tenho que deixar os meus agradecimentos aos familiares da Carla que nos acolheram e tão bem trataram. Aí vai a lista:
- Tios Adolfo e Maria (obrigado pela estadia)
- Tios Herculano e Maria (não, não é a mesma Maria ...)
- Paula, Zé Manel e as meninas
- Rosa, Paulino e os meninos
- Lúcia
- Cristina, Michelle e os meninos (obrigado pelos queijos)
- Fátima e Nuno
- Nicolá (obrigado pelos maravilhosos cafés)
- Bemvindo (é o nome do primo, não foi engano...)
À custa da extensão desta lista e de ter que almoçar num lado e jantar no outro quase todos os dias, só deu tempo para as duas voltinhas que referi. Azar, vamos ter que lá voltar mas da próxima terá que ser mais do que uma semana. :)
Rives acaba por ser uma localidade engraçada. Apesar de não ter "nada de especial" para ver, é uma vila simpática e na qual não tivemos grandes dificuldades de linguagem porque grande parte da população é portuguesa ou luso-descendente. Existe inclusivamente uma loja que vende "Delícias de Portugal".
Engraçado também foi tentar comprar no supermercado local aquilo que nós conhecemos como alho francês. Supostamente, teríamos que pedir votre ail ou então ail français, certo? Mas não. Lá, eles chamam-lhe poirrot, como o famoso inspector...
Apesar de ter corrido tudo muito bem durante a nossa estadia, algo em que tivemos azar (para não dizer um galo enorme) foi o tempo. Não houve um único dia em que não chovesse e não raras vezes tivemos que andar com camisolas de manga comprida! Isto para quem estava a contar com temperaturas acima dos 30ºC foi um bocado decepcionante. Mas, enfim, não se pode ter tudo. :)
A fotografia seguinte espelha o céu que se nos apresentou durante toda a semana.
E como este post já vai longo, a conversa segue dentro de momentos.
A isto eu chamo "aproveitar até à última gota"!
E pela primeira vez para mim e para as miúdas (a Carla já lá tinha estado), o destino era França.
Mais concretamente Grenoble.
Para ser mais preciso, a pequena vila de Rives nos arredores.
Ou, para ser mais exacto, a localidade de Sillans, a cerca de 10Km de Rives.
Não, não me lembro qual era o número da porta ...
O objectivo era visitar alguma família da Carla que, já há muitos anos, emigrou para lá e, claro, aproveitar para dar algumas voltas pelas redondezas. A primeira parte foi plenamente concretizada. A segunda, nem por isso. Digamos que passamos uma semana a visitar tios, tias, primos e primas. Voltas pelas redondezas, foram poucas: o teleférico e a subida ao Forte da Bastilha em Grenoble; visita ao centro de Voiron; visita às caves da Chartreuse em Voiron; passeio pela região montanhosa de Vercors com visita a algumas vilas. Faltou uma ida aos Alpes, ali tão perto...
Em primeiro lugar, tenho que deixar os meus agradecimentos aos familiares da Carla que nos acolheram e tão bem trataram. Aí vai a lista:
- Tios Adolfo e Maria (obrigado pela estadia)
- Tios Herculano e Maria (não, não é a mesma Maria ...)
- Paula, Zé Manel e as meninas
- Rosa, Paulino e os meninos
- Lúcia
- Cristina, Michelle e os meninos (obrigado pelos queijos)
- Fátima e Nuno
- Nicolá (obrigado pelos maravilhosos cafés)
- Bemvindo (é o nome do primo, não foi engano...)
À custa da extensão desta lista e de ter que almoçar num lado e jantar no outro quase todos os dias, só deu tempo para as duas voltinhas que referi. Azar, vamos ter que lá voltar mas da próxima terá que ser mais do que uma semana. :)
Rives acaba por ser uma localidade engraçada. Apesar de não ter "nada de especial" para ver, é uma vila simpática e na qual não tivemos grandes dificuldades de linguagem porque grande parte da população é portuguesa ou luso-descendente. Existe inclusivamente uma loja que vende "Delícias de Portugal".
Engraçado também foi tentar comprar no supermercado local aquilo que nós conhecemos como alho francês. Supostamente, teríamos que pedir votre ail ou então ail français, certo? Mas não. Lá, eles chamam-lhe poirrot, como o famoso inspector...
Apesar de ter corrido tudo muito bem durante a nossa estadia, algo em que tivemos azar (para não dizer um galo enorme) foi o tempo. Não houve um único dia em que não chovesse e não raras vezes tivemos que andar com camisolas de manga comprida! Isto para quem estava a contar com temperaturas acima dos 30ºC foi um bocado decepcionante. Mas, enfim, não se pode ter tudo. :)
A fotografia seguinte espelha o céu que se nos apresentou durante toda a semana.
E como este post já vai longo, a conversa segue dentro de momentos.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Para o ano há mais ...
Finito!
Foram muito boas mas acabaram. Resta o consolo de ter feito umas excelentes 3 semanas de férias (algo que nunca tinha conseguido) e de ter conhecido lugares absolutamente espantosos.
Deixo aqui uma pequena amostra.
Voltarei mais tarde, com mais detalhes. :)
Foram muito boas mas acabaram. Resta o consolo de ter feito umas excelentes 3 semanas de férias (algo que nunca tinha conseguido) e de ter conhecido lugares absolutamente espantosos.
Deixo aqui uma pequena amostra.
Villefranche-Sur-Mer
Antibes (La Vieille Ville)
Voltarei mais tarde, com mais detalhes. :)
sábado, 23 de julho de 2011
Zip-A-Dee-Doo-Dah
Zip-A-Dee-Ay !!!
My, oh my
What a wonderful day
Plenty of sunshine
in my way
Zip-A-Dee-Doo-Dah
Zip-A-Dee-Ay !!!
Wonderful feeling
Wonderful day !!!
Férias, Vacances, Vacations, Urlaub, عطلة, Vacaciones, διακοπές, Ferie, Tatil, kỳ nghỉ, ...
My, oh my
What a wonderful day
Plenty of sunshine
in my way
Zip-A-Dee-Doo-Dah
Zip-A-Dee-Ay !!!
Wonderful feeling
Wonderful day !!!
Férias, Vacances, Vacations, Urlaub, عطلة, Vacaciones, διακοπές, Ferie, Tatil, kỳ nghỉ, ...
quarta-feira, 16 de março de 2011
Carnaval medieval I
Como já tinha referido aqui, aproveitei as mini-férias de Carnaval para conhecer uma zona do país onde, até agora, ainda só tinha tido a oportunidade de o fazer "de passagem".
E valeu bem a pena ...
Primeira paragem: Penedono.
Penedono é uma pequena vila situada no Nordeste do distrito de Viseu, sede de concelho com o mesmo nome e conhecida pelo seu castelo, de característica e traços fortemente medievais e que tem a particularidade de respeitar e manter escrupulosamente os traços arquitectónicas e o material granítica da região, conferindo-lhe o título (na minha opinião) de verdadeira vila medieval.
Aliás, toda a vila está marcada por símbolos que reforçam esta característica. Catapultas, torres de cerco, escudos, etc.
Em termos de alojamento, a oferta é muito reduzida mas a Estalagem de Penedono (Hotel Rural de Penedono) foi um tiro em cheio. Excelente!
Apesar de aparentar um ar tipicamente "medieval", o seu interior era até bastante moderno com todas as mordomias necessárias para uma boa estadia.
Ficamos num quarto enorme (praticamente duplo) virado para o castelo. A estalagem tem também uma pequena salinha de estar onde ainda consegui ver o grande FCP enfiar 2 no saco do Guimarães e os pintainhos a levarem 2 do Braga ... eheh!
O pequeno almoço era daqueles à maneira ... com produtos típicos/regionais e outros mais tradicionais, ideais para a pequenada. Muito bom.
A estadia em Penedono teve também como objectivo a possibilidade de conhecer algumas vilas e aldeias da zona, nomeadamente Mêda, Longroiva e Marialva, às quais voltarei mais tarde ...
E valeu bem a pena ...
Primeira paragem: Penedono.
Penedono é uma pequena vila situada no Nordeste do distrito de Viseu, sede de concelho com o mesmo nome e conhecida pelo seu castelo, de característica e traços fortemente medievais e que tem a particularidade de respeitar e manter escrupulosamente os traços arquitectónicas e o material granítica da região, conferindo-lhe o título (na minha opinião) de verdadeira vila medieval.
Aliás, toda a vila está marcada por símbolos que reforçam esta característica. Catapultas, torres de cerco, escudos, etc.
Apesar de aparentar um ar tipicamente "medieval", o seu interior era até bastante moderno com todas as mordomias necessárias para uma boa estadia.
Ficamos num quarto enorme (praticamente duplo) virado para o castelo. A estalagem tem também uma pequena salinha de estar onde ainda consegui ver o grande FCP enfiar 2 no saco do Guimarães e os pintainhos a levarem 2 do Braga ... eheh!
O pequeno almoço era daqueles à maneira ... com produtos típicos/regionais e outros mais tradicionais, ideais para a pequenada. Muito bom.
A estadia em Penedono teve também como objectivo a possibilidade de conhecer algumas vilas e aldeias da zona, nomeadamente Mêda, Longroiva e Marialva, às quais voltarei mais tarde ...
quinta-feira, 10 de março de 2011
Tempos medievais ...
Fim de semana de Carnaval a explorar uma das regiões mais medievais de Portugal.
A Beira Interior.
Lá no fundinho ... bem junto à fronteira com Espanha.
Esta foi tirada em Castelo Mendo, concelho de Almeida.
A Beira Interior.
Lá no fundinho ... bem junto à fronteira com Espanha.
Esta foi tirada em Castelo Mendo, concelho de Almeida.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Recuerdo
Está um frio de rachar!
Chove sem parar!
O trabalho não dá descanso!
Óptimo momento para recordar as férias ... e o pensamento da altura.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Férias II - Adeus Sevilha
Como já referi nos posts anteriores, Sevilha é uma cidade enorme e tem muito, mas mesmo muito, para visitar e conhecer.
Para isso, nada melhor que um passeio a cavalo pelos principais locais de interesse. Típico de Sevilha ...
Obviamente que as miúdas deliraram :). Afinal, 30 minutos numa charrete puxada a trote não é todos os dias :)
E é um passeio bonito. Tivemos também a sorte de "apanhar" um chofer que nos ia explicando um pouco da história dos monumentos e locais por onde íamos passando o que tornou o passeio bem mais interessante ... e culto!
Outra característica muito típica do sul de Espanha é, sem dúvida, o calor. Ou melhor, o imenso calor que por lá se faz ...
Como já tinha referido no primeiro post que fiz de Sevilha, acabamos por ter muita sorte com o tempo porque nos dois primeiros dias apanhamos temperaturas entre os 33ºC e os 35ºC o que nos permitiu uma melhor adaptação pois na semana anterior tínhamos tido estas temperaturas no Porto.
Nos dias seguintes, e como é timbre na região, o termómetro foi subindo, subindo ... até chegar à fasquia dos:

Pois é, nada mais nada menos do que uns míseros 44ºC ... Muxó calor!!!
Mas os sevilhanos não desarmam com o calor. E para melhor acomodar os turistas nas suas explanadas, nada melhor do que refrescantes borrifadores!
Sim, isso mesmo. Borrifadores por cima das mesas. Ora vejam lá a L. a aproveitar!

Ai que sabia tão bem ...
Para terminar, já no último dia de estadia em Sevilha, e visto que o Braga iria lá jogar no dia seguinte, ainda passei pelo mítico Sanchez-Pizjuan para dar uma forcinha ao Braga. E não é que resultou!? No dia a seguir os bracarenses deram 4 na boquinha ao Sevilha :)

Em resumo, passamos em Sevilha uns óptimos, mas extenuantes, 8 dias de férias "culturais". É uma cidade maravilhosa, com muitos sítios, monumentos, museus, igrejas, etc para conhecer e o que posso dizer é que no mínimo, 8 dias não chegam para conhecer pouco mais de metade de Sevilha.
Foi necessário um planeamento muito rigoroso do que iríamos visitar, quer de manhã, quer de tarde, e dos passeios nocturnos que fazíamos, sempre na tentativa de irmos a locais por onde ainda não tínhamos passado. Ah, e tudo a pé !!! Porque o carrinho não entra no centro histórico de Sevilha ... Enfim, fizemos kilómetros ...
Recomendo vivamente!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Férias II - Ainda Sevilha
Volto a Sevilha onde a tinha deixado, a Torre del Oro que fica na margem esquerda do rio Guadalquivir.



Apesar de ser uma cidade de interior, o rio Guadalquivir é navegável para embarcações de médio e grande porte o que permite que Sevilha mantenha um dos principais e mais movimentados portos de Espanha.

Nesta imagem ainda se consegue visualizar, do lado esquerdo, um dos bairros típicos de Sevilha, O Bairro da Triana e, ao fundo, a Torre Triana, edifício administrativo da Junta da Andalucia.
Uma das principais atracções de Sevilha é a sua Catedral e a Giralda. É a maior de Espanha e a terceira maior igreja a nível mundial. Realmente é enorme ...

A Giralda (torre de 105 metros que se vê na foto anterior) permite o acesso a umas vistas magníficas sobre a cidade já que é o edifício mais alto no centro histórico de Sevilha.
Tem ainda a particularidade de, devido ao seu tamanho, não ter uma escadaria mas sim rampas que permitiam o acesso de cavalos para fazer a subida até ao topo.
É claro que aproveitei a subida e as vistas para fazer umas panorâmicas :)
Uma característica engraçada de Sevilha, da qual só nos apercebemos depois de subir à Giralda, é a quantidade de piscinas nos terraços. algo que, obviamente, nas ruas não nos apercebemos ...
Quer dizer, a não ser quando alguém, de bikini, encharcado(a) se cruza connosco na rua ou no supermercado :)
Outro local de visita obrigatória é o Palácio de Alcázar ou Reales Alcazares de Sevilla. Trata-se de um complexo composto por vários edifícios de diferentes épocas e diferentes estilos arquitectónicos. Dispõem ainda de uns jardins muito bonitos, com uma grande variedade em termos de flora, terraços, fontes, etc.
Infelizmente, no dia em que os visitei esqueci-me de carregar a máquina pelo que fiquei sem bateria logo na entrada ... Fica uma imagem obtida através da Giralda.

Uff ...
Já chega. O resto (e da próxima é mesmo para terminar Sevilha) segue no próximo post.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Férias II - Sevilla
Já lá vão dois meses ... mas ainda vamos a tempo :)

Depois de um fim de semana de aquecimento, eis que chegaram as verdadeiras férias.
E, este ano, mantive-me novamente por Espanha. Destino, Sevilha.
E Sevilha pode ser definida por uma palavra, ou melhor, duas: muxó calor!!
E, de facto, assim foi. Sorte nossa que nos 2 primeiros dias a temperatura estava mais baixa (máximas de 35ºC) e ainda choveu o que nos permitiu uma melhor adaptação às altas temperaturas que se seguiriam.
Também mais uma vez voltei a "viajar de noite". Saímos do Porto por volta das 23h e chegamos a Sevilha às 9h00 (espanholas) para o pequeno-almoço. Obviamente que houveram várias paragens pelo meio, para café, para xixis ou mesmo para esticar as pernas. E continuo a adorar fazer grandes viagens de noite. Pelo menos no meu caso, em que as pequenas vão a dormir, a viagem é muito, mas muito mais sossegado. Ah! E com a vantagem de não haver trânsito nem radares !!!
Sevilha é uma cidade histórica, na verdadeira acepção da palavra. Como íamos numa de férias culturais, optei por um alojamento mesmo no centro histórico da cidade. E em boa hora o fiz. O centro histórico de Sevilha é enorme e mesmo estando alojado no centro, não houve tempo (nem pernas) para ver tudo pois grande parte das ruelas do centro eram pedonais e era literalmente impossível entrar de carro para o centro.

Engraçado a forma como eles bloqueavam o sol nas pequenas ruelas, com grandes toldos. Só possível graças às "calles" serem estreitas. E só para terem uma noção da "estreiticidade" daquelas vielas, o GPS não funcionava nem sequer no modo pedonal! É que a maior parte dos prédios tinham entre 2 a 4 pisos o que impedia os sinais de satélite de chegarem lá abaixo. Portanto, para manter a orientação no meio daquele rendilhado de ruas só mesmo com o tradicional mapa da cidade em papel!
Uma das maiores riquezas de Sevilha é o seu património arquitectónico. No centro, praticamente tudo é histórico, desde os prédios de habitações, igrejas, praças, edifícios da banca, do ayuntamiento, palácios, templos, etc.
Sevilha tem uma infinidade de locais para visitar. Procurei visitar o máximo possível de locais com interesse culturar e mesmo assim, em 9 dias, ficou muita coisa por ver ...
Eis alguns exemplos do que se pode visitar.
A Casa de Pilatos.
Trata-se de uma palácio de interesse devido ao facto de misturar alguns estilos arquitectónicos como o mudéjar, o gótico e o renascentista mas também por algumas antiguidades romanas como estátuas, pinturas e móveis. Os sevilhanos acreditavam que o desenho da casa era uma cópia da verdadeira casa de Pilatos, e este é o motivo pelo qual é conhecida por este nome.
A Iglesia de S. Salvador. É a segunda maior igreja de Sevilha, logo atrás da Catedral.
A Torre Del Oro é outro monumento marcante de Sevilha. Infelizmente, está fechada durante o mês de Agosto. Mês de férias, dizem eles ... Servia inicialmente como posto de vigia do rio Guadalquivir. Actualmente, alberga um museu naval ... que não cheguei a ver :(
E está feito o primeiro post de Sevilha.
Ainda há mais por vir ...
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